S&P 500 se recupera após primeiro aumento de juros do Fed em três anos e fecha em alta; Dow Jones e Nasdaq acompanham
Wall Street passou por um sobe e desce após o aumento da taxa básica em 0,25 ponto percentual nos Estados Unidos e a previsão de mais seis elevações ao longo do ano - uma a cada reunião prevista para 2022

O dia foi de fortes emoções em Wall Street. O S&P 500 se recuperou e chegou perto das máximas da sessão depois de devolver alguns ganhos intradiários nesta quarta-feira (16). A reação veio depois que o Federal Reserve (Fed) elevou a taxa de juros pela primeira vez desde 2018 e previu mais seis aumentos ao longo de 2022.
O banco central norte-americano subiu a taxa de juros - até então perto de zero - em 0,25 ponto percentual (pp), para a faixa entre 0,25% e 0,50% ao ano, em um movimento bem telegrafado pela autoridade monetária, que tenta controlar a inflação.
Mas foi a perspectiva do Fed que surpreendeu traders e derrubou o mercado inicialmente. A maioria não esperava que o banco central norte-americano manteria o pé no acelerador do aperto monetário, prevendo uma alta de juro a cada reunião daqui até o final do ano.
Isso porque os efeitos da guerra entre Rússia e Ucrânia sobre a economia norte-americano e global ainda são desconhecidos e existe sempre o risco de um cenário de aperto monetário com disparada da inflação lança os Estados Unidos em uma recessão.
[captacao]
Fed enfrenta guerra e inflação e o S&P 500 gosta
Mas nem mesmo a guerra de Vladimir Putin foi suficiente para frear o Fed no compromisso de trazer a inflação de volta para a meta de 2% ao ano.
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Falando na coletiva de imprensa após a decisão de elevar a taxa de juros, o presidente do banco central norte-americano, Jerome Powell, mostrou que confia na economia dos Estados Unidos mesmo em meio às incertezas da guerra.
“Não vejo um risco elevado de entrarmos em recessão com a previsão de aumento da taxa de juros apresentada hoje. A economia norte-americana é forte o suficiente para suportar esse aperto”, disse.
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Segundo o chefe do Fed, o mercado de trabalho é sólido nos Estados Unidos, o nível de poupança dos norte-americanos é elevado e o banco central tem um balanço forte para atravessar esse momento.
Com isso, os principais índices da Bolsa de Valores de Nova York terminaram o dia como começaram: com fortes ganhos.
- Dow Jones: +1,55%, 34.06,56 pontos
- S&P 500: +2,24%, 4.358,11 pontos
- Nasdaq: +3,77%, 13.436,55 pontos
Veja a coletiva do presidente do Fed na íntegra:
Bolsas na Europa
As bolsas europeias fecharam antes que a decisão do Fed fosse divulgada, mas também terminaram o dia em alta.
O que animou os investidores no velho continente foi o otimismo renovado sobre o progresso nas negociações entre a Rússia e a Ucrânia.
O índice pan-europeu Stoxx 600 subiu cerca de 3%, com as principais bolsas e quase todos os setores em território positivo. As ações de tecnologia avançaram mais de 6,5% para liderar os ganhos, enquanto as de serviços públicos contrariaram a tendência, caindo 0,8%.
- Londres: +1,62%
- Paris: +3,68%
- Frankfurt: +3,76%
Os mercados europeus foram impulsionados por relatos de que o progresso estava sendo feito nas negociações em andamento entre a Rússia e a Ucrânia em uma tentativa de encontrar um acordo de paz.
O ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergey Lavrov, disse nesta quarta-feira que algumas partes de um acordo estavam perto de serem acordadas, com o status “neutro” de Kiev sendo “seriamente discutido”.
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