O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.
Esse espaço é um complemento às notícias do site.
Recurso Exclusivo para
membros SD Select.
Gratuito
O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.
Esse espaço é um complemento às notícias do site.
Você terá acesso DE GRAÇA a:
Nem tudo o que reluz é ouro. Nos pregões de otimismo, em geral, quanto mais arriscado o ativo, mais ele sobe, mas por vezes essa subida também é injusta
O tom adotado pelo banco central americano animou os mercados na semana passada. A autoridade monetária disse que vai subir os juros em um ritmo menos intenso daqui para frente.
Com esse prognóstico em mãos, os investidores foram às compras dos ativos de risco. Entre quarta e sexta-feira, o Índice S&P 500 subiu 5%, o Nasdaq, 7%, o Ibovespa, 7%, e o Índice Small Caps brasileiro, 8%.
Isso vem como um alívio para as boas ações, cujas cotações têm sido injustamente penalizadas pelo macro ruim.
Entretanto, nem tudo o que brilha é ouro.
Nos pregões de otimismo, em geral, quanto mais arriscado o ativo, mais ele sobe, mas por vezes essa subida também é injusta.
Mesmo que o sentimento tenha melhorado marginalmente, os critérios para selecionar empresas raramente mudam.
Leia Também
Precisamos de negócios rentáveis, com um time de gestão competente e confiável, e que esteja sendo negociado por menos do que vale.
Ainda é difícil achar espaço nas carteiras para empresas de tecnologia que priorizam o crescimento em detrimento da rentabilidade.
Aliás, o fato de muitas empresas desse tipo terem encontrado demanda para seus IPOs em 2020 e 2021 era mais um sinal de otimismo exagerado do que qualquer outra coisa (em retrospecto, isso não fica óbvio?).
Veja o caso das fintechs, principalmente aquelas com o negócio baseado na concessão de crédito.
Os servidores do Banco Central do Brasil, depois de alguns meses em greve, finalmente divulgaram os aguardados dados de crédito do sistema financeiro.
Em meio a uma montanha de informação, uma chamou a atenção: a inadimplência do cartão de crédito e do crédito pessoal.
Observe, abaixo, como os calotes vêm subindo progressivamente nessas modalidades.
Esse cenário é desafiador não só para as fintechs, como para os bancos também, como demonstrado pelo resultado de Santander Brasil na semana passada.
Se é difícil para quem concedeu crédito através das várias crises que o Brasil passou, imagine para as fintechs, que estão na primeira década de existência?
Ainda, é interessante notar que várias dessas start-ups começaram a ganhar mercado justamente por meio do cartão de crédito, pela maior facilidade de entrada nesse produto e pelo poder de fidelização que ele tem.
A desvantagem, contudo, é o fato de não haver garantia para o valor emprestado no cartão: se o cliente deixar de pagar parcelas de faturas atrasadas, não há o que a instituição possa fazer além de cobrar ou renegociar o saldo devedor.
Uma lógica parecida vale para o empréstimo pessoal (que não seja consignado), também sem garantia. Inadimplência nessas duas modalidades é dinheiro indo embora “na veia”.
É exatamente por isso que faço uma comparação do ânimo dos investidores com algumas empresas e os voos de galinha: podem até acontecer, mas não há fundamento que os sustente.
E esse é também o motivo pelo qual mantemos, na Carteira Empiricus, posições vendidas em algumas fintechs.
Por mais que o Federal Reserve tenha abrandado o tom, os juros permanecerão em patamares elevados.
É custo de capital nas alturas para os investidores globais, e mais ainda para os brasileiros.
Ainda é hora de preservar posições em empresas de valor (preço de entrada atrativo), em detrimento das de growth (múltiplos altos demais), principalmente se estas não gerarem caixa no presente.
É claro que queremos voar, mas não adianta fazer um voo de galinha.
Um abraço,
Larissa Quaresma
Além de elevar o risco institucional percebido nos Estados Unidos, as pressões do governo Trump adicionam incertezas sobre o mercado
Investidores também aguardam dados sobre a economia brasileira e acompanham as investidas do presidente norte-americano em outros países
A relação das big techs com as empresas de jornalismo é um ponto-chave para a nascente indústria de inteligência artificial
Após uma semana de tensão geopolítica e volatilidade nos mercados, sinais de alívio surgem: petróleo e payroll estão no radar dos investidores
No atual cenário, 2 milhões de barris extras por dia na oferta global exerceriam uma pressão para baixo nos preços de petróleo, mas algumas considerações precisam ser feitas — e podem ajudar a Petrobras
Descubra oito empresas que podem ganhar com a reconstrução da Venezuela; veja o que mais move o tabuleiro político e os mercados
O jogo político de 2026 vai além de Lula e Bolsonaro; entenda como o trade eleitoral redefine papéis e cenários
Veja por que companhias brasileiras estão interessadas em abrir capital nos Estados Unidos e o que mais move os mercados hoje
As expectativas do norte-americano Rubio para a presidente venezuelana interina são claras, da reformulação da indústria petrolífera ao realinhamento geopolítico
Assim como na última temporada de Stranger Things, encontrar a abertura certa pode fazer toda a diferença; veja o FII que ainda é uma oportunidade e é o mais recomendado por especialistas
Crise na Venezuela e captura de Maduro expõem a fragilidade da ordem mundial pós-1945, com EUA e China disputando influência na América Latina
A construtora Direcional (DIRR3) recebeu três recomendações e é a ação mais indicada para investir em janeiro; acompanhe também os efeitos do ataque no preço da commodity
O ano novo bate mais uma vez à porta. E qual foi o saldo das metas? E a lista de desejos para o ano vindouro?
China irá taxar importação de carne, o que pode afetar as exportações brasileiras, mercado aguarda divulgação de dados dos EUA, e o que mais você precisa saber para começar o ano bem-informado
Da Cogna (COGN3) , que disparou quase 240%, à Raízen (RAIZ4), que perdeu 64% do seu valor, veja as maiores altas e piores quedas do Ibovespa no ano de 2025
Conheça a história da Ana Fontes, fundadora da Rede Mulher Empreendedora (RME) e do Instituto Rede Mulher Empreendedora (IRME), e quais são seus planos para ajudar ainda mais mulheres
A definição de “surpresa”, neste escopo, se refere a um evento para o qual o consenso de mercado atribui uma probabilidade igual ou inferior a 33%, enquanto, na nossa opinião, ele goza de uma chance superior a 50% de ocorrência
Itaú Unibanco (ITUB4) manteve-se na liderança, e o Banco do Brasil (BBAS3). Veja como se saíram também Bradesco (BBDC4) e Santander Brasil (SANB11)
Mesmo em um cenário adverso, não surpreende que o segmento em destaque tenha encerrado 2025 como o segundo que mais se valorizou dentro do universo de FIIs
Em um ano em que os “grandes times”, como o bitcoin e o ethereum, decepcionaram, foram os “Mirassóis” que fizeram a alegria dos investidores