Por que Elon Musk comprou briga com Joe Biden e seu plano para incentivar carros elétricos?
O CEO da Tesla andou soltando farpas em direção ao presidente dos Estados Unidos, devido a divergências ideológicas que perpassam questões políticas

Elon Musk tem estado em pé de guerra com importantes figuras públicas nos últimos dias. Depois de Jeff Bezos, foi a vez de o presidente americano Joe Biden entrar na mira das farpas do CEO da Tesla.
Em um evento da Code Conference, a jornalista Kara Swishe perguntou por que Musk havia dito em sua conta no Twitter que o presidente Biden ainda estava “dormindo” - numa alusão ao apelido pejorativo "Sleepy Joe" ("Joe Dorminhoco") que o ex-presidente Donald Trump colocou no seu adversário -, após uma página criticar a ausência de Biden nas comemorações da volta dos astronautas civis para a Terra.
Musk afirmou que Biden “não é o mais amigável”, e não deixou de criticar um evento de carros elétricos na Casa Branca.
"Biden realizou este encontro de EV [veículos elétricos, em inglês] e não convidou Tesla. Convidou GM, Ford, Chrysler e UAW [United Auto Workers Union, o sindicato dos trabalhadores do setor]. Um encontro de EV na Casa Branca. Não mencionou Tesla nenhuma vez e elogiou GM e Ford por liderarem a revolução EV ", disse Musk.
O presidente da Tesla ainda ressaltou que Biden parece "enviesado'' ou algo assim. “Não é a gestão mais amigável do mundo. Talvez seja controlado pelos sindicatos”, conclui.
Joe Biden vs. Elon Musk
Desde que assumiu o cargo, Joe Biden foi atacado diversas vezes pelo bilionário Elon Musk. Mas alguns acontecimentos pioraram o sentimento entre os dois, muito antes da ausência de convite para o evento na Casa Branca mencionado por Musk.
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Em primeiro lugar, a alegação de que o presidente americano seria “controlado pelos sindicatos” vem de outra briga. No início de setembro, Biden aprovou uma lei de incentivo que abate US$ 4.500 em impostos para carros elétricos.
Entretanto, a medida só vale para empresas que fazem parte do sindicato americano de montadoras, o que não é o caso da Tesla. Elon Musk é abertamente contra sindicatos, tanto que em março deste ano, o National Labor Relations Board (NLRB) ordenou que Musk removesse um tuíte antissindical.
Acenos políticos
Por outro lado, essa aparente implicância de Biden contra Musk tem um fundo mais político e prático. O aceno do presidente americano para as montadoras nacionais, como Ford, General Motors e Chrysler.
Na mesma época do abate fiscal de US$ 4.500, montadoras estrangeiras como Toyota e Honda também se opuseram à medida, afirmando que esse estímulo iria contra as leis de competitividade.
Essas tradicionais montadoras dos Estados Unidos viveram um boom nos anos 1970, mas desde a entrada de modelos novos e mais modernos de empresas estrangeiras no mercado americano, a indústria automobilística do país entrou em decadência.
Dessa forma, Biden busca o apoio dessa indústria mais tradicional, mesmo que isso levante um muro entre ele e o CEO da Tesla.
*Com informações do Business Insider.
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