🔴 ONDE INVESTIR EM MARÇO: ESPECIALISTAS TRAZEM INSIGHTS SOBRE MACRO, AÇÕES, RENDA FIXA, FIIS E CRIPTO – ASSISTA AGORA

Recurso Exclusivo para
membros SD Select.

Gratuito

O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.

Esse espaço é um complemento às notícias do site.

Você terá acesso DE GRAÇA a:

  • Reportagens especiais
  • Relatórios e conteúdos cortesia
  • Recurso de favoritar notícias
  • eBooks
  • Cursos
Jasmine Olga

Jasmine Olga

É repórter do Seu Dinheiro. Formada em jornalismo pela Universidade de São Paulo (ECA-USP), já passou pelo Centro de Cidadania Fiscal (CCiF) e o setor de comunicação da Secretaria da Educação do Estado de São Paulo

RETROSPECTIVA

Lula ou Bolsonaro? Qual governo foi melhor para os investidores da bolsa e para o Ibovespa

Ao longo dos primeiros mandatos de Lula, o Ibovespa exibiu ganhos de quase 500%. Já a Era Bolsonaro foi marcada pela diversificação de empresas listadas e quase 5 milhões de investidores na B3

Jasmine Olga
Jasmine Olga
30 de dezembro de 2022
14:41 - atualizado às 15:09
Lula e Bolsonaro com gráfico ao fundo v1
O ex-presidente Jair Bolsonaro e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva - Imagem: Ricardo Stuckert-Flickr Lula Oficial / Alan Santos-PR / Shutterstock / Montagem Brenda Silva

A virada de 2022 para 2023 não marca apenas a passagem do tempo — pelo menos no Brasil. Por aqui, o Réveillon vem acompanhado da passagem da faixa presidencial e da chegada de um novo governo, o que gera apreensão e incerteza para muitos investidores. 

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Isso porque o cenário político é um importante catalisador para a bolsa brasileira, e os meses após a definição do resultado eleitoral não têm sido fáceis para os ativos de risco locais, já que a incerteza sobre a política fiscal a ser adotada pelo novo governo e a falta de nomes para a equipe econômica exerceram grande pressão no Ibovespa. 

Os últimos dois meses, no entanto, dificilmente são uma amostra do que pode vir a ser os próximos quatro anos. A chegada de 2023 deve resolver parte dessas incertezas que nublaram o horizonte dos investidores — já que o nome de todos os ministros já foram anunciados e Fernando Haddad, novo chefe da Fazenda, vem repetindo um discurso alinhado com a defesa de corte de gastos e uma nova âncora fiscal. 

Outro fator importante de se observar é que o novo presidente Luiz Inácio Lula da Silva não é nenhum desconhecido do mercado financeiro e, durante os seus dois primeiros mandatos — entre 2003 e 2010 —, a bolsa brasileira viveu o seu momento de maior crescimento, com ganhos acumulados de quase 500%, contra os 24% registrados no governo de Jair Bolsonaro. 

A dúvida sobre o futuro está na capacidade de Lula repetir o sucesso de seus primeiros mandatos, principalmente com um cenário macroeconômico mais desafiador, mas o histórico recente está definitivamente ao lado do petista. Confira o que esperar do cenário macroeconômico para 2023.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Os anos de ouro da Era Lula

Quando Luiz Inácio Lula da Silva assumiu a presidência e o comando do país pela primeira vez, em 2003, o Ibovespa já vinha de oito anos de crescimento expressivo ao longo do governo de Fernando Henrique Cardoso. 

Leia Também

Surfando os efeitos de uma maior estabilidade macroeconômica e ampliação do cenário de negócios no país, o principal índice da bolsa brasileira havia avançado quase 162% entre 1995 e o fim de 2002. 

Assim como os meses pós-eleitorais de 2022, os primeiros momentos do governo de Lula, em 2003, também foram de incertezas, mas uma vez que o cenário ficou mais claro para os investidores, a bolsa viveu um momento de abundância. 

No total, o avanço foi de quase 500% de ganhos em reais — e quase o dobro em dólar. Foram dois momentos distintos. Entre 2003 e 2006, o desempenho médio anual do Ibovespa foi de alta de 32,99%. Já no segundo mandato, de 2007 a 2010, a rentabilidade média caiu para +6,40% ao ano.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
Desempenho da bolsa brasileira ao longo do governo Lula 1 e Lula 2

Apesar de o período ter sido marcado pela bolsa brasileira superando os seus pares americanos, outros países emergentes da América Latina chegaram a ter um desempenho superior ao exibido pelo índice local. 

O sucesso do mercado financeiro local tem origem em dois principais fatores. O primeiro foi a condução da economia brasileira promovida nos primeiros momentos de Lula na presidência — com a renegociação da dívida externa e a entrega de um superávit primário muito superior ao projetado pelos analistas e economistas da época. 

As condições do mercado internacional também foram extremamente favoráveis ao fluxo gigantesco de investimento estrangeiro que desembarcou no país durante os dois primeiros mandatos de Lula. Isso porque o forte crescimento da China impulsionou o preço das commodities.

Petróleo, minério de ferro e diversos grãos viram os seus preços alcançarem máximas históricas, beneficiando o Ibovespa que, naquela época, tinha uma composição ainda mais concentrada na produção de commodities do que os 30% da carteira que vemos hoje.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Entre 2009 e 2010, momento em que o mundo se recuperava da grave crise econômica global, o mercado brasileiro também se beneficiou de uma política fiscal acomodatícia —- o preço do estímulo, porém, chegou mais tarde. 

O prolongamento da política desenvolvimentista e a forte intervenção estatal em assuntos econômicos acabou levando a sucessora de Lula, Dilma Rousseff, a enfrentar uma crise econômica e tendo um histórico menos favorável na bolsa, com o Ibovespa recuando 17% em seu mandato. 

A bolsa de valores e Bolsonaro

Já no governo Bolsonaro, a bolsa de valores acumulou ganhos mais modestos, na faixa de 24%.

Desempenho da bolsa de valores ao longo do governo de Jair Bolsonaro

A projeção do mercado para o Ibovespa era mais otimista, uma vez que a aposta era na continuidade das reformas vistas ao longo do governo de Michel Temer e uma política econômica mais alinhada ao liberalismo. 

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

O Ibovespa seguia em ritmo acelerado, renovando suas máximas históricas acima da casa dos 100 mil pontos desde junho de 2019. Havia, no entanto, uma pandemia no meio do caminho.

O mercado financeiro local, assim como aconteceu no restante do mundo, foi fortemente impactado pelas primeiras ondas de lockdowns que se seguiram ao surgimento do coronavírus — a bolsa brasileira chegou a perder 50% do seu valor de mercado entre março e abril de 2020. 

Assim como nos mandatos de Lula, o índice local foi favorecido por uma forte pressão no preço das commodities, mas a injeção de dinheiro estrangeiro na bolsa brasileira ficou aquém do esperado. 

Apesar da bolsa brasileira ter se recuperado da forte queda vista no pior momento da crise do coronavírus, a agenda liberal foi momentaneamente deixada de lado e preocupações com a situação dos gastos públicos e ameaças de crises político-institucionais seguraram os ativos locais ao longo do governo de Bolsonaro.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Vale notar, no entanto, que o período da gestão de Jair Bolsonaro em Brasília acompanhou uma mudança no perfil da bolsa brasileira.

Com uma era de juros baixos, a B3 hoje conta com quase 5 milhões de investidores pessoas físicas. Além disso, a entrada de novas empresas e setores diversificou as opções disponíveis, reduzindo a correlação dos índices locais com o desempenho das commodities.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

COMPARTILHAR

Whatsapp Linkedin Telegram
FATIA MAIOR

Vale (VALE3) cancela quase 100 milhões de ações mantidas em tesouraria; entenda a vantagem para o acionista

13 de março de 2026 - 11:15

Quando a companhia decide cancelar as ações em tesouraria, o acionista acaba, proporcionalmente, com uma fatia maior da empresa, uma vez que parte dos papéis não existe mais

O MOTIVO DA QUEDA

Ouro naufraga na tempestade do Oriente Médio. É o fim da linha para o porto seguro dos investidores?

12 de março de 2026 - 16:14

O metal precioso fechou em baixa de 1% e levou com ele a prata, que recuou menos, mas acompanhou o movimento de perdas

MERCADOS

Sem colete à prova de balas, Ibovespa cai mais de 2% e dólar vai às máximas do dia; bolsa sangra com Irã-EUA e fogo amigo do IPCA 

12 de março de 2026 - 12:47

Bolsas ao redor do mundo sentiram os efeitos do novo capítulo do conflito no Oriente Médio, enquanto o barril do Brent voltou a ser cotado aos US$ 100

PEGOU UM SHAPE

Smart Fit (SMFT3) dá salto de 6% na bolsa. Para o BTG, a era fitness pode gerar lucro de 56% aos investidores

11 de março de 2026 - 16:41

A rede teve um salto de quase 20% no lucro líquido recorrente do 4º trimestre de 2025 e planeja abrir até 350 de academias neste ano

INVESTIMENTOS

Recuperação extrajudicial do GPA (PCAR3) acende alerta em fundo imobiliário; varejista responde por 22% da receita do FII

11 de março de 2026 - 14:15

GPA afirma estar adimplente com o FII; acordos firmados entre fundos imobiliários e grandes empresas costumam incluir mecanismos de proteção para os proprietários dos imóveis

CRESCIMENTO FRACO

Dividendos da Telefônica (VIVT3) vão minguar? UBS alerta que sim. Entenda por que o banco agora recomenda venda das ações

11 de março de 2026 - 11:30

Relatório aponta desaceleração na geração de caixa da dona da Vivo e avalia que dividendos e valuation já não compensam o menor crescimento esperado

O FLUXO NÃO PAROU

R$ 42,5 bilhões em dinheiro gringo na B3: guerra não afasta o estrangeiro da bolsa brasileira

10 de março de 2026 - 19:35

O montante considera o período de janeiro até a primeira semana de março e é quase o dobro do observado em 2025, quando os gringos injetaram R$ 25,5 bilhões na B3

MOMENTO DE DECISÃO

Depois do rali do petróleo, vem a dúvida: manter posição ou realizar lucros? Aqui está a resposta

10 de março de 2026 - 19:00

A alta do petróleo animou o mercado, mas um alerta de analistas está chamando atenção; confira o que diz a Genial Investimentos

CONFLITO COM OS DIAS CONTADOS?

A guerra vai acabar? Verde diz o que pode parar Trump no Irã — e não é a disparada do petróleo

10 de março de 2026 - 12:35

Na carta de fevereiro, o fundo de Stuhlberger avalia o conflito no Oriente Médio e diz quais as peças do tabuleiro foram mexidas — o lendário investidor deu tchau para o euro

O CÉU É O LIMITE

Até onde o petróleo pode chegar após atingir o maior nível desde 2022?

9 de março de 2026 - 18:29

Segundo analistas, os preços da commodity só vão se acomodar se ficar claro para o mercado quanto tempo o conflito no Oriente Médio vai durar

EM BUSCA DE ABRIGO

Brasil vira porto seguro do UBS: por que o banco suíço está comprado em câmbio, juros e ações brasileiras?

9 de março de 2026 - 18:00

Enquanto o Oriente Médio ferve, o UBS vê o Brasil como um dos emergentes menos expostos ao conflito

AO LADO DA PRIO

O que o gringo vê na Petrobras (PETR4)? Saiba por que a estatal é uma das preferidas entre os investidores estrangeiros

9 de março de 2026 - 15:04

Embora o risco político da Petrobras afete a inclinação dos investidores brasileiros em investir na ação, os estrangeiros são mais otimistas com a ação

REAÇÃO AOS RESULTADOS

O calcanhar de Aquiles da MRV (MRVE3) ainda é o mesmo: o que está por trás da queda forte nas ações após balanço do quarto trimestre?

9 de março de 2026 - 14:19

Resultado do quarto trimestre mostra avanço nas operações de incorporação, mas perdas da Resia continuam pressionando o balanço e preocupando analistas

MERCADOS HOJE

Petróleo dispara com guerra no Oriente Médio, volta aos US$ 100 e coloca mercados em alerta; Focus prevê Selic mais alta no Brasil

9 de março de 2026 - 9:37

Alta da commodity chegou a superar 25% durante a madrugada, empurrou investidores para ativos de proteção e reacendeu temores de inflação e juros altos — inclusive no Brasil

VALE ENTRAR?

Compass, Aegea, BRK: quais são as empresas na fila do IPO e como elas podem não repetir os erros de 2021

9 de março de 2026 - 6:03

A possibilidade de reabertura da janela de IPOs atrai empresas dispostas a abrir o capital, mas movimento nessa direção ainda é tímido

ATENÇÃO, INVESTIDORES

Novos horários da B3: confira a programação da bolsa do Brasil a partir de segunda-feira, 9 de março

8 de março de 2026 - 17:01

Com o início do horário de verão nos Estados Unidos e na Europa, a bolsa brasileira encurta o tempo de negociação para manter a sincronia com os mercados globais

DESTAQUES DA SEMANA

Braskem (BRKM5), Prio (PRIO3) e Petrobras (PETR3) lideram as maiores altas do Ibovespa na semana

7 de março de 2026 - 14:50

Escalada da guerra no Oriente Médio e disparada do petróleo marcaram a semana na bolsa brasileira; veja as ações com maiores altas e quedas

DECEPCIONOU O MERCADO

Tarifaço de Trump afeta lucro da Embraer (EMBJ3) no 4º trimestre de 2025, mesmo com receita recorde; ações caem mais de 5%

6 de março de 2026 - 12:00

A fabricante de aeronaves registrou resultados abaixo do esperado pelo mercado e ações reagem em queda: o que aconteceu com a Embraer?

FII DO MÊS

Fundo imobiliário defensivo para lucrar com juros ainda altos domina as recomendações de analistas para março; saiba qual é 

6 de março de 2026 - 6:04

Veja quais são os fundos imobiliários favoritos dos analistas neste mês e como posicionar sua carteira de FIIs agora

O MAPA DO TESOURO

Onde apostar na bolsa agora? Itaú BBA revela 26 ações que podem brilhar em meio ao caos de mercado em 2026

5 de março de 2026 - 18:10

Mesmo com juros altos e volatilidade global, analistas veem um grupo seleto de empresas capaz de atravessar a turbulência e se valorizar na bolsa neste ano

Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies

Fechar