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Fechamento hoje

Finalmente! Ibovespa consegue emplacar primeira alta de 2022, na contramão do exterior. Mas ela ainda foi modesta

Após tombo de ontem com a divulgação da ata do Fed, principal índice da bolsa recuperou parte das perdas

Gráficos e a bandeira do Brasil representando a perfomance do PIB e das ações brasileiras
Ganhos do Ibovespa, porém, ainda não conseguiram superar perdas da semana. Imagem: Montagem Andrei Morais / Shutterstock

Parecia até alguma espécie de maldição. A bolsa brasileira começou 2022 com os dois pés esquerdos enfiados na jaca, e já acumulava uma queda de mais de 3% na primeira semana do ano. Mas hoje, finalmente, o Ibovespa desencantou, fechando o dia em alta e na contramão das principais bolsas internacionais.

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Os ganhos, porém, ainda foram modestos, mais motivados pelo fato de que o índice já havia caído demais nos primeiros pregões do ano do que qualquer outra coisa. Depois de ter chegado a avançar mais de 1% na máxima do dia, superando os 102 mil pontos, o Ibovespa fechou em alta de 0,55%, aos 101.561 pontos.

Durante boa parte do pregão, as commodities contribuíram para o dia positivo. O petróleo passou o dia em alta, em reação aos conflitos no Cazaquistão e à invasão a campos de petróleo por milícias na Líbia.

Com isso, as ações da Petrobras passaram boa parte do dia em alta de mais de 1%, mas perderam totalmente o fôlego até o fim do pregão, fechando perto da estabilidade.

Já a Vale (VALE3) conseguiu fechar com ganhos de pouco mais de 2%, após a alta de 2,15% do minério de ferro no porto de Qingdao, na China, a US$ 127,58 a tonelada.

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No exterior, porém, o dia foi totalmente diferente. As bolsas asiáticas e europeias fecharam amplamente negativas, em reação à ata mais dura da última reunião do comitê de política monetária do Federal Reserve (Fomc, na sigla em inglês), divulgada ontem, quando já estavam fechadas.

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As bolsas americanas, por sua vez, começaram o dia em alta, com a divulgação de um número acima do esperado de pedidos de auxílio-desemprego nos Estados Unidos, mostrando que, talvez, o Fed precise maneirar na dureza do aperto monetário.

Porém, logo passaram a oscilar entre altas e baixas, perto da estabilidade, até finalmente fecharem em queda. O Dow Jones recuou 0,47%, o S&P 500 caiu 0,10% e o Nasdaq fechou em baixa de 0,13%.

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No câmbio e nos juros hoje também foi dia de alívio nos mercados domésticos. Após três pregões seguidos de alta, o dólar à vista passou boa parte do dia alternando entre perdas e ganhos modestos, mas fechou com uma queda mais acentuada, de 0,56%, a R$ 5,68.

Já os juros futuros, que dispararam ontem, passaram o dia em baixa, mas fecharam em queda na ponta curta e estáveis nas pontas mais longas. Veja o desempenho dos principais vencimentos:

  • Janeiro/2023: de 12,057% para 11,97%;
  • Janeiro/2025: de 11,303% para 11,325%;
  • Janeiro/2027: de 11,212% para 11,215%.

Dados locais

O panorama doméstico não deve dar descanso aos investidores tão cedo. Servidores públicos ameaçam, desde o início da semana, entrar em greve caso não recebam reajuste salarial, o que tem sido um impasse para o governo. 

Mais cedo, o IBGE divulgou os dados da produção industrial brasileira. O indicador caiu 0,2% na passagem de outubro para novembro, bem abaixo da mediana das projeções dos especialistas ouvidos pelo Broadcast, de alta de 0,2%. 

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Em relação a novembro de 2020, a produção caiu 4,4%, pior que a mediana das projeções, que já era negativa em 4,1%. A indústria acumula alta de 4,7% no ano de 2021 até novembro e, em 12 meses, a produção tem aumento de 5,0%.

Esses dois fatores fizeram cabo de guerra nos juros nesta quinta. Se, por um lado, o risco fiscal de aumentos para servidores pressiona os juros futuros para cima, os dados de atividade ainda fraca ajudaram as taxas a pararem de subir, depois das altas recentes.

Sobe e desce do Ibovespa

Confira as maiores altas do Ibovespa no dia:

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CÓDIGONOMEVALORVARIAÇÃO
BRFS3BRF ONR$ 24,30+7,05%
LREN3Lojas Renner ONR$ 22,80+5,12%
HAPV3Hapvida ONR$ 9,71+3,74%
GNDI3NotreDame Intermédica ONR$ 57,53+3,68%
FLRY3Fleury ONR$ 16,42+3,34%

Veja também as maiores baixas:

CÓDIGONOMEVALORVARIAÇÃO
POSI3Positivo ONR$ 8,56-5,31%
VIIA3Via ONR$ 4,36-4,60%
PCAR3Pão de Açúcar ONR$ 19,42-3,77%
ASAI3Assaí ONR$ 11,59-3,34%
RAIL3Rumo ONR$ 16,10-3,07%
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