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Nesta semana a criptomoeda voltou a renovar suas máximas, superando os US$ 52 mil e atingindo uma valorização de cerca de 80% em 2021
A Empiricus, maior casa de análise de investimentos do país, seguiu a tendência de grandes empresas internacionais e investiu parte do caixa da companhia em bitcoin. A estratégia é diversificar as reservas financeiras da própria empresa.
"Nós acreditamos no potencial das criptomoedas, tanto que recomendamos aos nossos assinantes que eles destinem uma parte pequena do seu patrimônio a essa classe de ativos. Ao investir uma parcela do próprio caixa da empresa em bitcoin, a Empiricus se alinha ao seu editorial e mostra mais uma vez que é 'skin in the game'".
A compra de bitcoin por empresas ganhou relevância com a escalada recente da cotação da criptomoeda. O bitcoin se valorizou mais de 300%, em dólares, em 2020. Nesta semana a moeda voltou a renovar suas máximas, superando os US$ 52 mil e atingindo uma valorização de cerca de 80% em 2021.
No início de fevereiro, a fabricante de carros elétricos Tesla anunciou que investiu US$ 1,5 bilhão em bitcoins. Motivo? Diversificar as reservas da empresa.
Nesta quarta-feira foi a vez da consultoria financeira americana The Motley Fool anunciar que comprou US$ 5 milhões em bitcoin.
Em seu Twitter, a empresa citou três motivos para a decisão:
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O valor aportado pela Empiricus em bitcoin não foi divulgado.
A Empiricus preza pela diversificação do portfólio de investimentos. Em algumas de suas assinaturas, ela recomenda uma carteira de criptoativos. A sugestão é que o investidor aloque, no máximo, 5% do seu capital em criptomoedas.
A casa de análise sugere desde 2017 duas carteiras de criptomoedas. A primeira delas, a Empiricus Crypto Legacy, acumula uma rentabilidade de 1.216% de 22 de agosto de 2017 até o fim de janeiro deste ano. A segunda, a Empiricus Exponencial Coins, rendeu 1.226,16% deste seu lançamento, em 2 de outubro de 2017. Essas carteiras também servem de inspiração para dois fundos da corretora Vitreo.
André Franco, analista responsável pelas carteiras, enxerga um potencial ainda maior para o bitcoin e as criptomoedas. Ele acredita que há espaço para o bitcoin chegar a US$ 100 mil e puxar a valorização de outras criptomoedas (veja mais informações aqui).
Ele cita alguns motivos para justificar que há espaço para um avanço do bitcoin. Veja três deles:
O volume de dinheiro investido no bitcoin e nas demais criptomoedas deve mudar de patamar com a chegada de investidores institucionais. Na lista de novos investidores de cripto estão as empresas, como a própria Empiricus e a Tesla, mas também fundos de pensão e de investimentos pelo mundo afora.
O simples movimento de entrada desses investidores nessa classe de ativos pode fomentar uma alta nas cotações.
Em maio do ano passado o bitcoin passou por um fenômeno que, na prática, reduz a oferta de moedas. Trata-se do halving, evento que ocorre a cada quatro anos e reduz a remuneração paga aos "mineradores", que emitem bitcoins.
É a velha lei da oferta e da demanda. A oferta de bitcoin tende a cair com esse movimento, enquanto a demanda pode crescer, especialmente com a entrada dos investidores institucionais. Na visão de Franco, essa tendência deve provocar uma pressão de alta nos preços do bitcoin, que pode chegar a US$ 100 mil.
Todo esse movimento do bitcoin ocorre em um cenário em que os bancos centrais do mundo todo adotam políticas monetárias estimulativas. Eles estão "imprimindo" dinheiro na casa de trilhões para tentar evitar uma recessão.
Um dos riscos desse movimento é que essa enxurrada de dinheiro provoque inflação e desvalorize as próprias moedas. Os investidores mais cautelosos já estão de olho nisso e aumentando suas reservas de valores, por exemplo, em metais preciosos, como o ouro.
Cresce, entretanto, a lista de economistas que incluem o bitcoin na lista de ativos que funcionam como reserva de valor nesse ambiente super estimulado pelos bancos centrais.
Se quiser saber mais sobre o assunto, leia este texto do André Franco.
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As diferenças estão na forma como essas negociações acontecem e no grau de participação do Judiciário no processo.
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