Recurso Exclusivo para
membros SD Select.

Gratuito

O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.

Esse espaço é um complemento às notícias do site.

Você terá acesso DE GRAÇA a:

  • Reportagens especiais
  • Relatórios e conteúdos cortesia
  • Recurso de favoritar notícias
  • eBooks
  • Cursos
Victor Aguiar

Victor Aguiar

Jornalista formado pela Faculdade Cásper Líbero e com MBA em Informações Econômico-Financeiras e Mercado de Capitais pelo Instituto Educacional BM&FBovespa. Trabalhou nas principais redações de economia do país, como Bloomberg, Agência Estado/Broadcast e Valor Econômico. Em 2020, foi eleito pela Jornalistas & Cia como um dos 10 profissionais de imprensa mais admirados no segmento de economia, negócios e finanças.

As curvas da estrada de Santos

A Ecorodovias ficará com a Imigrantes até 2033 — e a CCR só comemora

Victor Aguiar
Victor Aguiar
3 de maio de 2021
17:19 - atualizado às 22:28
Sistema Anchieta-Imigrantes, administrado pela Ecorodovias
Pelos termos do novo contrato, a Ecorodovias investirá R$ 1,1 bi no sistema Anchieta-Imigrantes até 2033; ações da CCR reagiram bem - Imagem: Shutterstock

Empresas como Ecorodovias e CCR têm um trunfo na manga: ao firmarem contratos de longo prazo para a exploração de concessões de infraestrutura, elas têm grande previsibilidade de fluxo de caixa — um chamariz para os investidores que não gostam de fortes emoções. Portanto, estamos falando de um setor sem maiores emoções, certo?

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Bem... não é bem assim. Esse coringa só funciona se os contratos forem devidamente cumpridos por ambas as partes — e, infelizmente, rompimentos unilaterais são mais frequentes do que se imagina. De tempos em tempos, vemos autoridades estaduais e federais querendo mudar as regras no meio do jogo.

Afinal, o setor de concessões tem um potencial dividendo político a ser colhido. Cortes em tarifas de pedágio — ou, no mínimo, a postergação de aumentos nas praças — são temas de apelo popular. A ameaça de rompimento de contrato já foi usada inúmeras vezes para que os termos assinados lá atrás fossem desrespeitados.

E é claro que a insegurança jurídica representa um risco relevante ao setor: não há como calcular um fluxo de caixa se as cláusulas contratuais podem ser descumpridas. Mais que isso: ela afasta potenciais novos investidores — ora essas, quem teria interesse de assinar um termo bilionário de 30 anos com um governo que rasga contratos?

Tendo tudo isso em mente, a Ecorodovias anunciou ao mercado uma notícia que soou como música para os ouvidos do setor: depois de muitas disputas judiciais, assinou um termo aditivo com o governo de São Paulo para prorrogar o prazo de concessão da Ecovias, a administradora do sistema Anchieta-Imigrantes.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

É claro que, para a Ecorodovias, a assinatura envolve compromissos de investimento e pagamentos às autoridades estaduais. Mas ela traz uma coisa ainda mais valiosa: a segurança jurídica.

Leia Também

Ecorodovias: mais sete anos

Antes de tudo, é preciso entender as condições do Termo Aditivo assinado entre as partes. Do lado do governo de São Paulo, houve a prorrogação até 2033 do contrato de concessão do sistema Anchieta-Imigrantes — a joia do portfólio da Ecorodovias.

Do lado da empresa, houve um comprometimento com mais R$ 1,1 bilhão em investimentos em obras e melhorias em todo o sistema, que liga a capital paulista à baixada santista. Além disso, a companhia irá depositar R$ 613 milhões ao governo estadual, como garantia.

Por fim, o Termo Aditivo também estabelece o fim das disputas judiciais entre a Ecorodovias e o governo de São Paulo, incluindo questões acerca do rebalanceamento dos contratos e outros atritos envolvendo as partes.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Esse tempo extra é fundamental para a Ecorodovias, uma vez que o sistema Anchieta-Imigrantes é responsável por uma fatia relevante da receita da companhia — trata-se, afinal, da concessão com maior fluxo de veículos e maior tíquete médio em termos de pedágio.

No quarto trimestre de 2020, por exemplo, a Ecovias respondeu por R$ 275,8 bilhões da receita bruta da Ecorodovias — o que representa 1/3 das receitas com pedágio de todo o grupo, composto por 10 concessionárias.

O contrato de concessão do sistema Anchieta-Imigrantes foi assinado em 1998 e, nos termos atuais, iria até 2025.

A CCR seguirá o mesmo caminho?

O mercado mostrou-se entusiasmado com a resolução encontrada entre governo de SP e Ecorodovias. As ações ON da companhia (ECOR3) chegaram a disparar mais de 9% logo após a abertura, indo ao patamar dos R$ 13,00. Mas, com o passar do dia, perderam força e fecharam em leve baixa.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Já as ações ON da CCR (CCRO3), por outro lado, sustentaram altas firmes ao longo do pregão, encerrando o dia com mais de 4% de ganhos — o melhor desempenho de todo o Ibovespa. O índice em si teve um dia bastante morno, pouco se afastando do zero a zero.

E o que explica essa forte reação das ações da CCR, considerando que o noticiário diz respeito à rival? Como falamos no início do texto, é uma questão de segurança jurídica: se a Ecorodovias conseguiu resolver suas pendências com o governo e prorrogar sua concessão, será que a CCR seguirá pelo mesmo caminho?

E a CCR tem diversas concessionárias nessa posição: a AutoBAn, que administra o sistema Anhanguera-Bandeirantes até 2026; a ViaOeste, responsável pelo sistema Raposo Tavares-Castello Branco até 2022; e a SPVias, com estradas que dão continuidade ao trecho da ViaOeste, até 2027.

Há, ainda, o imbróglio envolvendo a Nova Dutra, cuja concessão expirava em fevereiro deste ano, mas foi prorrogada por mais um ano — esse é um contrato assinado com a ANTT e o governo federal.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Dito isso, a possibilidade de renovação das concessões paulistas da CCR, somada ao portfólio mais variado da companhia, com aeroportos e mobilidade urbana, fizeram com que, ao menos hoje, os investidores optassem por aumentar as posições nas ações da empresa, e não da Ecorodovias.

O que os analistas acharam

Em relatório, o Bradesco BBI diz que os termos do contrato assinado entre Ecorodovias e governo de São Paulo ficaram um pouco abaixo do esperado, mas que, ainda assim, a notícia era bastante positiva para a companhia. Atualmente, o banco tem recomendação de compra e preço-alvo de R$ 16,00 — um potencial de alta de cerca de 33% em relação aos níveis atuais.

Itaú BBA e Santander foram pelo mesmo caminho: comemoraram a assinatura do termo aditivo e a maior tranquilidade no front da segurança jurídica. Veja abaixo as recomendações dos bancos para ECOR3:

  • Itaú BBA: compra e preço-alvo de R$ 16,00 (+33%)
  • Santander: compra e preço-alvo de R$ 16,40 (+37%)

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

COMPARTILHAR

Whatsapp Linkedin Telegram
PROVENTOS EM ALTA VOLTAGEM

CPFL Energia (CPFE3) detalha pagamento de R$ 1,3 bilhão em dividendos; veja quem tem direito

11 de maio de 2026 - 14:21

Primeira parcela faz parte do pacote de R$ 4,3 bilhões aprovado pela elétrica para remunerar acionistas em 2026

A META FICOU MAIS DIFÍCIL

Banco Inter reage à queda das ações na bolsa com nova aposta: a “Regra dos 50” para crescer — e lucrar mais — até 2029

11 de maio de 2026 - 12:16

Nova estratégia combina crescimento acelerado com ROE em alta, e coloca o banco em um novo patamar de cobrança; veja os detalhes

OPERAÇÃO ÍCARO

Fast Shop bate recorde: empresa leva multa de R$ 1 bilhão por fraude em imposto e propina paga a auditor

11 de maio de 2026 - 11:28

Além da Fast Shop, o Ministério Público identificou mais empresas que foram beneficiadas pelo esquema, incluindo a Ultrafarma

BALANÇO

Telefônica Brasil (VIVT3): lucro salta quase 20% no 1T26, e dona da Vivo entrega seu melhor 1º trimestre em dois anos. O que está por trás da expansão?

11 de maio de 2026 - 9:12

Com crescimento equilibrado entre móvel, fibra e digital, Telefônica Brasil entrega lucro de R$ 1,2 bilhão no 1T26; veja os destaques do resultado

RESULTADO

BTG Pactual (BPAC11) supera expectativa com lucro recorde e ROE de 26,6% no 1T26. O que está por trás de mais um balanço forte?

11 de maio de 2026 - 7:33

O balanço do BTG trouxe lucro em expansão e rentabilidade em alta; confira os principais números do trimestre

PRÉVIA DOS RESULTADOS

Com petróleo na casa dos US$ 100, analistas calculam se Petrobras (PETR4) vai ou não vai liberar dividendos do 1T26

11 de maio de 2026 - 6:02

Mercado espera crescimento da receita, Ebitda bilionário e mais uma rodada de proventos para os acionistas da estatal; confira as projeções

TROCAS DE PESO

Dança das cadeiras na bolsa: semana tem troca de CEOs em série e agita empresas da B3

9 de maio de 2026 - 16:58

A semana teve mudanças relevantes em Axia Energia (AXIA3), Tenda (TEND3) e Cemig (CMIG4)

VELHO CONHECIDO

Santander (SANB11) bate o martelo: conselho aprova por unanimidade a eleição de Gilson Finkelzstain como CEO

8 de maio de 2026 - 20:05

Ex-presidente da B3 e ex-diretor do Santander, Gilson Finkelzstain foi escolhido em março para substituir Mario Leão no comando do banco no Brasil

CHEGOU A HORA DE VENDER?

O que a pior semana da Petrobras (PETR4) em mais de dois anos diz sobre as ações como investimento

8 de maio de 2026 - 19:45

Nesta sexta-feira (8), as ações da estatal completaram cinco sessões de quedas consecutivas, acompanhando a forte desvalorização do Brent na semana

HORA DE COMPRAR?

Caixa Seguridade (CXSE3): depois do anúncio de R$ 1 bilhão em dividendos, analistas calculam retorno e dão veredito

8 de maio de 2026 - 19:19

Lucro cresceu 13,2% no primeiro trimestre, e bancos seguem vendo espaço para avanço dos dividendos

SD ENTREVISTA

“Foi bom, mas poderia ter sido melhor”: o recado do diretor do BR Partners (BRBI11) sobre o 1T26; ações caem na B3

8 de maio de 2026 - 16:01

Com receita mais diversificada e aposta em Wealth, banco tenta reduzir volatilidade enquanto espera queda dos juros, afirma Vinicius Carmona ao Seu Dinheiro

TROCA NO ALTO ESCALÃO

Cemig (CMIG4) anuncia novo CEO e lucra R$ 979 milhões no 1T26, queda anual de 6%; conheça a empresa de energia criada por JK

8 de maio de 2026 - 11:31

De acordo com a empresa, a gestão de Reynaldo Passanezi Filho, que deixa o cargo, foi marcada por um ciclo de crescimento da companhia, avanços em eficiência operacional e investimentos em níveis recordes

E FORA 'DO STORIES' TU ESTÁ BEM?

O preço do sucesso da Cimed: enquanto bomba nas redes, empresa sofreu ‘no off’. E agora?

8 de maio de 2026 - 6:45

Fenômeno com a Carmed e cada vez mais pop nas redes, a farmacêutica viu margens pressionadas, estoques travados e queima de caixa em 2025. Agora, tenta equilibrar crescimento acelerado com disciplina financeira

BALANÇO

Magazine Luiza (MGLU3) ainda sente o peso dos juros e reverte lucro em prejuízo acima do esperado no 1T26

7 de maio de 2026 - 19:55

A varejista teve prejuízo líquido de R$ 55,2 milhões no primeiro trimestre de 2026, revertendo o lucro de R$ 12,8 milhões registrado no mesmo período do ano passado, em meio à pressão da Selic elevada sobre as despesas financeiras

SD ENTREVISTA

“Temos que estar com a guarda alta”, diz diretor do ABC Brasil (ABCB4) após queda no ROE do 1T26

7 de maio de 2026 - 19:55

Após um 1T26 pressionado, Ricardo Moura aposta em melhora gradual da rentabilidade — sem abrir mão do conservadorismo

PROVENTOS NO RADAR

PetroReconcavo (RECV3) anuncia JCP de R$ 100 milhões após lucro mais que dobrar no 1T26

7 de maio de 2026 - 19:51

Petroleira pagará R$ 0,34 por ação em juros sobre capital próprio e também informou avanço nas negociações com a Brava Energia

POR QUE TROCAR DE CEO AGORA?

Após 15 anos, Rodrigo Osmo dará adeus ao cargo de CEO da Tenda (TEND3); veja quem entra no lugar e o que está por trás da mudança

7 de maio de 2026 - 19:06

Marcos Cruz será o novo CEO da Tenda a partir de junho de 2027. O executivo comandou a Nitro Química na última década e acumula passagens pela McKinsey e Secretaria Municipal da Fazenda de São Paulo

TEMPORADA DE BALANÇOS

Com frete grátis no Brasil, Mercado Livre (MELI34) bota o pé no acelerador em vendas, mas lucro cai e margens seguem pressionadas no 1T26

7 de maio de 2026 - 17:32

Mesmo com receita acima do esperado e forte aceleração das vendas, o Mercado Livre registrou queda no lucro líquido e pressão nas margens no primeiro trimestre de 2026

REAÇÃO AO BALANÇO

Banco Inter desaba em NY após balanço do 1T26: ação chega a cair mais de 14% — o que assustou o mercado?

7 de maio de 2026 - 16:46

Lucro recorde e avanço no ROE não foram suficientes para segurar as ações nesta sessão; veja o que pressiona os papéis hoje

É SÓ O COMEÇO

JP Morgan deu veredito de compra para a Natura (NATU3) após alta de quase 50% em 2026. Quanto é possível lucrar agora?

7 de maio de 2026 - 16:06

Ação saltou mais que o triplo do Ibovespa desde o início de 2026, mas os analistas do JP Morgan calculam que o papel ainda tem espaço para subir

Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies

Fechar
Jul.ia
Jul.ia
Jul.ia

Olá, Eu sou a Jul.ia, Posso te ajudar com seu IR 2026?

FAÇA SUA PERGUNTA
Dúvidas sobre IR 2026?
FAÇA SUA PERGUNTA
Jul.ia
Jul.ia