Recurso Exclusivo para
membros SD Select.

Gratuito

O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.

Esse espaço é um complemento às notícias do site.

Você terá acesso DE GRAÇA a:

  • Reportagens especiais
  • Relatórios e conteúdos cortesia
  • Recurso de favoritar notícias
  • eBooks
  • Cursos
Victor Aguiar

Victor Aguiar

Jornalista formado pela Faculdade Cásper Líbero e com MBA em Informações Econômico-Financeiras e Mercado de Capitais pelo Instituto Educacional BM&FBovespa. Trabalhou nas principais redações de economia do país, como Bloomberg, Agência Estado/Broadcast e Valor Econômico. Em 2020, foi eleito pela Jornalistas & Cia como um dos 10 profissionais de imprensa mais admirados no segmento de economia, negócios e finanças.

Guerra de preços

A guerra Rússia x Ucrânia mexe com o preço dos alimentos — e pressiona BRF (BRFS3), JBS (JBSS3) e outras ações da B3

Os países em guerra são importantes exportadores de trigo e milho, insumos importantes para JBS (JBSS3), BRF (BRFS3), Ambev (ABEV3) e outras

Victor Aguiar
Victor Aguiar
24 de fevereiro de 2022
16:50 - atualizado às 19:04
Logo da JBS na parte externa de um prédio
Logo da JBS na parte externa de um prédio - Imagem: Divulgação

Com as tensões entre Rússia e Ucrânia evoluindo para confronto armado, muito se fala nos impactos para o setor global de energia, já que os russos são importantes produtores de petróleo e gás natural. Mas há outro front em que a guerra gera apreensão: o de alimentos — os dois países têm papéis decisivos no mercado de commodities agrícolas. E, nesse cenário, as ações de BRF (BRFS3), JBS (JBSS3) e outras empresas que dependem desse tipo de produto tendem a sofrer com pressões no médio prazo.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Indo aos números: juntas, Rússia e Ucrânia são responsáveis por 18% das exportações globais de milho e de 28% das vendas internacionais de trigo, de acordo com dados do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) compilados pelo Itaú BBA. Não à toa, a dupla é conhecida como "celeiro da Europa".

E, com a possibilidade de fechamento desse celeiro por causa da guerra, os preços dessas commodities já começam a subir. Os contratos futuros de milho na bolsa de Chicago sobem mais de 3% hoje, e os de trigo avançam mais de 5%. É uma lógica semelhante à do petróleo: um corte súbito na oferta gera um pico nas cotações.

VEJA TAMBÉM: GUERRA NA UCRÂNIA: terceira guerra mundial? | Entenda o conflito e os interesses dos EUA por trás

Só que, no caso do petróleo, muito se fala num efeito benéfico às empresas de óleo e gás, como a Petrobras (PETR4), PetroRio (PRIO3) e 3R Petroleum (RRRP3), já que a alta na commodity impulsiona a geração de receita. Mas, para empresas como BRF, JBS e outras do setor de alimentos e bebidas, a lógica é oposta: o aumento no trigo e no milho causa um salto na linha de custos — o que, obviamente, é uma má notícia.

O setor de proteína animal, por exemplo, é dependente de trigo e milho no que diz respeito aos preços de ração — uma alta das commodities implica em custos maiores para manutenção de rebanho. Outras empresas, como Ambev (ABEV3) e M. Dias Branco (MDIA3) usam os produtos como matéria-prima.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

O Itaú BBA analisou os potenciais desdobramentos que a guerra entre Rússia e Ucrânia poderá trazer ao setor de alimentos e bebidas da B3. Veja os prognósticos para sete companhias que atuam nesse segmento.

Leia Também

M. Dias Branco (MDIA3): potencial de ser a mais afetada

Piraquê M. Dias Branco
Produtos da Piraquê, uma das principais marcas do portfólio da M. Dias Branco (MDIA3)
  • Recomendação: market perform (semelhante a neutro)
  • Preço-alvo: R$ 27,00

O Itaú BBA lembra que a compra de trigo representa quase metade da estrutura de custos da M. Dias Branco (MDIA3), uma das principais produtoras de massas e biscoitos do país. Sendo assim, o preço da commodity é um fator-chave para a rentabilidade da companhia no curto prazo.

"No atual ambiente adverso de consumo, qualquer alta no preço do trigo pode afetar diretamente a companhia, já que o repasse de custos seria um desafio", escreve o banco. "Estimamos que cada 5% de aumento nos custos com o trigo demandam um aumento de 2% nos preços dos produtos para neutralizar o impacto no Ebitda".

A instituição pondera, no entanto, que não há risco de desabastecimento de trigo; além disso, por mais que os preços da commodity devam subir no mundo todo, apenas 1% das importações brasileiras vem do leste europeu, o que pode mitigar o efeito maléfico sobre a M. Dias Branco.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Ambev (ABEV3): maior inflação nos custos pode afetar a rentabilidade em 2023

Lata de cerveja da Skol, da Ambev (ABEV3)
Lata de cerveja da Skol, uma das marcas da Ambev (ABEV3)
  • Recomendação: market perform (semelhante a neutro)
  • Preço-alvo: R$ 18,00

O banco estima que cerca de 10% do custo dos produtos vendidos da divisão de cerveja da Ambev (ABEV3) no Brasil estejam relacionados aos preços do milho e do trigo. "Isso é vital para determinar a rentabilidade em 2023, ainda mais porque os consumidores parecem bastante resistentes a repasses em 2022 e 2023".

Por outro lado, o Itaú BBA pondera que a estratégia de hedge da Ambev deve protegê-la das turbulências ao longo do ano; e, em 2023, quando o impacto começará a ser sentido, ela terá tido tempo para preparar uma estratégia de precificação que incorpore esse novo cenário de custos.

Camil (CAML3): custos de trigo pressionam os resultados da Santa Amália

Arroz da marca Camil (CAML3) sendo despejado em um pote
A Camil (CAML3) é conhecida por ser produtora de arroz, mas recentemente ela aumentou a exposição ao setor de massas
  • Recomendação: market perform (semelhante a neutro)
  • Preço-alvo: R$ 11,00

A Camil (CAML3) entrou no segmento de massas em agosto do ano passado, com a compra da Santa Amália — e, numa lógica semelhante à da M. Dias Branco, o aumento no preço de trigo mexe diretamente com os custos de matéria-prima.

"Com essa expansão, os preços do trigo entraram na estrutura de custos da Camil e, num evento de desbalanceamento no comércio internacional, é de se esperar uma pressão nesse front", escreve o Itaú BBA, estimando que uma queda de 1 ponto percentual na margem Ebitda da Santa Amália causará uma contração de 1% no Ebitda da empresa como um todo.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Mas também há boas notícias para a Camil: a inflação do trigo e seus derivados tende a aumentar a demanda por arroz, o que pode compensar os eventuais impactos negativos causados.

JBS (JBSS3): alta do milho x preços melhores de aves

Imagem mostra a placa do frigorífico JBS (JBSS3) com um prédio ao fundo
A JBS (JBSS3) tem exposição ao mercado de aves, porco e carne bovina — e essa diversificação pode atrapalhá-la num contexto de aumento das matérias-primas
  • Recomendação: outperform (semelhante a compra)
  • Preço-alvo: R$ 47,00

No caso da JBS (JBSS3), há uma exposição direta aos preços do milho nas operações da Pilgrim's Pride, US Pork e Seara, o que pode pressionar diretamente as margens do grupo — a estrutura de custos tende a crescer, já que a ração para aves e suínos depende da commodity.

"Acreditamos que o ambiente ainda saudável de consumo nos EUA possa mitigar as turbulências no mercado americano", diz o banco. "Os consumidores brasileiros estão num contexto menos sólido e podem ser mais resistentes ao repasse nos preços, especialmente nos produtos processados".

BRF (BRFS3): inflação nos custos pode superar os preços melhores de aves

Peru Sadia BRF
A BRF (BRFS3), dona da Sadia e da Perdigão, é particularmente forte em aves e porco — dois tipos de criação que dependem de ração animal com base em milho
  • Recomendação: market perform (semelhante a neutro)
  • Preço-alvo: R$ 24,00

O Itaú BBA destaca que as exportações de aves tendem a atingir preços mais atrativos, especialmente no Oriente Médio — área que respondeu por cerca de 25% das receitas da BRF (BRFS3) em 2021. No entanto, a elevação nos preços de milho tende a pressionar negativamente a estrutura de custos da empresa.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

"Acreditamos que os efeitos negativos de uma quebra da cadeia de comércio devem superar os positivos, principalmente porque o poder de precificação sobre os produtos processados no Brasil parece limitado no atual momento. Estimamos que, a cada 10% de alta no preço do milho, o custo dos produtos vendidos da BRF irá aumentar em 2%".

Marfrig (MRFG3): efeitos indiretos do investimento na BRF

Bandejas com carne sobre uma esteira na linha de produção do frigorífico | Marfrig
A Marfrig (MRFG3) tem foco na produção de bovinos, mas sua participação na BRF pode deixá-la exposta
  • Recomendação: outperform (semelhante a compra)
  • Preço-alvo: R$ 26,00

No caso da Marfrig (MFRG3), os impactos sobre a linha de custos são mínimos, considerando o uso bastante restrito de ração animal por parte da companhia — a empresa é focada na produção de bovinos. Além disso, menos de 2% da receita líquida vem da exportação para o leste europeu.

No entanto, vale lembrar que a Marfrig, hoje, é dona de 33% da BRF; assim, eventuais impactos sobre as operações da dona da Sadia e da Perdigão por causa da alta no milho tendem a se espalhar pelos resultados da empresa.

Minerva (BEEF3): impactos limitados

A Minerva (BEEF3), enquanto player quase 'puro' de carne bovina, está praticamente livre de turbulências
  • Recomendação: outperform (semelhante a compra)
  • Preço-alvo: R$ 17,00

Dentre as empresas analisadas pelo Itaú BBA, a Minerva (BEEF3) é a menos impactada: assim como a Marfrig, ela é focada em bovinos e exporta muito pouco para o leste europeu. "A demanda global por carne bovina ainda está aquecida, e as rotas de exportação podem ser ajustadas para mitigar o impacto de interrupções relacionadas à Rússia e à Ucrânia", diz o banco.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

COMPARTILHAR

Whatsapp Linkedin Telegram
RENDA EXTRA NÃO VALE A PENA?

Cyrela (CYRE3) pode ativar ‘gatilho’ que pagaria até R$ 1,9 bilhão em dividendos extraordinários — mas o lucro não deve chegar ao bolso do acionista; por quê?

1 de abril de 2026 - 15:15

JP Morgan calcula que a venda de subsidiárias poderia gerar renda extra para os acionistas da Cyrela, mas a operação não seria tão benéfica; entenda

LOCATÁRIOS DE PESO

Alianza Trust Renda (ALZR11) traz Fleury (FLRY3) para o portfólio de inquilinos com compra de imóvel — e Shopee pode ser a próxima

1 de abril de 2026 - 13:59

As operações reforçam a estratégia do ALZR11 de ampliar a exposição a contratos com inquilinos de grande porte

AÇÕES SOBEM FORTE

Braskem: Citi muda de ideia sobre BRKM5 e eleva recomendação logo antes de notícia sobre possível proteção contra credores

1 de abril de 2026 - 11:50

Banco vê alívio com alta dos spreads petroquímicos em meio à guerra no Oriente Médio e eleva preço-alvo para R$ 10, mas incertezas sobre dívida e possível proteção contra credores seguem no radar. Segundo a Bloomberg, falência não está descartada

ESPAÇO E IA

SpaceX, de Elon Musk, reúne 21 bancos para o maior IPO da história, diz Reuters; um deles é brasileiro

1 de abril de 2026 - 10:24

A empresa é controlada pelo fundador e presidente-executivo Musk, que já é o mais rico do planeta com US$ 817 bilhões no bolso, e a captação de ainda mais valor no mercado pode fazer esse valor explodir.

O INIMIGO AGORA É O MESMO

‘Taxa das blusinhas’ pode cair e acende alerta no varejo: Lojas Renner (LREN3), C&A (CEAB3) e Riachuelo (RIAA3) estão preparadas?

31 de março de 2026 - 18:35

Para o BTG Pactual, revisão das tarifas pode reacender a pressão competitiva de plataformas estrangeiras, colocando varejistas brasileiros sob novo teste em meio a juros altos e consumo enfraquecido

OPORTUNIDADE SEGUE NA MESA

Vale (VALE3) tropeça e ação cai 6,8% em março, mas mineradora está longe do fim da linha com dividendos extraodinários à frente

31 de março de 2026 - 18:14

Na leitura do mercado, o movimento de queda dos papéis nos últimos 30 dias tem menos a ver com as tensões geopolíticas e mais com fatores específicos

CHEGOU A HORA DE BRILHAR?

Bresco Logística (BRCO11) recua abaixo do valor patrimonial, e analistas veem oportunidade; entenda o que esperar do ativo e do mercado de FIIs daqui para frente

31 de março de 2026 - 16:31

Com os principais segmentos dos FIIs já em ciclo de recuperação, há agora uma fase de expansão potencial, e o BRCO11 é o preferido para brilhar

VISÃO DE ESPECIALISTA

Elétricas, petróleo e construtoras: onde se escondem as oportunidades na bolsa, segundo gestores

31 de março de 2026 - 15:32

Apesar das incertezas sobre a demanda no longo prazo, gestor avalia que o risco de preços muito baixos da commodity diminuiu e que setor do petróleo tem potencial de alta

O QUE FAZER COM AS AÇÕES

Maior alta do Ibovespa: Natura (NATU3) salta mais de 10% com “selo” de gigante global e outro acordo de acionistas. Hora de comprar?

31 de março de 2026 - 14:31

Ações da Natura (NATU3) lideram os ganhos do Ibovespa após anúncio de nova estrutura de governança e sinalização de investimento relevante da Advent, que pode redefinir o valuation e sustentar o interesse pelo papel.

ALÉM DOS GRINGOS

Virada de jogo? Brasil se destaca entre emergentes e investidor local volta à B3, diz Itaú BBA

30 de março de 2026 - 18:04

Segundo o banco de investimentos, o cenário macro mais favorável coloca o Brasil em evidência

VIRADA DE CARTEIRA

Brasileiros perdem interesse na renda fixa e ações ganham espaço aos poucos — mesmo com a guerra aumentando os riscos, diz XP

30 de março de 2026 - 15:42

Levantamento com assessores indica que apetite por risco permanece inalterado, com o sentimento pelo Ibovespa deteriorando na margem

EFEITO BRENT

Guerra, petróleo em alta e novos poços: a combinação que colocou a Brava (BRAV3) no topo da bolsa nesta segunda

30 de março de 2026 - 13:18

Companhia inicia campanha de perfuração e aproveita cenário externo turbulento para ganhar tração no Ibovespa

MERCADOS HOJE

Ibovespa e dólar avançam com mercado dividido sobre a guerra e Galípolo “ganhando tempo”; veja os destaques de hoje

30 de março de 2026 - 11:55

Os mercados começaram a semana sob tensão geopolítica, com guerra no Oriente Médio elevando o preço do petróleo e dividindo investidores, enquanto falas de Galípolo reforçam cautela do BC

FOME DE AQUISIÇÃO

O ‘pacman dos FIIs’ está de volta: GGRC11 fecha compra milionária de galpões; confira os detalhes da operação

30 de março de 2026 - 10:42

De acordo com o FII, a operação, que ainda depende do cumprimento de condições precedentes, com expectativa de fechamento até o fim de abril

QUEM EMAGRE E QUEM GANHA PESO

Fenômeno das canetas emagrecedoras: o “clique” de R$ 50 bilhões que está chacoalhando a bolsa brasileira

28 de março de 2026 - 17:15

Itaú BBA fez uma lista de ações que ganham e que perdem com a popularização do medicamento; confira o ranking

ANOTE NA AGENDA

Depois de sobreviver à guerra e acumular 3% de alta, Ibovespa dá de cara com dados de emprego na semana

28 de março de 2026 - 12:35

Do Caged ao Payroll, a semana será de temperaturas elevadas para a economia global; saiba como os indicadores e as tensões no Oriente Médio mexem com o seu bolso

COMMODITIES, CARRY E ELEIÇÃO

Real barato e petróleo no radar: por que o Bank of America aposta no Brasil contra o México

28 de março de 2026 - 11:32

Com o petróleo em alta e um carry trade atrativo, o BofA Securities aposta na moeda brasileira; confira os alvos da operação e como o cenário eleitoral pode ditar o ritmo do câmbio

O PRÊMIO DE CADA SHOPPING

Multiplan (MULT3), Iguatemi (IGTI11) ou Allos (ALOS3)? Bradesco BBI diz qual é a ‘favorita’ em receita, escala e consistência

27 de março de 2026 - 18:15

Analistas se debruçaram sobre as diferenças das ações de shoppings e afirmam que a qualidade dos portfólios justifica o patamar de preços de cada papel

FII EXPERIENCE 2026

‘O jogo dos FIIs mudou completamente’: Luiz Augusto, sócio fundador da TRX, conta a estratégia da gestora para crescer na nova fase do mercado

27 de março de 2026 - 14:12

O setor caminha para uma redução no número de fundos imobiliários e um foco em veículos maiores, mais robustos e líquidos

DINHEIRO NA CONTA

Renda extra vai pingar: B3 (B3SA3) pagará R$ 372,5 milhões em juros sobre capital próprio — até quando investir para ter direito?

27 de março de 2026 - 13:11

Data máxima para investir nas ações da B3 e ter direito ao pagamento se aproxima; confira o valor por ação e o calendário para a renda extra cair na conta

Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies

Fechar
Jul.ia
Jul.ia
Jul.ia

Olá, Eu sou a Jul.ia, Posso te ajudar com seu IR 2026?

FAÇA SUA PERGUNTA
Dúvidas sobre IR 2026?
FAÇA SUA PERGUNTA
Jul.ia
Jul.ia