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Copa do Mundo e bolsa: a seleção ideal para a sua carteira de ações

Futebol e bolsa se confundem quando o assunto é composição de um elenco vencedor. Uma carteira de ações, assim como um time, somente será vencedora se conseguir atingir um equilíbrio.

25 de novembro de 2022
6:03 - atualizado às 15:13
dinheiro com futebol

Era domingo, dia 30 de junho de 2002. O país inteiro estava em festa, porque horas antes a seleção brasileira havia conquistado o seu quinto título mundial de  futebol.

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E foi em um dos vários programas de mesa-redonda esportivos que assisti naquele dia que eu aprendi uma das maiores lições sobre o mercado financeiro que teria na vida.

Em uma certa altura da discussão, os participantes tentavam eleger o "grande herói" do penta. Aquele que despontou como o maior responsável pelo título.

Ronaldo Fenômeno vencia com folga a votação, até que um dos comentaristas protestou: "Gente, eu me recuso a votar em um jogador. Não há sentido em tentar eleger um único herói. O Ronaldo pode até ser o melhor do time, mas 11 Ronaldos em campo não teriam vencido um jogo sequer".

A partir desse dia, comecei a enxergar o futebol de outra maneira.

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Equilíbrio no futebol e na carteira de ações

O Ronaldo era indiscutivelmente um atacante genial, mas ele nunca precisou marcar, porque metade dos seus companheiros faziam isso por ele.

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O Fenômeno podia ser a grande estrela naquela seleção ou em qualquer outro time que tenha jogado, mas ele nunca teria sido campeão de torneio algum sem companheiros que trouxessem equilíbrio defensivo ao time.

É interessante como futebol e bolsa se confundem quando o assunto é composição de um "elenco" vencedor. Uma carteira de ações, assim como um time de futebol, somente será vencedora se conseguir atingir um equilíbrio.

Uma parte do portfólio deve ser composta por papéis ofensivos, com beta elevado, e que pegam na veia a melhora das condições macroeconômicas. Nessa categoria estão empresas normalmente endividadas, com alto potencial de crescimento e que dependem fortemente da queda de juros e do crescimento da economia para verem seus resultados melhorarem.

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Essas são as ações que se multiplicam por duas, quatro ou dez vezes quando as condições se tornam favoráveis (queda da Selic e crescimento do PIB). São exatamente essas as ações que mais vão ajudar a multiplicar o seu patrimônio no longo prazo.

Mas tem um grande problema. A esse maior potencial de valorização está associado um maior potencial de perdas também. Essas ações "ofensivas" são as que mais vão se desvalorizar caso o cenário piore.

Ataque…

Por exemplo, com a piora que temos observado nas condições de mercado nos últimos meses, a Cyrela (que depende bastante de uma economia forte e de taxas de juros baixas) despencou, enquanto a Hypera, do estável segmento farmacêutico, subiu.

Fonte: Google

As ações da Cyrela já chegaram a ser cotadas por preços quase 3 vezes maiores do que os atuais. E se as condições futuras voltarem a ficar favoráveis, com queda de juros e retomada da economia, CYRE3 pode voltar a tal patamar.

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No entanto, se todos os "jogadores" da sua carteira fossem ações da Cyrela, você estaria enfrentando enormes perdas nas últimas semanas.

…e defesa

Por isso, todo bom portfólio precisa ter ações defensivas também. Aquelas que podem não ter um potencial de dobrar ou triplicar de valor em 12 meses, mas que são capazes de "aguentar o tranco" quando a situação piora.

A própria Hypera é um ótimo exemplo. Ela atua no setor farmacêutico, que depende pouco da economia e que tem crescido bem mais do que o PIB nos últimos 10 anos. A companhia gera bastante caixa, o que faz dela menos dependente da oscilação dos juros, e tem um pipeline extenso de lançamentos, que devem garantir um bom crescimento de receita para os próximos 5 anos.

Esse tipo de estabilidade de resultados faz com que as ações oscilem menos em períodos turbulentos, podendo até se valorizar em alguns casos, quando a procura por ativos defensivos cresce muito em um curto espaço de tempo.

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Um rebanho de ações campeãs

Na série Vacas Leiteiras, montamos nosso portfólio pensando justamente nesse equilíbrio, o que tem nos ajudado bastante no ano de 2022, mesmo com toda a piora do sentimento que temos vivido nas últimas semanas.

Elaboração: Empiricus Research

Nesse rebanho campeão, a Hypera é titular absoluta da defesa, enquanto a Cyrela é a nossa atacante preferida. Mas nessa altura você já deve ter entendido que elas precisam uma da outra para que o investimento faça sentido.

Há outras peças importantes que compõem esse elenco, que vem superando com folga o Ibovespa em 2022. Se quiser conferir todas elas, deixo aqui o convite.

Um grande abraço e até a semana que vem!

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Ruy

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