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Banco estabeleceu preço-alvo de R$ 75,30 para os papéis, citando crescimento de vendas e ganho de margem líquida com redução da alavancagem financeira
As ações da Americanas (AMER3) receberam uma recomendação de compra pela equipe do BB Investimentos, que estabeleceu preço-alvo de R$ 75,30 para os papéis — valor que equivale a uma alta de 104% sobre a cotação de terça (21).
A análise divulgada nesta quarta (22) surge em um momento em que as ações das gigantes do varejo acumulam forte queda, após ganhos expressivos no início da pandemia: os papéis da Americanas (AMER3) recuam 51% neste ano, negociados na faixa de R$ 36.
O desempenho na bolsa reflete a preferência dos investidores por outros segmentos do varejo, descontados em 2020 por conta do covid-19, além das preocupações com o acirramento da concorrência no e-commerce e a capacidade da Americanas em seguir ganhando participação de mercado e entregar rentabilidade ao seus acionistas, segundo o BB.
"Considerando nossas projeções já para 2021, com crescimento de vendas e ganho de margem líquida com redução da alavancagem financeira, entendemos que o preço corrente está muito aquém do valor justo da companhia. Por essa razão, alteramos nossa recomendação para compra".
BB, em relatório
Para estabelecer o novo preço-alvo, ante os R$ 36,81 do relatório anterior, o BB incorporou os resultados do segundo trimestre e revisou premissas de crescimento e rentabilidade para o curto prazo, contemplando a redução da alavancagem financeira nos próximos meses.
O banco diz em relatório que a expectativa é de que as vendas do canal digital sigam apresentando forte crescimento. O movimento seria justificado pelas iniciativas tomadas para aumentar a competitividade dos vendedores e o nível de serviço.
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O BB cita também como impulso para as vendas online as iniciativas que buscam aumentar a recorrência do cliente via entrada em categorias com maior frequência de compra.
"Apesar disso, não observamos recuperação das margens operacionais ainda este ano, mas sim apenas de 2022 em diante, conforme a companhia for sendo capaz de diluir as despesas com vendas e cashback e se beneficiar das sinergias a serem capturadas em decorrência da combinação dos negócios", diz a analista Georgia Jorge.
O novo preço-alvo de R$ 75,30 para os papéis da Americanas (AMER3) estabelecido pelo BB está em linha com a expectativa do mercado. Segundo dados da plataforma TradeMap, a mediana das estimativas aponta para o valor de R$ 80.
A plataforma reúne dados de 16 casas de análise: 10 recomendam a compra das ações da varejista, enquanto seis relatórios falam em manutenção dos papéis.
No balanço mais recente, a Americanas reverteu o prejuízo de um ano atrás, com lucro de R$ 224,9 milhões no segundo trimestre, mas os analistas avaliaram que o resultado, no geral, foi misto ou até mesmo fraco.
A Americanas teve lucro, mas considerando o resultado pró-forma. Ajustada, a última linha do balanço revelou um prejuízo de R$ 84,7 milhões - resultado até pior do que o de um ano atrás, quando a empresa apresentou R$ 36,2 milhões negativos.
Além disso, o GMV (volume bruto de mercadorias) subiu menos que o da concorrência, 33%. A operação online cresceu 37%, acima de Via (VVAR3), mas abaixo de Magazine Luiza (MGLU3) e Mercado Livre (MELI).
A margem bruta e a margem Ebitda, que medem a rentabilidade, foram pressionadas pela maior penetração das vendas online e investimentos em marketing e novas iniciativas: ficaram em 30,8% e 10,4%, respectivamente.
A recomendação do BTG é de compra, com preço-alvo de R$ 40. “Do ponto de vista de valuation, a Azzas está sendo negociada a cerca de 7x P/L para 2026, um nível significativamente descontado em relação aos pares do setor”, afirma o banco
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