Recurso Exclusivo para
membros SD Select.

Gratuito

O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.

Esse espaço é um complemento às notícias do site.

Você terá acesso DE GRAÇA a:

  • Reportagens especiais
  • Relatórios e conteúdos cortesia
  • Recurso de favoritar notícias
  • eBooks
  • Cursos

A inflação nos EUA pode impactar a alta de preços e da Selic no Brasil? Entenda a situação

Algumas projeções de mercado apontam para nove aumentos de 0,25% nos juros dos EUA por parte do Federal Reserve, o que pode pode ter implicações na taxa brasileira

13 de abril de 2022
11:58 - atualizado às 13:16
Nota de dólar queimando, simbolizando a inflação
Nota de dólar queimando - Imagem: Shutterstock

Caro leitor,

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

O tema da inflação tem estado bastante presente no noticiário econômico nos últimos meses.

Após anos e anos enfrentando dificuldades para trazer a inflação para a meta estabelecida pelo banco central americano (de 2%), as leituras recentes têm indicado que a inflação no país está nos maiores patamares em décadas.

Inflação nos EUA

Ontem (12), por exemplo, tivemos a divulgação do CPI — o “primo” americano do nosso IPCA — de março na terra do Tio Sam. O aumento de preços em 12 meses atingiu a marca de 8,5%, o maior ritmo desde dezembro de 1981 e superior aos 7,9% medidos em fevereiro. No mês, o indicador ficou em 1,2%, ante 0,8% no mês anterior.

Uma grande parcela desse aumento está ligada à guerra entre Rússia e Ucrânia, que fez com que os preços de diversas commodities (principalmente as energéticas) atingissem níveis vistos somente no começo da década passada.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Na comparação com fevereiro, os gastos com energia aumentaram 11% (+32% em relação ao mesmo período do ano passado). O preço da gasolina teve alta de 18,3% no mês (48% no ano), maior variação desde 2009. Não à toa, a categoria foi responsável por praticamente 70% da inflação de 8,5% observada em março.

Leia Também

Já os preços dos alimentos contribuíram com mais 10% desse aumento, tornando a vida das famílias de menor renda ainda mais difícil. Se os custos de vida crescem em um ritmo mais acelerado que os ganhos salariais, a parcela do consumo com esses itens fica cada vez maior.

Núcleo da inflação norte-americana

Nesse mar de preocupações, os dados do núcleo da inflação — que desconsidera as variações nos preços de energia e alimentos, que são mais voláteis — serviram como um alento para parte do mercado.

Apesar de o número ter vindo levemente acima do esperado pelos analistas nos últimos 12 meses — 6,5% vs. 6,4% —, no mês o núcleo da inflação totalizou 0,3%, abaixo do 0,5% projetado pelo mercado.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Seria este então o ponto de inflexão para a inflação?

Fed e o aumento dos juros

Logo após a divulgação do dado, as taxas de juros dos títulos de dez anos chegaram a cair quase 10 pontos-base, saindo do patamar de 2,8% para perto dos 2,7%. O sinal que ficou é de que o Federal Reserve talvez não precise ser tão duro no aumento de juros.

É importante notar, contudo, que, nos dias anteriores à divulgação do CPI, a taxa de dez anos do Tesouro americano saiu dos 2,6% para quase 2,85%. 

Desde o começo do mês, foram mais de 40 pontos-base em um espaço de menos de 15 dias — algo inimaginável tempos atrás. Ou seja, ainda que o recuo tenha sido expressivo, está longe de representar uma reversão no movimento.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Inflação e os consumidores

E, particularmente, mesmo com o recuo de alguns itens, como o preço de carros usados, com queda de quase 4% no mês, energia e alimentos ainda devem manter o nível de preços elevado nos próximos meses.

Claro que uma redução na velocidade do aumento de preços é positiva para os consumidores. Mas enxergar uma inflexão dos patamares atuais de maneira substancial não me parece o mais plausível.

Mesmo com a queda das máximas, não podemos esquecer que o preço do barril de petróleo ainda se encontra próximo dos US$ 100, uma alta de mais de 33% no ano e de quase 70% nos últimos 12 meses.

Alimentos e exportação

Mas a situação que mais me preocupa mesmo é a dos alimentos.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

No limite, as pessoas podem buscar outros meios de locomoção (ainda que para muitos isso seja algo extremamente difícil, claro). Mas quando falamos de itens básicos para a sobrevivência, algumas situações podem fazer com que os indivíduos tomem atitudes drásticas para ter acesso a esses produtos.

Recentemente vimos cenas de revolta por parte da população do Peru, protestando contra o forte aumento nos preços dos combustíveis e alimentos, obrigando o presidente a impor um toque de recolher para tentar conter os manifestantes.

E isso pode fazer com que mais países adotem restrições às exportações de alimentos para outros países, causando assim mais dificuldades em nível global.

Segundo dados do Banco Mundial, em poucas semanas o número de países que impuseram esse tipo de medida aumentou em 25%, chegando à marca de 35. Ao final de março, 53 novas políticas de intervenção que afetam o comércio de alimentos haviam sido impostas — das quais 31 estavam ligadas a restrição de exportação e 9 relacionadas especificamente ao trigo.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

As commodities agrícolas

Por ora, o controle das importações e exportações não é tão amplo quanto o observado após a Grande Recessão. Entre 2008 e 2011, os controles impostos representavam 74% do comércio global de trigo; hoje, esse número é de 21%.

Contudo, um ciclo de retaliações que gere novas medidas por outros países pode trazer novos aumentos de preço das commodities agrícolas. Estimativas apontam que o preço do trigo poderia subir mais 13% caso qualquer um dos cinco maiores exportadores da commodity decidisse banir o comércio com outros países.

E a inflação em patamares mais elevados que o esperado pelo mercado pode ensejar uma maior atuação por parte dos bancos centrais ao redor do mundo.

Juros nos EUA e no Brasil

Algumas projeções de mercado apontam para o equivalente a nove aumentos de 0,25 ponto percentual na taxa de juros por parte do Federal Reserve, o que a levaria para o intervalo entre 2,5% e 2,75% ao final de 2022. 

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Isso pode ter implicações inclusive na taxa brasileira — o próprio presidente do Banco Central do Brasil se disse surpreso com a inflação de março em terras tupiniquins, acima das projeções dos analistas.

Os formuladores de política monetária ainda terão que refletir muito nos próximos meses sobre qual o melhor plano para reduzir o nível de preços sem colocar em risco o ritmo de crescimento da economia global. Mas inflexão ainda me parece algo improvável na realidade atual.

Um abraço,
Enzo Pacheco

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

COMPARTILHAR

Whatsapp Linkedin Telegram
EXILE ON WALL STREET

Rodolfo Amstalden: Quebrando a criptografia do pessimismo incondicional

8 de abril de 2026 - 20:05

Em meio a ruídos geopolíticos e fiscais, uma provocação: e se o maior risco ainda nem estiver no radar do mercado?

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

As novas fronteiras do Nubank e o cessar-fogo nos mercados: tudo o que você precisa saber antes de investir hoje

8 de abril de 2026 - 8:49

A fintech Nubank tem desenvolvido sua operação de telefonia, que já está aparecendo nos números do setor; entenda também o que esperar dos mercados hoje, após o anúncio de cessar-fogo na guerra do Oriente Médio

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

A normalização da inflação e dos juros, o recorde de pedidos de RJ, mudanças na Petrobras (PETR4), e o que mais afeta a bolsa hoje

7 de abril de 2026 - 8:53

Sem previsibilidade na economia, é difícil saber quais os próximos passos do Banco Central, que mal começou um ciclo de cortes da Selic

INSIGHTS ASSIMÉTRICOS

Entre a crise geopolítica e a rigidez inflacionária: volta ao normal no Brasil é adiada em um mundo fragmentado

7 de abril de 2026 - 7:17

Há risco de pressão adicional sobre as contas públicas brasileiras, aumento das expectativas de inflação e maior dificuldade no cumprimento das metas fiscais

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

A verdadeira diversificação nos FIIs, a proposta de cessar-fogo no Irã, e o que mais move as bolsas hoje

6 de abril de 2026 - 8:09

O TRX Real Estate (TRXF11) é o FII de destaque para investir em abril; veja por que a diversificação deste fundo de tijolo é o seu grande trunfo

TRILHAS DE CARREIRA

Entre o que você faz e onde você está: quanto peso dar à cultura organizacional nas suas escolhas de carreira?

5 de abril de 2026 - 8:00

Por que uma cultura organizacional forte é um ativo de longo prazo — para empresas e carreiras

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

O poder elétrico na sua carteira, as novas ameaças de Trump, e o que mais move os mercados

2 de abril de 2026 - 8:30

Axia Energia (AXIA6) e Copel (CPLE3) disputam o topo do pódio das mais citadas por bancos e corretoras; entenda quais as vantagens de ter esses papéis na carteira

EXILE ON WALL STREET

Rodolfo Amstalden: Volta da inflação? Aprenda a falar a língua do determinismo estocástico 

1 de abril de 2026 - 19:45

Com inflação no radar e guerra no pano de fundo, veja como os próximos dados do mercado de trabalho podem influenciar o rumo da Selic

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

O novo momento da Boa Safra (SOJA3), o fim da guerra no Irã e o que mais você precisa ler hoje

1 de abril de 2026 - 8:28

A fabricante de sementes está saindo de uma fase de expansão intensa para aumentar a rentabilidade do seu negócio. Confira os planos da companhia

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

Os terremotos nos mercados com a guerra, a reestruturação da Natura (NATU3) e o que mais mexe com seu bolso hoje

31 de março de 2026 - 8:37

Entenda como o prolongamento da guerra pode alterar de forma permanente os mercados, e o que mais deve afetar a bolsa de valores hoje

INSIGHTS ASSIMÉTRICOS

Da escalada militar à inflação global: o preço da guerra entre EUA e Irã não é só o petróleo

31 de março de 2026 - 7:24

Curiosamente, EUA e Israel enfrentam ciclos eleitorais neste ano, mas o impacto político do conflito se manifesta de forma bastante distinta

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

Uma nova estratégia para os juros, eleições presenciais, guerra no Oriente Médio e o que mais move os mercados hoje

30 de março de 2026 - 8:10

O Brasil pode voltar a aumentar os juros ou viver um ciclo de cortes menor do que o esperado? Veja o que pode acontecer com a taxa Selic daqui para a frente

DÉCIMO ANDAR

As águas de março geraram oportunidades no setor imobiliário, mas ainda é preciso um bom guarda-chuva

29 de março de 2026 - 8:00

Quedas recentes nas ações de construtoras abriram oportunidades de entrada nas ações; veja quais são as escolhas nesse mercado

SEU DINHEIRO LIFESTYLE

O melhor emprego do mundo: as dicas de um especialista para largar o CLT e tornar-se um nômade digital 

28 de março de 2026 - 9:02

Uma mudança de vida com R$ 1.500 na conta, os R$ 1.500 que não compram uma barra de chocolate e os destaques da semana no Seu Dinheiro Lifestyle 

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

O corte de dividendos na Equatorial (EQTL3), a guerra em Wall Street, e o que mais afeta seu bolso hoje

27 de março de 2026 - 8:17

A Equatorial decepcionou quem estava comprado na ação para receber dividendos. No entanto, segundo Ruy Hungria, a força da companhia é outra; confira

SEXTOU COM O RUY

Nem todo cão é de guarda e nem toda elétrica é vaca. Por que o corte de dividendos da Equatorial (EQTL3) é um bom sinal?

27 de março de 2026 - 6:01

Diferente de boa parte das companhias do setor, que se aproveitam dos resultados estáveis para distribui-los aos acionistas, a Equatorial sempre teve outra vocação: reter lucros para financiar aquisições e continuar crescendo a taxas elevadíssimas

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

O sucesso dos brechós, prévia da inflação, o conflito no Oriente Médio e o que mais afeta seu bolso hoje

26 de março de 2026 - 8:17

Os brechós, com vendas de peças usadas, permitem criar um look mais exclusivo. Um desses negócios é o Peça Rara, que tem 130 unidades no Brasil; confira a história da empreendedora

EXILE ON WALL STREET

Rodolfo Amstalden: Será que o Copom que era técnico virou político?

25 de março de 2026 - 20:00

Entre ruídos políticos e desaceleração econômica, um indicador pode redefinir o rumo dos juros no Brasil

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

As empresas nos botes de recuperação extrajudicial, a trégua na guerra do Oriente Médio, e o que mais move os mercados hoje

25 de março de 2026 - 8:00

Mesmo o corte mais recente da Selic não será uma tábua de salvação firme o suficiente para manter as empresas à tona, e o número de pedidos de recuperação judicial e extrajudicial pode bater recordes neste ano

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

Como se proteger do cabo de guerra entre EUA e Irã, Copom e o que mais move a bolsa hoje

24 de março de 2026 - 8:10

Confira qual a indicação do colunista Matheus Spiess para se proteger do novo ciclo de alta das commodities

Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies

Fechar
Jul.ia
Jul.ia
Jul.ia

Olá, Eu sou a Jul.ia, Posso te ajudar com seu IR 2026?

FAÇA SUA PERGUNTA
Dúvidas sobre IR 2026?
FAÇA SUA PERGUNTA
Jul.ia
Jul.ia