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Construtora está diversificando atividades como parte do seu plano de recuperação judicial
A PDG Realty (PDGR3), construtora em recuperação judicial, anunciou, na noite de ontem (21), o lançamento de uma nova unidade de negócios, voltada para a prestação de serviços imobiliários.
Segundo o comunicado da companhia ao mercado, a Vernyy, como é chamada a nova unidade, tem como objetivo oferecer soluções digitais, inteligentes e integradas para atender as mais diversas necessidades do setor e seus diversos agentes.
A nova unidade atuará em três frentes, diz a PDG:
"Com o lançamento da Vernyy, a PDG espera dar sequência à sua estratégia de crescimento qualificado por meio da diversificação de suas atividades. A criação de uma unidade de negócios com foco exclusivo na prestação de serviços imobiliários está em linha, ainda, com o plano de reestruturação das atividades da Companhia, que inclui o redimensionamento de suas atividades e a exploração de novos nichos de negócios", diz o comunicado da PDG.
Segundo a PDG, essa estratégia de diversificação dos seus negócios tem o objetivo de auxiliar na recuperação econômica e financeira da companhia, diversificar as fontes de receita e ampliar as oportunidades de negócio.
A prestação de serviços imobiliários, que incluem, por exemplo, serviços de manutenção e decoração após a venda das unidades, é tendência entre as incorporadoras brasileiras.
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No caso da Vernyy, são oferecidas soluções a incorporadoras e administradoras de condomínios, como desenvolvimento de app para gestão condominial, manutenções corretivas e preventivas em condomínios residenciais e comerciais, reformas e retrofits, serviços financeiros para incorporadoras, análises técnicas de terrenos, avaliação de demanda e concorrência para a implantação de empreendimentos imobiliários, entre outros.
Em recuperação judicial desde 2017, a PDG aprovou, recentemente, um aumento de capital no valor de quase R$ 302 milhões. No fim de abril, a construtora anunciou que, neste aumento de capital, o ex-diretor presidente da companhia, Vladimir Kundert Ranevsky, se tornaria o acionista majoritário da companhia, com 56,68% das ações, por meio de seu veículo de investimento, o fundo VKR.
Até então, a PDG era uma companhia de capital pulverizado e sem controlador definido. Mesmo assim, o VKR comunicou, na ocasião que o investimento realizado "tem propósitos financeiros e que, neste momento, não atuarão para influenciar a gestão dos negócios sociais, tampouco têm a intenção de promover o cancelamento do registro de companhia aberta da PDG ou de realizar operações societárias envolvendo a Companhia".
Desde o início da recuperação judicial, há exatos quatro anos, as ações da PDG (PDGR3) saíram do patamar dos R$ 30 para o atual patamar de R$ 7. Neste ano, os papéis sobem 77%. No pregão de hoje, fecharam em baixa de 1,58%.
O balanço da companhia foi aprovado sem ressalvas pela auditoria da KPMG; no entanto, houve o registro de uma “incerteza relevante relacionada com a continuidade operacional da companhia”.
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