Petrobras (PETR4) e Braskem (BRKM5) fecham contratos de longo prazo de quase US$ 18 bilhões
Os contratos são de fornecimento de diferentes matérias primas para várias plantas da Braskem pelo país, como nafta, etano, propano e hidrogênio

A Petrobras (PETR4) e a Braskem (BRKM5) assinaram novos contratos de longo prazo devido à proximidade dos vencimentos dos contratos vigentes, com um valor total estimado de cerca de US$ 17,84 bilhões, informaram as duas companhias em fatos relevantes enviados ao mercado na quinta-feira (18).
Os contratos são de fornecimento de diferentes matérias primas para várias plantas da Braskem pelo país, como nafta, etano, propano e hidrogênio.
De acordo com as empresas, um primeiro conjunto de contratos refere-se à compra e venda de nafta petroquímica para fornecimento às plantas da petroquímica em São Paulo, Bahia e Rio Grande do Sul, com um valor estimado de US$ 11,3 bilhões e com vigência de cinco anos, a partir de 1 de janeiro.
As duas empresas adiantaram ainda que assinaram contratos de compra e venda de etano, propano e hidrogênio para fornecimento ao estado do Rio de Janeiro, com um valor estimado de US$ 5,6 bilhões e duração de 11 anos, também a partir de 1 de janeiro.
Além disso, foram firmados acordos de compra e venda de propeno, com um valor estimado de US$ 940 milhões e vigência de cinco anos, a partir de 18 de maio.
Maior controle da Petrobras na Braskem
A estatal petroleira, que tem 36,1% do capital total e 47% do capital votante na Braskem, já deu indicações de que poderia aumentar a sua influência na petroquímica.
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A possível saída da Novonor, ex-Odebrecht, do controle da Braskem abriu uma janela estratégica que a Petrobras (PETR4) não pretende deixar passar. Com a entrada da IG4 Capital no radar como nova sócia de referência da petroquímica, a estatal já sinaliza que pode enfim colocar em prática planos antigos: assumir mais controle efetivo sobre a petroquímica.
A ideia da estatal é aproveitar o redesenho societário para ampliar sua influência sobre a companhia, além de potencialmente realizar novos investimentos estratégicos, segundo apuração do Seu Dinheiro.
Após o anúncio do acordo, que prevê a transferência da participação da Novonor para um fundo assessorado pela IG4, a Petrobras informou que acompanha de perto os desdobramentos da operação.
A presidente da Petrobras, Magda Chambriard, também já afirmou que a petroleira quer ampliar seu poder de decisão sobre as operações da Braskem. O objetivo é aprofundar a integração entre a estatal e a petroquímica, explorando sinergias que, na visão da Petrobras, foram mal aproveitadas até aqui.
Com Money Times
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