Ibovespa sobe mais de 1% e supera os 108 mil pontos, novamente puxado pelas commodities; dólar cai abaixo dos R$ 5,50
Commodities permanecem no radar: minério de ferro avançou na China durante a madrugada, e agentes de mercado já apostam numa alta do petróleo até US$ 100 neste ano

Depois de resistir bravamente ao mar vermelho vindo do exterior ontem, fechando em alta de 0,28%, o Ibovespa tem novo dia positivo nesta quarta-feira (19) e tenta se manter acima dos 108 mil pontos.
O índice começou o dia no azul e acelerou as altas após abertura positiva em Nova York. As bolsas americanas iniciaram as negociações buscando recuperação depois das perdas de ontem, reagindo bem a alguns balanços corporativos, como os de Procter & Gamble, Morgan Stanley e Bank of America.
Porém, na parte da tarde, os principais índices de Wall Street passaram a oscilar entre altas e baixas, mesmo com o alívio nos juros dos títulos do Tesouro americano, os Treasuries. Há pouco, o Dow Jones caía 0,60%, o S&P 500 tinha baixa de 0,48%, e o Nasdaq perdia 0,58%.
Por aqui, porém, o dia é amplamente positivo. Por volta das 17h30, o Ibovespa tinha alta de 1,47%, a 108.236 pontos. O dólar à vista fechou em forte queda de 1,70%, a R$ 5,4659.
Os mercados internacionais continuam de olho nas perspectivas de alta de juros e retirada de estímulos monetários pelo Federal Reserve, o banco central americano.
Mas, no mercado doméstico, mais uma vez a alta das commodities impulsiona a bolsa, com ações de mineradoras, siderúrgicas e petroleiras registrando novos ganhos nesta quarta-feira.
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Já os juros futuros fecharam em queda, após as fortes altas de ontem, seguindo o alívio no dólar e nos juros dos Treasuries. Veja o desempenho dos principais vencimentos:
- Janeiro/23: queda de 12,097% para 12,015%;
- Janeiro/25: queda de 11,473%, para 11,26%;
- Janeiro/27: queda de 11,452%, para 11,24%.
Commodities
As commodities voltaram ao foco do dia. Quem deu um novo empurrãozinho nas cotações do petróleo pela manhã foi a Agência Internacional de Energia (AIE).
Em relatório publicado na madrugada no Brasil, a agência prevê que a demanda global pela commodity pode atingir os níveis pré-pandemia ainda em 2022.
Nas projeções do Goldman Sachs, esse crescimento na demanda pode impulsionar as cotações até os US$ 100 por barril.
Ao mesmo tempo, há preocupações pelo lado da oferta, com uma série de conflitos em países produtores: as tensões entre Rússia e Ucrânia, a recente explosão no principal oleoduto que liga Iraque e Turquia, o atentado terrorista realizado ontem ao aeroporto internacional da capital dos Emirados Árabes Unidos e os conflitos no Casaquistão.
Assim, o petróleo teve novas altas hoje, renovando máximas em sete anos. O barril do tipo Brent, referência para os preços da Petrobras, fechou com ganho de 1,06%, a US$ 88,44, enquanto o WTI subiu 1,14%, a US$ 85,80.
O minério de ferro também deu um salto nesta madrugada, tanto em Dalian (alta de 3,90%) quanto em Qingdao (salto de 2,80%), ambas províncias da China, beneficiando as mineradoras e siderúrgicas no pregão de hoje.
[captacao]
Cenário doméstico
A paralisação dos servidores teve pouca adesão do ponto de vista do governo. Sem os funcionários da Receita Federal, participaram integrantes do Banco Central, Tesouro, professores e outras entidades ligadas ao Legislativo e ao Judiciário.
Contudo, o presidente da República, Jair Bolsonaro, tem até esta sexta-feira (21) para sancionar o Orçamento para 2022 e decidir se dará o reajuste para Polícia Federal (PF), a Polícia Rodoviária Federal (PRF) e o Departamento Penitenciário Nacional (Depen), o que impactaria as contas públicas em cerca de R$ 1,7 bilhão.
PESSIMISMO CONTINUA
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