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Lucro líquido do Bradesco aumenta 11,4% em relação ao mesmo período do ano passado e rentabilidade sobe para 18,1%
Pintar o sete é uma expressão antiga usada para uma pessoa que apronta algo inesperado. Mas no caso do Bradesco (BBDC4), o sete também vem dos bilhões do resultado do segundo trimestre. O banco registrou lucro líquido recorrente de R$ 7,041 bilhões, o que representa um avanço de 11,4% em relação ao mesmo período do ano passado.
O resultado superou as projeções dos analistas, que esperavam um lucro de R$ 6,774 bilhões, de acordo com dados da Bloomberg.
O aumento do lucro também impulsionou o retorno sobre o patrimônio líquido médio (ROAE) do Bradesco. O indicador de rentabilidade subiu 0,6 ponto percentual em relação ao segundo trimestre de 2021, para 18,1%.
“A diversificação de nossas fontes de resultados e capacidade de administrar riscos nos permitiu operar com segurança, com foco em nossa estratégia e mantendo nossa capacidade de entregar bons resultados”, afirmou o presidente do Bradesco, Octavio de Lazari Junior.
Mas nem todos os números do balanço divulgado na noite desta quinta-feira vieram positivos. O índice de inadimplência na carteira do banco, por exemplo, atingiu os 3,5% em junho, uma alta de 0,3 ponto percentual no trimestre e de 1 ponto nos últimos 12 meses.
Mesmo com a alta dos calotes, o Bradesco seguiu acelerando no crédito. A carteira do banco alcançou os R$ 855 bilhões, uma alta de 2,5% em relação a março e de 17,7% na comparação com o segundo trimestre de 2021.
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O aumento da inadimplência também fez as despesas do Bradesco com provisões para perdas no crédito saltarem 52% e somaram R$ 5,3 bilhões.
Em um cenário de alta de juros e dos financiamentos, a margem financeira do Bradesco cresceu 4% em relação ao segundo trimestre do ano passado, para R$ 16,4 bilhões.
A margem poderia ser ainda melhor não fosse o resultado da Tesouraria, que perdeu quase R$ 600 milhões no trimestre, um feito raro. Para efeito de comparação, no mesmo período de 2021, a tesouraria do Bradesco contribuiu com R$ 2,3 bilhões para o resultado.
Por outro lado, as operações de seguros, previdência e capitalização voltaram a brilhar no Bradesco, com um resultado de R$ 3,7 bilhões — alta de 135%.
As receitas de prestação de serviços também se recuperaram, mesmo com o aumento da concorrência das fintechs, as novas empresas de tecnologia financeira.
Os ganhos com tarifas aumentaram 6,7% em relação ao segundo trimestre do ano passado. Ao mesmo tempo, as despesas operacionais do Bradesco cresceram em um ritmo menor, de 4,9%, bem abaixo da inflação do período.
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