O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.
Esse espaço é um complemento às notícias do site.
Recurso Exclusivo para
membros SD Select.
Gratuito
O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.
Esse espaço é um complemento às notícias do site.
Você terá acesso DE GRAÇA a:
Edward Cole, diretor executivo da Man GLG, parte da maior gestora de fundos de hedge da Europa, acredita que estrangeiros não têm grande convicção sobre a sustentabilidade do fiscal e vê risco nas eleições presidenciais
Por mais que o mercado local de ações tenha se desenvolvido nos últimos anos, e o número de investidores pessoas físicas tenha explodido, a bolsa brasileira ainda é bastante dependente do capital estrangeiro. Cerca de metade das movimentações na B3, em volume, é feita pelos gringos.
Isso significa que os investidores internacionais têm poder de mexer para valer com as cotações das ações brasileiras e o desempenho do Ibovespa. Quando eles resolvem apostar suas fichas por aqui, normalmente vemos o principal índice da B3 brilhar.
É o que tem acontecido neste início de ano. Em 2022, a bolsa local já viu um ingresso líquido de recursos estrangeiros no valor de pouco mais de R$ 50 bilhões. Não por acaso, o Ibovespa acumula alta de 7,69% no ano.
Mas esse dinheiro veio para ficar? Vem mais por aí? Ou se trata apenas de um movimento tático, momentâneo, e logo os estrangeiros vão embora novamente? Afinal, não é como se muita coisa tivesse mudado na conjuntura nacional do fim do ano passado para cá.
Além disso, o cenário internacional não está exatamente favorável para ativos de risco (que dirá para mercados arriscados como os emergentes), e neste ano ainda temos eleições presidenciais no Brasil, um evento que costuma causar bastante volatilidade nos mercados locais.
Para tentar responder a essas perguntas, nada melhor do que consultar justamente um investidor estrangeiro. Afinal, como o gringo está vendo o Brasil?
Leia Também
Para Edward Cole, diretor executivo de investimentos discricionários na Man GLG, parte do Man Group, há bons motivos para esse ingresso de capital estrangeiro no país, mas há obstáculos para que esses recursos permaneçam por aqui.
“Para ficar, o capital estrangeiro precisa estar convencido de que a política fiscal é sustentável e a governança está melhorando. No momento, não acho que os estrangeiros tenham grande convicção sobre isso”, me disse Cole, em entrevista por e-mail.
Ele acrescentou, ainda, que a eleição presidencial será muito disputada e que “provavelmente impedirá que capital sério de longo prazo seja alocado no Brasil”.
Sobre as bolsas americanas, sua visão também não é muito otimista. “O valor das empresas americanas é alarmante”, disse. Para ele, mesmo que esses valuations continuem sendo suportados, a tendência de alta para “preços estratosféricos” vista em 2020 e 2021 para as empresas sem lucros ou receitas “provavelmente ficou para trás”.
O Man Group é a maior gestora de fundos de hedge da Europa, e só a Man GLG tem mais de US$ 30 bilhões sob gestão. Veja a seguir os principais trechos da entrevista com o diretor executivo Edward Cole:
Há alguns fatos específicos que tornam este ciclo diferente de outros ciclos de aperto:

1) Os preços das commodities permanecem muito elevados, devido às interrupções no fornecimento de energia, particularmente, que estão se espalhando por todo o espectro de commodities. Por exemplo, a escassez de gás natural está limitando a oferta de fertilizantes, o que está elevando os preços dos alimentos. E, de forma geral, a correlação positiva das commodities com a inflação é evidente. O Brasil está, significativamente, exposto às exportações de commodities como economia, e as commodities estão bem refletidas no mercado de ações;
2) Há uma rotação viciosa nos fatores de estilo do mercado de ações. As empresas de Growth (alto crescimento) estão caindo significativamente, e empresas de valor (com potencial de crescimento no longo prazo) estão tendo melhor desempenho. Os EUA possui o mercado de ações mais exposto a empresas de Growth. Mercados emergentes são geralmente menos alocados. Além disso, a grande correção nos preços das empresas de tecnologia chinesas está forçando uma realocação em portfólios de mercados emergentes;
3) O Brasil se antecipou ao Fed no aumento das taxas de juros. Isso é muito incomum. Mas muitos bancos centrais de mercados emergentes perceberam que não tinham o mesmo luxo que os bancos centrais de mercados desenvolvidos para tolerar a inflação e aumentaram as taxas de forma agressiva. Isso criou um grande prêmio de risco, que está atraindo capital estrangeiro. Em última análise, se o câmbio e as taxas locais estiverem funcionando, as ações também funcionarão, mesmo que as perspectivas de crescimento sejam ruins.
Para ficar, o capital estrangeiro precisa estar convencido de que a política fiscal é sustentável e a governança está melhorando. No momento, não acho que os estrangeiros tenham grande convicção sobre isso.
À medida que a inflação começar a se moderar e os juros reais subirem, o Copom sentirá menos pressão para continuar elevando os juros. No final do ano, a inflação ao consumidor pode estar abaixo de 6%, o que significa que as taxas de juros reais podem estar acima de 5%. Isso deve se mostrar muito atraente para os investidores possuírem títulos brasileiros em moeda local.
Conforme as taxas parem de subir, a pressão da economia desacelerará e as perspectivas de crescimento começarão a se tornar mais claras, o que é favorável às ações. No entanto, a eleição presidencial será muito disputada e, provavelmente, impedirá que capital sério de longo prazo seja alocado ao Brasil.
O Fed está mais “hawkish” do que em qualquer outro momento em mais de 20 anos. Você provavelmente terá que voltar a [Alan] Greenspan, no início dos anos 1990, para ver esse tipo de retórica agressiva no início de um ciclo.
Aumentar as taxas de juros e reduzir o tamanho do balanço do Fed vai apertar as condições financeiras globalmente e reduzir muito a liquidez. Os spreads de crédito provavelmente aumentarão, e o refinanciamento de dívida se tornará mais difícil e mais caro. Isso criará muito risco para as economias emergentes altamente endividadas e o setor corporativo.
O maior risco para a economia mundial, no entanto, é de que o Fed aperte agressivamente para uma desaceleração. Isso definitivamente não é garantido, mas há alguns sinais preocupantes do consumidor americano.
O valor das empresas americanas é alarmante. No final de 2021, mais empresas do índice Russell 1000 negociaram com EV/Sales (Valor da empresa/Vendas) acima de 10 vezes do que durante a bolha da Nasdaq de 2000. Além disso, o índice Shiller de preço/lucro (PE) ajustado ciclicamente está mais caro do que antes da quebra de Wall Street em 1929.
Normalmente, os múltiplos das empresas são inversamente correlacionados à inflação e às taxas de juros, de modo que o cenário macroeconômico não é favorável à manutenção desses valores. No entanto, se a economia começar a desacelerar visivelmente, e o Fed reverter o curso, os valores das empresas poderão ter suporte até certo ponto.
Uma coisa é clara, no entanto: a tendência vista em 2020 e 2021 para aumentos de preços estratosféricos das empresas sem lucros, ou mesmo receitas, provavelmente ficou para trás, felizmente.
Bruno Henriques, head de análise de renda variável do BTG Pactual, fala no podcast Touros e Ursos sobre a sua perspectiva para as ações brasileiras neste ano
Entrada recorde de capital internacional marca início de 2026 e coloca a bolsa brasileira em destaque entre emergentes
A Axia (ex-Eletrobras) foi uma das ações que mais se valorizou no ano passado, principalmente pela privatização e pela sua nova política agressiva de pagamentos de dividendos
A iniciativa faz parte da estratégia do BTG Pactual para aumentar a distribuição de dividendos e permitir uma maior flexibilidade para a gestão
Para a XP, o principal índice da bolsa brasileira pode chegar aos 235 mil pontos no cenário mais otimista para 2026
Discurso de separação não tranquilizou investidores, que temem risco de contágio, dependência financeira e possível inclusão da subsidiária no processo de recuperação
Fluxo estrangeiro impulsiona o Ibovespa a recordes históricos em janeiro, com alta de dois dígitos no mês, dólar mais fraco e sinalização de cortes de juros; Raízen (RAIZ4) se destaca como a ação com maior alta da semana no índice
Queda do bitcoin se aprofunda com liquidações de mais de US$ 2,4 bilhões no mercado como um todo nas últimas 24 horas, enquanto incertezas macro voltam a pesar sobre as criptomoedas
Novos recordes para a bolsa brasileira e para o metal precioso foram registrados no mês, mas as ações saíram na frente
A adesão ao leilão não é obrigatória. Mas é mais difícil vender ações de uma companhia fechada, que não são negociadas na bolsa
O analista André Oliveira, do BB-BI, reitera a recomendação de compra, especialmente para os investidores mais arrojados
O banco avalia que a estratégia de aquisição via troca de cotas veio para ficar e, quando bem executada, tem potencial de geração de valor
Uma fatia menor da carteira dos brasileiros está em ativos na bolsa, como ações, ETFs, FIIs e outros, e cresce a proporção dos investidores que pretende reduzir sua exposição à renda variável
Apetite dos BC, fuga do dólar e incertezas no Japão impulsionaram os metais preciosos a recordes, enquanto por aqui, o principal índice da bolsa brasileira reverberou a sinalização do Copom, dados e balanços nos EUA
Tiago Lima, sócio e head de distribuição da BTG Pactual Asset Management, conta ao Seu Dinheiro que a mudança é um marco de modernização e destravará dividendos para os cotistas
Segundo a varejista, a iniciativa busca aproximar o código de negociação do nome pelo qual a marca é amplamente reconhecida pelo público
Índice supera 185 mil pontos intradia em dia de decisão sobre juros nos EUA e no Brasil; Vale e Petrobras puxam ganhos, enquanto Raízen dispara 20%
A forte valorização desta quarta-feira começou no dia anterior (27), em meio à expectativa de que a companhia realize uma reestruturação financeira
Com fluxo estrangeiro forte e juros ainda altos, gestores alertam para o risco de ficar fora do próximo ciclo da bolsa
Ibovespa volta a renovar máxima durante a sessão e atinge os inéditos 183 mil pontos; mas não é só o mercado brasileiro que está voando, outros emergentes sobem ainda mais