O novo prédio de luxo da Lavvi é sucesso de vendas. Mas as ações da empresa continuam modestas
A Lavvi vendeu 75% de seu lançamento de luxo, o Villa Versace, no primeiro fim de semana. Os analistas gostaram, mas as ações seguem patinando

A Lavvi é uma veterana no mercado de construção e incorporação, mas ainda é novata na bolsa: fez seu IPO em setembro do ano passado, em meio à nova onda de aberturas de capital no setor — Mitre, Moura Dubeux, Cury, Plano&Plano e Melnick também estrearam em 2020.
O momento, afinal, parecia bastante oportuno. A indústria de construção estava aquecida no segundo semestre do ano passado, pouco afetada pela pandemia. E, para completar, os juros estavam nas mínimas históricas, o que facilitava a concessão de crédito imobiliário.
Só que, passados nove meses desde o IPO, as ações da Lavvi ainda não decolaram — na verdade, nenhuma das construtoras que chegou à bolsa no ano passado tem bom desempenho. E olha que o cenário não mudou muito de lá para cá: os juros até subiram, mas ainda estão estruturalmente baixos.
É como se os investidores estivessem com o pé atrás em relação às construtoras, apesar de os dados do setor e resultados corporativos comprovarem o bom momento dessas empresas.
E a própria Lavvi deu uma indicação do quão forte está a demanda por projetos residenciais: acabou de lançar o maior projeto de sua história — e, no primeiro fim de semana, já vendeu 75% das unidades.
O mercado até reagiu bem à notícia: as ações ON da Lavvi (LAVV3) sobem mais de 4% hoje, operando perto da faixa de R$ 8,80. Ainda assim, os papéis seguem abaixo do preço de estreia na bolsa, de R$ 9,50.
Leia Também
[captacao]
Lavvi vem com tudo
O novo projeto da Lavvi, batizado de Villa Versace, traz números superlativos. São duas torres de alto padrão no bairro de Moema, zona Sul de São Paulo, totalizando 409 unidades e R$ 632 milhões em valor geral de vendas (VGV, a cifra a ser obtida com a comercialização de todos os apartamentos).
Colocando esses números em perspectiva: em 2020, o VGV de todos os empreendimentos lançados pela Lavvi foi de pouco mais de R$ 400 milhões — um indicativo do quão importante é esse novo projeto para a empresa.

Chama a atenção a velocidade das vendas desse empreendimento: 58% das unidades da torre de apartamentos (áreas de 150 m² a 220 m²) foram vendidas no primeiro fim de semana; a torre de studios (28 m² a 31 m²) saiu ainda mais rápido, com 80% já comprado.
E olha que as unidades não são exatamente uma pechincha. Eis o preço de tabela — a entrega está prevista para o começo de 2025:
- Studios: a partir de R$ 510 mil
- Apartamentos de 150 m²: a partir de R$ 3,3 milhões
- Apartamentos de 220 m²: a partir de R$ 4,8 milhões
Em termos de valor, a Lavvi comercializou 60% do VGV no primeiro fim de semana, o que corresponde a cerca de R$ 380 milhões. Ou seja: temos um indicativo de que o segundo trimestre da companhia será forte.
Modéstia na bolsa
Apesar de todo o luxo do Villa Versace, as ações da Lavvi mostram-se bem mais modestas na bolsa. Mesmo com o desempenho de hoje, os papéis ainda acumulam baixa de 2,3% desde o começo do ano. Do IPO para cá, o recuo é de 6,6%.
Dentre as seis construtoras que abriram seu capital em 2020, apenas a Cury (CURY3) está sendo negociada a um preço superior ao do IPO — e, mesmo assim, os ganhos são bem singelos:

Independente do receio do mercado em relação ao setor, os analistas mostram otimismo com o segmento de construção. Seja pelo forte desempenho operacional, como o mostrado pela Lavvi com o Villa Versace, seja pelas perspectivas de manutenção dos juros em níveis baixos, há quase um consenso de que as empresas, em linhas gerais, estão baratas na bolsa.
E com a Lavvi não é diferente. Dentre as cinco casas de análise que possuem cobertura para o papel, todas têm recomendação de compra e preços-alvo que implicam numa valorização de dois dígitos:
- BTG Pactual: preço-alvo de R$ 13,50 (potencial de alta de 52%)
- Itaú BBA: preço-alvo de R$ 12,90 (potencial de alta de 45%)
- Safra: preço-alvo de R$ 15,70 (potencial de alta de 77%)
- XP: preço-alvo de R$ 11,50 (potencial de alta de 30%)
- Eleven: preço-alvo de R$ 12,00 (potencial de alta de 35%)
Em relação aos números do Villa Versace, o BTG Pactual destaca que o VGV do projeto implica num aumento de preços da ordem de 20% em relação aos planos originais.
"Mesmo com as altas expectativas para o projeto, o desempenho das vendas superou todas as previsões", escrevem os analistas Gustavo Cambauva e Elvis Credendio, em relatório. "Acreditamos [que o empreendimento] deva proporcionar um grande segundo trimestre para a companhia, com crescimento forte das receitas e boas margens".
FII DO MÊS
A Selic estacionou, e este é o fundo imobiliário mais indicado por analistas para surfar a pausa
6 de novembro de 2026 - 6:11MAIS INCERTEZA COM 'ONDA AZUL'
A guerra no Irã vai acabar? O que as eleições nos EUA podem mudar no preço do petróleo
5 de novembro de 2026 - 19:37DA FESTA AO ENTERRO
‘Onda azul’ na urna, ‘onda vermelha’ na bolsa: o fantasma que derrubou Wall Street após a vitória democrata
5 de novembro de 2026 - 19:09PROMOÇÃO?
Fundos imobiliários vivem maior desconto da história. Pechincha ou armadilha?
5 de novembro de 2026 - 18:01AÇÃO DO MÊS
É hora de ser defensivo: veja a ação mais recomendada para proteger a sua carteira no pós-eleição
5 de novembro de 2026 - 11:57REFORÇO NO CAIXA
Fundo imobiliário pode embolsar R$ 160 milhões com venda de fatias de shoppings; veja ganho por cota
5 de novembro de 2026 - 9:15REAÇÃO AO RESULTADO
Nem todo mundo quer comprar Itaú: por que ITUB4 ainda não convenceu todos os analistas após o 3T26
4 de novembro de 2026 - 16:23VIRADA HISTÓRICA
‘Onda azul’ faz Wall Street disparar, mas vitória democrata pode trazer nova dor de cabeça para Trump
4 de novembro de 2026 - 14:01VISÃO DO GESTOR
O mercado desistiu do Brasil? Gestores reduzem apostas em bolsa e reforçam dólar antes do Copom
4 de novembro de 2026 - 13:15CHAVES NA MÃO
Fundo imobiliário BTLG11 embolsa R$ 56 milhões com venda de fatia de galpão; veja lucro por cota e detalhes da operação
4 de novembro de 2026 - 9:56BOLSA SOB PRESSÃO
Depois de tombo de 10%, XP fica mais cautelosa com a bolsa brasileira, mas aponta 10 ações para investir
3 de novembro de 2026 - 14:02SD ENTREVISTA
Dólar dispara, bolsa cai e Itaú muda a estratégia: chefe de recomendações do banco diz onde investir após as eleições
3 de novembro de 2026 - 13:29REDUÇÃO DA ALAVANCAGEM
Alívio na dívida? CSN (CSNA3) sobe 4% com avanço na venda da divisão de cimentos — mas ainda há desafios no radar
3 de novembro de 2026 - 12:49EX-PACMAN DOS FIIS?
Após onda de compras, ‘Pacman dos FIIs’ coloca imóveis à venda por R$ 530 milhões; veja lucro por cota
3 de novembro de 2026 - 9:39FIM DA GUERRA?
Petróleo fecha em queda de mais de 7% com expectativa de acordo para encerrar guerra no Oriente Médio
2 de novembro de 2026 - 16:19TOUROS E URSOS
Como será o amanhã? As perspectivas para seus investimentos após a eleição e a sangria dos mercados
2 de novembro de 2026 - 13:05CONFIRA
Atenção, investidor: B3 amplia horário de negociação a partir de terça-feira (3)
31 de outubro de 2026 - 18:07ENTENDA O CENÁRIO
JP Morgan faz alerta sobre o Banco do Brasil (BBAS3) e aponta desafio para o próximo trimestre
31 de outubro de 2026 - 13:15ENTRE MORTOS E FERIDOS
Sangria na bolsa deixa varejo e construção civil entre os setores mais castigados, mostra EQI
31 de outubro de 2026 - 9:15SANGRIA NOS MERCADOS