Recurso Exclusivo para
membros SD Select.

Gratuito

O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.

Esse espaço é um complemento às notícias do site.

Você terá acesso DE GRAÇA a:

  • Reportagens especiais
  • Relatórios e conteúdos cortesia
  • Recurso de favoritar notícias
  • eBooks
  • Cursos
Julia Wiltgen

Julia Wiltgen

Jornalista formada pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) com pós-graduação em Finanças Corporativas e Investment Banking pela Fundação Instituto de Administração (FIA). Trabalhou com produção de reportagem na TV Globo e foi editora de finanças pessoais de Exame.com, na Editora Abril. Hoje é editora-chefe do Seu Dinheiro.

Não tem mais desculpa

As opções conservadoras para ganhar mais de 100% do CDI com liquidez diária

Com a Selic tão baixa, algumas instituições financeiras de médio porte passaram a oferecer investimentos de renda fixa conservadora que pagam mais de 100% do CDI com liquidez diária; saiba onde encontrá-los

Julia Wiltgen
Julia Wiltgen
28 de janeiro de 2021
5:30 - atualizado às 13:57
Imagem: Shutterstock

A queda da Selic para as suas mínimas históricas tornou difícil ganhar dinheiro com as aplicações financeiras mais conservadoras do mercado: os investimentos de renda fixa cuja remuneração é atrelada à Selic ou ao CDI, também chamados de pós-fixados.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

É fato que essa situação acaba empurrando o investidor para opções com mais risco, desde os títulos de renda fixa prefixados ou atrelados à inflação, até as ações, passando pelos títulos de crédito privado e fundos imobiliários.

Mas também é fato que uma parte da nossa carteira precisa ficar alocada em ativos conservadores e atrelados à taxa básica de juros. Nós precisamos, no mínimo, manter uma reserva de emergência; mas também pode ser interessante manter uma reserva a mais, para aquele dinheiro que só será alocado quando surgirem boas oportunidades.

Além disso, a baixa rentabilidade da renda fixa mais conservadora prejudica sobretudo os poupadores e investidores iniciantes.

Afinal, para quem está dando os primeiros passos no mundo dos investimentos, sobretudo quem ainda não tem muitos recursos, as aplicações pós-fixadas serão, por algum tempo, as únicas da carteira.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Aqui no Seu Dinheiro, a gente já falou um bocado sobre os investimentos ideais para a sua reserva de emergência, aquela que não suporta qualquer tipo de volatilidade ou risco de crédito e exige liquidez diária.

Leia Também

Se você nos acompanha há algum tempo, já deve estar careca de saber que os investimentos que melhor combinam essas características com um retorno superior ao da poupança são o Tesouro Selic e os fundos Tesouro Selic de taxa zero.

Mas um episódio ocorrido no mercado de juros no ano passado, que fez o Tesouro Selic dar retornos negativos em alguns momentos, levou ao questionamento se talvez diversificar um pouco a reserva de emergência por outras aplicações de baixo risco não seria interessante.

Os CDBs de grandes bancos que pagam no mínimo 100% do CDI, com liquidez diária, surgem como as melhores alternativas, mas nem todos os investidores têm acesso a esse tipo de produto, em geral reservado a quem tem mais grana.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Os CDBs mais acessíveis dos bancões em geral pagam menos de 100% do CDI e chegam a perder da poupança. Se 100% do CDI já é pouco hoje - algo como 1,9% ao ano - menos que isso é uma miséria.

Nas instituições financeiras de médio porte, porém, é bem mais fácil encontrar opções de renda fixa que paguem 100% do CDI ou mais com risco bastante reduzido - ou os recursos do investidor ficam alocados em Tesouro Selic ou num título com proteção do Fundo Garantidor de Créditos (FGC) para aplicações de até R$ 250 mil por CPF.

O problema é que essas aplicações geralmente não têm a tal da liquidez diária - esta costuma estar presente apenas quando a remuneração é de 100% do CDI, e nada mais. Além disso, apesar das garantias, o risco de quebra da instituição financeira é maior, e o ressarcimento dos investidores, quando isso acontece, não é imediato.

Porém, nos investimentos com liquidez diária até dá para deixar uma parte pequena da sua reserva de emergência, ou mesmo aquele seu caixa para aproveitar boas oportunidades futuras.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

A boa notícia é que, hoje, com os juros no chão, diversas instituições financeiras de médio porte começaram a oferecer títulos de renda fixa cobertos pelo FGC que pagam até mais do que 100% do CDI com liquidez diária. Aí a coisa começa a ficar mais interessante, pois a possibilidade de resgatar a qualquer momento é um risco a menos.

Esse tipo de investimento ainda não é tão comum, mas já está presente em instituições financeiras bastante conhecidas e próximas do pequeno investidor. Os valores exigidos para aplicar também são baixos, o que aumenta ainda mais a atratividade e facilita, para o investidor, diversificar as aplicações.

Com a ferramenta de busca da plataforma Yubb, eu levantei os investimentos de renda fixa disponíveis no mercado hoje que pagam mais de 100% do CDI com liquidez diária para diferentes valores de aporte inicial.

Em seguida, eu selecionei aquelas emitidas por instituições de solidez no mínimo razoável. As estimativas de rentabilidade entre parênteses, informadas pelo próprio Yubb, foram calculadas com base na estimativa para o CDI em um ano, de 3,45% (DI futuro). Confira:

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

R$ 100

  • CDB Sofisa Direto 112% do CDI (3,83% ao ano)
  • CDB Sofisa Direto 110% do CDI (3,77% ao ano)
  • CDB Banco RCI Brasil 112% do CDI (3,83% ao ano)
  • CDB BTG Pactual Digital 104% do CDI (3,56% ao ano)
  • CDB BTG Pactual Digital 103% do CDI (3,53% ao ano)

R$ 500

  • CDB Daycoval 106% do CDI (3,63% ao ano)
  • CDB Paraná Banco 105% do CDI (3,59% ao ano)
  • CDB Pine Online 103,5% do CDI (3,54% ao ano)

R$ 1.000

  • LCI Daycoval 110% do CDI (3,77% ao ano líquido)
  • CDB Daycoval 103% do CDI (3,53% ao ano)
  • CDB BMG Invest 130% do CDI (4,45% ao ano)
  • CDB bs2 102% do CDI (3,49% ao ano) - na corretora Ativa Investimentos
  • CDB bs2 101% do CDI (3,46%ao ano) - na corretora Guide Investimentos
  • CDB ABC Brasil 101% do CDI (3,46%ao ano)

R$ 5 mil

  • LC BRK Financeira 121% do CDI (4,14% ao ano) - na corretora Nova Futura Investimentos

R$ 10 mil

  • CDB Daycoval 110% do CDI (3,77% ao ano)
  • CDB bs2 105% do CDI (3,59% ao ano) - na corretora Easynvest
  • CDB b2S 102% do CDI (3,49% ao ano) - na corretora Nova Futura Investimentos
  • CDB BR Partners 102% do CDI (3,49% ao ano) - na corretora Easynvest

Como você pôde ver, a maioria desses investimentos são CDBs. Há apenas uma LC (Letra de Câmbio, uma espécie de CDB das financeiras) e uma LCI, título isento de imposto de renda.

Neste caso, por sinal, a rentabilidade chama a atenção, pois o investidor realmente embolsa 110% do CDI, enquanto nas demais aplicações ainda há cobrança de imposto de renda de acordo com o prazo de investimento.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

COMPARTILHAR

Whatsapp Linkedin Telegram
CRÉDITO EM CRISE

Raízen (RAIZ4): como ficam as debêntures, bonds e CRAs após o pedido de recuperação extrajudicial?

11 de março de 2026 - 18:33

Alterações em prazos, juros ou conversões para ações podem afetar os títulos de dívida que têm a Raízen como devedora

ISENTO DE IR

Renda fixa: LCAs mais rentáveis de fevereiro pagam até 94,5% do CDI, sem imposto de renda; veja prazos e emissores

10 de março de 2026 - 19:45

As emissões com taxas prefixadas ofereceram 11,59% de juro ao ano — quase 1% ao mês isento de IR

CARTEIRA RECOMENDADA

Corte na taxa Selic e guerra no Oriente Médio: como investir em Tesouro Direto e outros títulos de renda fixa em março?

10 de março de 2026 - 14:01

Incerteza global mexeu nas taxas dos títulos públicos e interrompeu os ajustes na precificação dos títulos de renda fixa pela perspectiva de corte nos juros

ESTRATÉGIA DO GESTOR

Paradoxo da Selic: corte nos juros tende a diminuir risco de calote na renda fixa, mas Sparta alerta para outro risco no horizonte

9 de março de 2026 - 15:32

Ciclo de queda da taxa básica de juros tende a aumentar a volatilidade no mercado secundário de crédito privado e lembrar ao investidor que renda fixa não é proxy de CDI

CRÉDITO PRIVADO

Os juros vão cair, e esses são os melhores setores para investir na renda fixa com a taxa Selic menor

23 de fevereiro de 2026 - 19:04

Relatório da Empiricus com gestores de crédito mostra quais são as apostas dos especialistas para um corte maior ou menor nos juros; confira

ESTRATÉGIA DO GESTOR

Renda fixa sem IR: é hora de investir em CRAs ou em debêntures incentivadas? A Sparta responde

23 de fevereiro de 2026 - 14:01

A vantagem fiscal não deve ser o único benefício de um título de crédito — o risco também deve ser remunerado, e nem toda renda fixa está pagando essa conta

OPORTUNIDADE NO CRÉDITO

Não é hora de sair da renda fixa? Moody’s prevê bilhões em emissões no primeiro semestre

12 de fevereiro de 2026 - 18:58

Com R$ 117 bilhões em títulos para vencer, empresas devem vir a mercado para tentar novas emissões, a taxas ainda atraentes para o investidor

RENDA FIXA

CDBs dos bancos Pleno, Original e Pine estão entre os mais rentáveis de janeiro, pagando até 110% do CDI; vale a pena investir?

10 de fevereiro de 2026 - 16:15

Levantamento da Quantum Finance mostra quais emissões ficaram com taxas acima da média do mercado

SEM CONFIANÇA

Raízen (RAIZ4) non grata: investidores vendem debêntures da empresa com prejuízo, diante de maior percepção de risco

9 de fevereiro de 2026 - 14:01

Depois dos bonds, debêntures da Raízen derretem no mercado secundário, com abertura de até 40 pontos percentuais em taxas

CARTEIRA RECOMENDADA

Livres de imposto de renda: as recomendações de CRI, CRA e debêntures incentivadas para fevereiro

6 de fevereiro de 2026 - 15:05

Carteiras recomendadas de bancos destacam o melhor da renda fixa para o mês e também trazem uma pitada de Tesouro Direto; confira

REAL VS. DÓLAR

Crédito privado em reais ou em dólar? BTG destaca empresas brasileiras para investir em debêntures e em bonds

5 de fevereiro de 2026 - 19:01

Em alguns casos, o ganho de um título em dólar sobre o equivalente em real pode ultrapassar 3 pontos percentuais

SAÍDA EM MASSA

Shell e Cosan soltaram a mão da Raízen (RAIZ4)? Investidores acreditam que sim e bonds derretem com venda em massa

5 de fevereiro de 2026 - 14:01

Juros dos títulos em dólar explodem em meio à falta de apoio claro de Cosan e Shell

RENDA FIXA EM DÓLAR

Bonds da Raízen (RAIZ4), Aegea e Brava (BRAV3): as escolhas do BTG para a carteira de renda fixa internacional em fevereiro

4 de fevereiro de 2026 - 10:45

Banco vê oportunidade de ganho significativo em dólar, investindo em empresas brasileiras e conhecidas

RENDA FIXA

Títulos do Tesouro Direto ganham novos prazos: veja o que muda para o investidor

3 de fevereiro de 2026 - 15:35

Papéis prefixados e indexados à inflação tem vencimento alongado, enquanto Tesouro Selic só oferece um vencimento

RENDA FIXA

Tesouro Direto: A ‘janela de ouro’ do Tesouro IPCA+, que pode render até 91% com a queda dos juros

2 de fevereiro de 2026 - 16:45

Relatório da XP recomenda a janela estratégica rara nos títulos indexados à inflação e indica os dois títulos preferidos da casa

RENDA FIXA

Mais rentável que a poupança e tão fácil quanto um ‘cofrinho’: novo título do Tesouro Direto para reserva de emergência já tem data para estrear

30 de janeiro de 2026 - 17:25

O novo título público quer concorrer com os ‘cofrinhos’ e ‘caixinhas’ dos bancos digitais, e ser uma opção tão simples quando a poupança

ENERGIA PARA A EMPRESA

Eneva (ENEV3) anuncia nova emissão de debêntures no valor de R$ 2 bilhões; veja potencial para a ação

26 de janeiro de 2026 - 12:35

Os recursos serão usados para cobrir gastos relacionados com a implantação e exploração da usina termelétrica movida a gás natural UTE Azulão II, no Amazonas; papéis são voltados a investidores profissionais

ESTRATÉGIA DO GESTOR

Fundos de crédito privado perdem R$ 19 bilhões em dezembro, mas gestores estão mais otimistas com debêntures neste início de ano

20 de janeiro de 2026 - 18:01

Levantamento da Empiricus mostra quais setores lideram oportunidades e como o mercado de debêntures deve se comportar nos próximos meses

TÍTULOS PÚBLICOS

Tesouro Direto volta a oferecer retornos recordes; Tesouro IPCA+ paga 8% mais inflação e prefixados rendem mais de 13%

20 de janeiro de 2026 - 12:29

Incertezas globais elevam rendimentos dos títulos públicos e abrem nova janela de entrada no Tesouro Direto

SEGUNDA CHANCE

CDBs do Master: onde reinvestir o dinheiro da garantia paga pelo FGC

19 de janeiro de 2026 - 18:05

Ressarcimento começou a pingar na conta dos investidores, que agora têm o desafio de fazer aplicações melhores e mais seguras

Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies

Fechar