Recurso Exclusivo para
membros SD Select.

Gratuito

O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.

Esse espaço é um complemento às notícias do site.

Você terá acesso DE GRAÇA a:

  • Reportagens especiais
  • Relatórios e conteúdos cortesia
  • Recurso de favoritar notícias
  • eBooks
  • Cursos

Ela está cara! Por que uma das melhores empresas do mundo talvez não seja mais um grande investimento

De tempos em tempos, mesmo as melhores empresas do mundo podem entregar retornos comuns a seus acionistas; parece este o caso da Microsoft

14 de julho de 2022
6:33 - atualizado às 13:10
Bill Gates, fundador da Microsoft
Bill Gates, fundador da Microsoft. - Imagem: ODD ANDERSEN/ASSOCIATED PRESS/AE

Olá, seja bem-vindo à Estrada do Futuro, onde conversamos semanalmente sobre a intersecção entre investimentos e tecnologia.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Nas últimas semanas, tenho conduzido revisões sobre as Big Techs. Especificamente, tenho comparado as estimativas dos analistas ao feedback de clientes e à dinâmica geral do mercado.

O exercício é buscar entender se as Big Techs serão capazes de fazer frente a toda a expectativa que existe sobre elas.

Em especial, além de cumprir tais expectativas, se o valuation permitirá aos investidores colherem retornos compatíveis com os vistos nos últimos 10 anos.

Os resultados deste exercício tem sido bastante díspares: de um lado, Amazon é a mais barata entre as maiores empresas de tecnologia do mundo; do outro, a Microsoft é a mais cara e terá de fazer jus a expectativas muito mais exigentes neste momento.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Hoje, vou falar sobre a segunda.

Leia Também

Uma das melhores empresas do mundo

Acredito que as ações da Microsoft estejam caras.

Não me entenda mal: ela é uma das melhores empresas do mundo, apenas não está negociando em níveis estupidamente baratos, como a Amazon.

Por exemplo, no gráfico a seguir, mensuro a contribuição incremental de cada segmento de negócio ao crescimento da Microsoft nos últimos anos.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Algumas conclusões saltam aos olhos: o grosso do crescimento vem do segmento de infraestrutura em nuvem, explicado sobretudo pelo desempenho do Azure, o business de infraestrutura da Microsoft.

O segmento Office é um reloginho, e parece não falhar nunca! Por exemplo, no consolidado de 2021, o crescimento veio sobretudo da expansão de novas licenças.

Quando uma empresa que usa o Office contrata um novo funcionário, automaticamente a Microsoft soma uma nova licença, sem nenhum esforço marginal de vendas.

Essa dinâmica pode ser perversa para a Microsoft quando empresas começam a demitir, o que tem acontecido nos últimos meses, nos mais diversos setores, devido a esse caldo de grandes problemas macroeconômicos como guerra, inflação e desaceleração do crescimento global.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Num ambiente assim, tipicamente a Microsoft ainda cresce via aumento de preços (que já sabemos estar contratado para 2022), mas é um crescimento obviamente menos pujante.

Quem também apresenta um crescimento sustentável (e surpreendentemente estável) é o Linkedin, apesar de contribuir pouco para o todo.

No segmento de games, o crescimento vem sobretudo via aquisições.

A maior contribuição em 2021 deve-se à compra na ZeniMax, dona dos estúdios Bethesda; em 2022, o feito deve se repetir, quando for aprovada a compra da Activision Blizzard.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Tudo isso é referente ao passado.

O exercício de compreender nossos retornos futuros está em entender justamente o que os investidores já esperam das empresas em que investimos.

Não ganhar, tem que ganhar jogando bonito

Abaixo temos outro gráfico, compilando a receita incremental (portanto, o crescimento esperado) da Microsoft para os próximos 3 anos, em bilhões de dólares.

Elaboração: Empiricus | Fonte: Bloomberg

Essa expectativa me assusta: nos próximos três anos o mercado espera que a Microsoft não apenas cresça, mas que ela o faça num ritmo muito maior que nos últimos 3 anos, que já foram impressionantes.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Essas expectativas foram traçadas antes do início da guerra na Ucrânia e não me parecem incorporar todos os riscos de desaceleração que a inflação pode trazer ao crescimento da Microsoft.

Por exemplo: esperamos que a divisão "Devices", que compila as vendas de PCs, tragam resultado incremental negativo nos próximos anos, em meio a um mercado claramente saturado.

Também acredito que o Office crescerá mais devagar que nos últimos 5 anos.

Nesse cenário, todo o peso do crescimento recai sobre a divisão de infraestrutura em nuvem.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Claro que espero resultados muito positivos nos próximos anos, especialmente com o aumento da penetração de inteligência artificial em toda a base de clientes e a contínua migração das empresas para a nuvem (a Microsoft é o principal destino para empresas mais tradicionais, ainda pensando em migrar).

Essas empresas mais tradicionais, que são as retardatárias, representam justamente os maiores contratos em termos absolutos e devem contribuir para que o ritmo de crescimento siga forte.

Nada disso, em si, me afastaria da Microsoft, se não fosse a relação pobre de risco e retorno que esse cenário nos oferece.

Múltiplos da Microsoft menores virão

Neste momento, a empresa negocia a 32 vezes o fluxo de caixa, um prêmio substancial em relação aos últimos anos.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
Histórico do múltiplo preço sobre fluxo de caixa da Microsoft nos últimos 5 anos | Elaboração: Empiricus | Fonte: Koyfin

Ao atualizarmos a modelagem, mesmo assumindo otimistas como:

  • (i) crescimento de 15% no período 2022 - 2025;
  • (ii) crescimento de 8% composto nos 6 anos subsequentes;
  • (iii) redução de 0,5% na quantidade de ações em circulação ao ano;
  • (iv) "payout" de 25% do resultado em remuneração via dividendos; 

Tive dificuldade em encontrar expectativa de retornos superiores a 7% ao ano, em dólares, ao assumir a necessidade de "de-rating", com as ações, no tempo, convergindo para um múltiplo de 20 vezes, mais próximo do histórico.

De tempos em tempos, mesmo as melhores empresas do mundo podem entregar retornos comuns a seus acionistas.

Na semana que vem, volto para repetir o mesmo exercício para as ações da Apple.

Até lá, 

Richard Camargo

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

COMPARTILHAR

Whatsapp Linkedin Telegram
EXILE ON WALL STREET

Rodolfo Amstalden: Será que o Copom que era técnico virou político?

25 de março de 2026 - 20:00

Entre ruídos políticos e desaceleração econômica, um indicador pode redefinir o rumo dos juros no Brasil

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

As empresas nos botes de recuperação extrajudicial, a trégua na guerra do Oriente Médio, e o que mais move os mercados hoje

25 de março de 2026 - 8:00

Mesmo o corte mais recente da Selic não será uma tábua de salvação firme o suficiente para manter as empresas à tona, e o número de pedidos de recuperação judicial e extrajudicial pode bater recordes neste ano

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

Como se proteger do cabo de guerra entre EUA e Irã, Copom e o que mais move a bolsa hoje

24 de março de 2026 - 8:10

Confira qual a indicação do colunista Matheus Spiess para se proteger do novo ciclo de alta das commodities

INSIGHTS ASSIMÉTRICOS

Quando Ormuz trava, o mundo sente: como se proteger da alta das commodities e de um início de um novo ciclo

24 de março de 2026 - 7:25

O conflito acaba valorizando empresas de óleo e gás por dois motivos: a alta da commodity e a reprecificação das próprias empresas, seja por melhora operacional, seja por revisão de valuation. Veja como acessar essa tese de maneira simples

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

O problema de R$ 17 bilhões do Grupo Pão de Açúcar (PCAR3), o efeito da guerra nos mercados, e o que mais você precisa saber para começar a semana

23 de março de 2026 - 8:20

O Grupo Pão de Açúcar pode ter até R$ 17 bilhões em contas a pagar com processos judiciais e até imposto de renda, e valor não faz parte da recuperação extrajudicial da varejista

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

A ação vencedora no leilão de energia, troca no Santander (SANB11), e o que mais mexe com a bolsa hoje

20 de março de 2026 - 7:56

Veja qual foi a empresa que venceu o Leilão de Reserva de Capacidade e por que vale a pena colocar a ação na carteira

SEXTOU COM O RUY

Eneva (ENEV3) cumpre “profecia” de alta de 20% após leilão, mas o melhor ainda pode estar por vir

20 de março de 2026 - 6:03

Mesmo após salto expressivo dos papéis, a tese continua promissora no longo prazo — e motivos para isso não faltam

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

A ruptura entre trabalho e vida pessoal, o juízo final da IA, e o que mais move o mercado hoje

19 de março de 2026 - 8:21

Entenda por que é essencial separar as contas da pessoa física e da jurídica para evitar problemas com a Receita

EXILE ON WALL STREET

Rodolfo Amstalden: Ainda sobre hedge — derivadas da pernada corrente

18 de março de 2026 - 20:00

Em geral, os melhores hedges são montados com baixa vol, e só mostram sua real vitalidade depois que o despertador toca em volume máximo

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

A corrida do Banco Central contra a inflação e o custo do petróleo, a greve dos caminhoneiros e o que mais afeta os mercados hoje

18 de março de 2026 - 8:18

Saiba o que afeta a decisão sobre a Selic, segundo um gestor, e por que ele acredita que não faz sentido manter a taxa em 15% ao ano

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

Como o petróleo mudou o jogo para o Copom e o Fed, a vantagem do Regime Fácil para as empresas médias, e o que mais move as bolsas hoje

17 de março de 2026 - 8:46

O conflito no Oriente Médio adiciona mais uma incerteza na condução da política monetária; entenda o que mais afeta os juros e o seu bolso

INSIGHTS ASSIMÉTRICOS

Do conflito no Oriente Médio ao Copom: como o petróleo mudou o jogo dos juros

17 de março de 2026 - 7:35

O foco dos investidores continua concentrado nas pressões inflacionárias e no cenário internacional, em especial no comportamento do petróleo, que segue como um dos principais vetores de risco para a inflação e, por consequência, para a condução da política monetária no Brasil

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

O Oscar para o melhor banco digital, a semana com Super Quarta e o que mais você precisa saber hoje

16 de março de 2026 - 8:17

Entenda qual é a estratégia da britânica Revolut para tentar conquistar a estatueta de melhor banco digital no Brasil ao oferecer benefícios aos brasileiros

VISÃO 360

A classe média que você conheceu está morrendo? A resposta é mais incômoda

15 de março de 2026 - 8:00

Crescimento das despesas acima da renda, ascensão da IA e uberização da vida podem acabar com a classe média e dividir o mundo apenas entre poucos bilionários e muitos pobres?

SEU DINHEIRO LIFESTYLE

O Oscar, uma aposta: de investidores a candidatos, quem ganha com a cerimônia, afinal?

14 de março de 2026 - 11:01

O custo da campanha de um indicado ao Oscar e o termômetro das principais categorias em 2026

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

O equilíbrio delicado da Petrobras (PETR4), o Oscar para empreendedores, a recuperação do GPA (PCAR3) e tudo mais que mexe com os mercados hoje

13 de março de 2026 - 8:13

Saiba quais os desafios que a Petrobras precisa equilibrar hoje, entre inflação, política, lucro e dividendos, e entenda o que mais afeta as bolsas globais

SEXTOU COM O RUY

Número mágico da Petrobras (PETR4): o intervalo de preço do petróleo que protege os retornos — e os investidores

13 de março de 2026 - 7:11

O corte de impostos do diesel anunciado na quinta-feira (12) afastou o risco de interferência na estatal, pelo menos por enquanto

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

O lado B dos data centers, a guerra no Oriente Médio e os principais dados do mercado hoje

12 de março de 2026 - 8:55

Entenda as vantagens e as consequências ambientais do grande investimento em data centers para processamento de programas de inteligência artificial no Brasil

EXILE ON WALL STREET

Rodolfo Amstalden: Petróleo em alta — usando dosagens para evitar o risco de uma aposta “certa” 

11 de março de 2026 - 19:57

Depois de uma disparada de +16% no petróleo, investidores começam a discutir até onde vai a alta — e se já é hora de reduzir parte da exposição a oil & gas para aproveitar a baixa em ações de qualidade

ALÉM DO CDB

Prêmios de risco do crédito privado têm certo alívio em fevereiro, mas risco de algumas empresas emissoras aumenta

11 de março de 2026 - 14:39

Os spreads estão menos achatados, e a demanda por títulos isentos continua forte; mas juro elevado já pesa sobre os balanços das empresas

Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies

Fechar
Jul.ia
Jul.ia
Jul.ia

Olá, Eu sou a Jul.ia, Posso te ajudar com seu IR 2026?

FAÇA SUA PERGUNTA
Dúvidas sobre IR 2026?
FAÇA SUA PERGUNTA
Jul.ia
Jul.ia