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Atual nível do dólar não é impeditivo para manter um pé de meia lá fora; também é importante entender os benefícios de diversificar investimentos em outras moedas
Encerramos o primeiro trimestre de 2022 com um patamar cambial bem diferente daquele que começamos o ano. Nos últimos três meses, o dólar desvalorizou-se mais de 17% frente ao real, fechando sua cotação à vista em seu patamar mais baixo em mais de 12 meses, aos R$ 4,60.
É como o ditado costuma dizer: quanto mais alto, maior a queda, uma vez que a moeda americana havia subido dois dígitos desde meados do ano passado.
Agora, por outro lado, pela ótica do real, a valorização foi expressiva neste início de ano, impulsionada pela forte entrada de capital estrangeiro no início do ano.
Justifica-se dessa forma a atratividade dos ativos brasileiros ao longo dos três primeiros meses do ano, fato que explica a apreciação de nossa moeda frente ao dólar.
Note que, como já conversamos em coluna recente, tais vetores se relacionam com as variáveis que melhor conseguem explicar a variação do dólar, sendo elas a Taxa de Equilíbrio da Balança de Pagamentos, o risco-país, o diferencial de juros, a força das commodities e a força do dólar. Em outras palavras, não fugimos do tradicional.
Experimente fazer tal exercício: abra o primeiro Boletim Focus de anos anteriores e compare a projeção mediana do mercado nesta primeira coletânea com a cotação de fato registrada ao final de cada respectivo ano. As diferenças costumam ser brutais.
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A quantidade de variáveis e a volatilidade inerente a cada uma delas impede que consigamos estabelecer projeções assertivas sobre a taxa cambial. Agora, isso não significa que seja impossível de se trabalhar.
Neste caso, considerando os cenários, podemos estabelecer bandas de confiança, nas quais o dólar deverá variar entre de acordo com o humor do investidor.
No cenário mais negativo, aquele em que estávamos no último trimestre de 2021, não acredito que seja inválido pensar em dólar entre R$ 5,25 e R$ 5,75 — dependeria mais do estresse local, relacionado com as eleições, e da velocidade de aperto monetário nos EUA, que reduziria na margem o diferencial de juros.
Já em uma ótica mais otimista, com a qual flertamos no primeiro trimestre de 2022, a faixa de atuação do dólar seria entre R$ 4,25 e R$ 4,75 — considerando que os três fatores positivos se mantenham firmes nos próximos meses, apesar das incertezas.
Neste contexto, o patamar atual e R$ 4,60 me parece atrativo para aqueles que ainda não começaram a investir no exterior o fazerem.
i) a de casamento, que considera a posição estrutural de longo prazo; e
ii) a de romance de verão, que guarda consigo um cunho mais tático.
Pensando a longo prazo, entendemos que seja importante manter pelo menos algo como 15% a 30% de posições estruturais em moeda estrangeira nas carteiras. É benéfico ao investidor diversificar seu portfólio em outras divisas e geografias.
Para quem já tem esse percentual devidamente alocado lá fora, levando em conta que há espaço para aprofundamento dos três pontos favoráveis ao Brasil inicialmente apresentados, talvez seja a hora de esperar um pouco para novos movimentos lá fora.
Tudo isso, claro, feito sob o devido dimensionamento das posições, conforme seu perfil de risco, e a devida diversificação de carteira, com as respectivas proteções associadas.
Resumidamente, portanto, para quem ainda não fez seu pé de meia lá fora, ainda dá tempo. O patamar não é impeditivo, como eu disse, sendo que o cenário negativo acima ilustrado só deveria se realizar com os próximos passos da política monetária americana e com a proximidade das eleições.
Para quem topar, minhas formas favoritas de exposição são comprando ativos diretamente lá fora, por meio de uma corretora internacional.
Contudo, no ambiente doméstico, há também a opção para investir por meio de fundos de investimento, desde os dotados de gestão ativa em posições no exterior, até os passivos, em exposição cambial pura (exclusivamente para proteção da carteira, como o caso dos fundos de dólar nas corretoras locais).
Alternativamente, temos a opção de BDRs, que são aqueles recibos listados no Brasil de posições em Bolsas internacionais, e os ETFs (fundos índices/listados), como o IVVB11, que reproduzem o desempenho de uma carteira teórica e índices no exterior.
Todas as opções são válidas, com preferências às primeiras (fazer uma carteira diversificada lá fora é a melhor opção em meu entendimento). O importante é entender os benefícios de se diversificar sua carteira de investimentos em outras moedas.
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