O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.
Esse espaço é um complemento às notícias do site.
Recurso Exclusivo para
membros SD Select.
Gratuito
O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.
Esse espaço é um complemento às notícias do site.
Você terá acesso DE GRAÇA a:
Única da área de gestão ambiental na B3, empresa planeja expandir atuação nos Estados Unidos por meio de novas aquisições
Responda rápido (e honestamente): você sabe quem é a Ambipar (AMBP3) e o que ela faz?
Se a sua resposta foi não, calma, você não está sozinho. Tem muito investidor dito qualificado por aí que também não conseguiria responder a esta pergunta.
Explicar quem é a Ambipar e o que ela faz foi um dos desafios que os executivos se depararam durante o encontro que empresas e bancos fazem com investidores antes de uma oferta pública inicial de ações (IPO, na sigla em inglês), o chamado roadshow.
Também, pudera. Não há nenhuma companhia na Bolsa que atua na mesma área que a Ambipar – de gestão ambiental, com uma divisão de valorização de resíduos e outra de atendimentos de acidentes envolvendo produtos químicos.
“Para 99% [dos investidores] foi novo”, disse a CEO da Ambipar, Cristina Andriotti, em entrevista exclusiva. “O nosso roadshow foi basicamente explicar o que era o nosso negócio nas duas verticais, porque nenhum [investidor] conhecia.”
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADECONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
Além de ser a única empresa de gestão ambiental na B3, ela é uma das poucas a ser comandada por uma mulher – para se ter uma ideia, todas as companhias que compõem o Ibovespa são encabeçadas por homens.
Leia Também
Mas ser diferente dos outros é considerado pelos executivos um dos principais pontos da tese de investimento da Ambipar. Desde que foi fundada em 1995, a empresa aposta no desenvolvimento de tecnologias próprias para uma área que apenas recentemente ganhou importância, diante da conscientização da sociedade e do mundo financeiro sobre a necessidade de preservação do meio ambiente.
Enquanto outros nomes ainda se posicionam no mercado, a Ambipar já é considerada referência em gestão ambiental, com presença em 15 países, 3 mil funcionários e uma receita na casa de R$ 500 milhões.
E a empresa não demonstra sinais de que vai se acomodar. A administração já tem planos de continuar a expandir as atividades, principalmente no exterior, e prevê fechar o ano com um crescimento de dois dígitos do lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda, na sigla em inglês).
Sediada em Nova Odessa, interior de São Paulo, a Ambipar foi fundada por Tercio Borlenghi Junior, atualmente presidente do conselho de administração e acionista controlador, com 56,2% do capital social (a quantidade de ações em circulação no mercado é de 33,3%).
Cristina – que entrou na empresa há 12 anos como diretora de serviços – contou que Borlenghi quis fundar uma empresa de gerenciamento de resíduos quando esta questão não era discutida no País. E mais, teve a ambição de transformar os resíduos em novos produtos.

“Lixo era lixo, e normalmente, seja industrial ou comercial, ia para aterro”, disse. “Era complicado naquele momento prospectar os clientes, porque isso era um tema muito novo no Brasil, valorizar resíduos.”
Um dos primeiros contratos da Ambipar foi com a indústria de papel e celulose, grande geradora de resíduos. Com uma política de aterro zero, a empresa apostou na técnica da compostagem, processo de decomposição de materiais, o que resultou na geração de adubo orgânico, que acabou sendo utilizado nas florestas deste cliente – os executivos da Ambipar não revelam com quem têm contratos, mas afirmam que trabalham com grandes nomes da Bolsa.
“Nós somos uma das pioneiras a montar compostagem a partir de lodo industrial. O primeiro pátio de compostagem aqui, no Estado de São Paulo, é da Ambipar. Esse pátio existe até hoje”, diz a CEO.
O sucesso fez a Ambipar investir para além da gestão de resíduos vindos da área de papel e celulose. Apostando no desenvolvimento de tecnologia própria, a empresa expandiu para outros segmentos, como a indústria de cosméticos e mineração. E com a questão da preservação do meio ambiente em voga pelo mundo, abordar os clientes ficou muito fácil.
Ser dominante numa área poderia ser suficiente para qualquer empresa, mas a Ambipar resolveu desbravar outro mercado. Em 2008, ela criou a parte de response.
Esta divisão atua em gerenciamento de crises e atendimento a emergências ambientais, químicas e biológicas. Ela possui uma série de especialistas capacitados para lidar com acidentes envolvendo produtos químicos e poluentes, atuando em diversos modais de transporte, com 150 bases de atendimento espalhadas pelo Brasil e o mundo.
Pode até parecer que a Ambipar fugiu do escopo original de negócios quando inaugurou a frente de response, mas Cristina explicou que há muita sinergia com a parte de gestão de resíduos.
“A maioria das emergências [atendidas] é um tombamento numa área verde, de preservação, de nascente de rio. Se não for feito da forma correta, com equipes especializadas, você tem um grande estrago ambiental”, disse.

A divisão chegou, inclusive, a atuar durante a pandemia, dado que também é especializada em desinfecção de ambientes. Em fevereiro, quando o governo do Reino Unido retirou seus cidadãos da cidade de Wuhan, epicentro da covid-19 na China, a Ambipar foi chamada pelas autoridades para realizar a descontaminação das aeronaves usadas no translado.
Este e outros episódios ajudaram a Ambipar a acessar mercados em que ela não atuava, como varejo e alimentos. Como parte da veia inovadora, ela desenvolveu um desinfetante composto por nano partículas e reagentes capazes de inativar a covid-19 e outros vírus presentes no ambiente e em superfícies.
Apesar de mais nova, a divisão de response respondeu por quase 52% da receita líquida da Ambipar no terceiro trimestre. Com R$ 91,3 milhões, a receita do segmento registrou alta de 56% em relação ao mesmo período de 2019, puxada pelas operações fora do Brasil, onde a administração entende que está o caminho do crescimento.
Mesmo com presença no exterior e com atividades consolidadas no País, a Ambipar ambicionava por mais, especialmente fora do País. Para não ficar estagnada, a empresa precisava de capital. E foi aí que entrou o IPO.
A Ambipar estreou no mercado acionário em meados de julho. Mesmo com a pandemia pesando sobre o desempenho da Bolsa, a empresa conseguiu precificar as ações no topo da faixa indicativa, em R$ 24,75, levantando R$ 1,08 bilhão. E no final do primeiro dia de negócios, as ações fecharam com alta de mais de 18%.
Os planos de abertura de capital já estavam sendo preparados há muito tempo. Em 2012, ela realizou uma reorganização societária, virando uma holding. Além disso, investiu durante este período para ganhar “musculatura”, adquirindo empresas na América do Sul, Europa e Estados Unidos. Tudo isso para estar pronta para abrir o capital.
“O que nos motivou a ir para o IPO foi a vontade de expandir e sermos maiores, mas para isso precisávamos de mais investimento, de investir mais no negócio. O Tércio é uma pessoa que sempre falou ‘olha, sei exatamente para onde quero ir’”, afirmou a CEO.
A maior parte dos recursos levantados foi destinada justamente para novas fusões e aquisições. Com o foco voltado na expansão de sua presença no mercado de atendimento emergencial nos Estados Unidos, a Ambpar fez algumas aquisições desde o IPO, caso da Intracoastal Environmental, One Stop Environmental Services e Allied International Emergency. Com estas empresas, ela passou a ter bases de atendimento nos estados do Texas, Alabama, Georgia e Flórida
Segundo o CFO e diretor de relações institucionais, Thiago Silva, a ideia é replicar nos Estados Unidos a estrutura criada aqui no Brasil, com padronização de procedimentos e centralização dos atendimentos de chamadas. Ele explica que, nos Estados Unidos, os serviços de atendimento emergencial são bastante pulverizados, sem um grande nome nacional.
“A gente acredita que replicando a estrutura lá, fazendo aquisições de empresas regionais ou especializadas em um tipo de produto químico ou modal de transporte, levando toda essa standarização e criando essa central de emergência, além de criar bastante sinergia, temos um potencial enorme de crescimento”, disse. “Mas longe de querer consolidar o mercado americano, até porque o maior player não tem nem 4% [de participação], é um mercado muito grande.”
O foco lá fora não significa que os recursos do IPO não foram utilizados no Brasil também. A ideia é fortalecer ainda mais a parte de gestão de resíduos em áreas em que a Ambipar é pouco presente, especialmente no Norte e Nordeste.
Recentemente, ela anunciou a aquisição de 60% de participação na AFC Soluções Ambientais, que atua com gerenciamento de resíduos industriais em Pernambuco, Paraíba e Rio Grande do Norte.
Também no segmento de meio ambiente, a Ambipar adquiriu, no ano passado, a Verde Ghaia e a Âmbito Negócios Sustentáveis, duas empresas especializadas em sistemas de monitoramento legal capazes de monitorar alterações em requisitos da legislação ambiental e realizar a gestão de prazos de licenças.
E para não dizer que o IPO fez com que a Ambipar deixasse de investir em tecnologia própria, Cristina promete revelar em breve um novo produto que permitirá aos clientes rastrear os resíduos. A perspectiva é de que ele seja lançado ainda neste semestre.
“Eu quero que cada um dos meus clientes tenha absoluta certeza, 24 horas por dia eles vão poder acessar, é o que estamos fazendo com os resíduos. De que forma eles estão sendo valorizados e para onde eles estão sendo destinados”, disse.
Itaú BBA e Santander mantêm visão positiva para a empresa, citando o ciclo global de investimentos em redes elétricas, mas apontam riscos e pressões no horizonte mais próximo
Em entrevista ao Seu Dinheiro, Fabio Itikawa diz que empresa entra em 2026 mais eficiente, menos alavancada e pronta para atrair investidores
A companhia é afetada pelos desdobramentos do conflito no Oriente Médio, com custos do combustível e de frete na linha de frente dos impactos
“Hoje, na data do protocolo deste procedimento, a companhia não tem condições de realizar o pagamento sem interromper as suas operações”, disse o Pão de Açúcar
Situação dos rebanhos nos EUA e tarifas da China também afetam o cenário para a carne bovina; JBS, MBRF e Minerva podem sofrer, e, em 2026, o seu churrasco deve ficar ainda mais caro
As diferenças estão na forma como essas negociações acontecem e no grau de participação do Judiciário no processo.
Fintech recebe licença bancária no Reino Unido e lança oficialmente o Revolut Bank UK, acelerando o plano de se tornar uma plataforma financeira global
Varejista entrou em recuperação extrajudicial e suspendeu os pagamentos por 90 dias para tentar reorganizar suas finanças
A maior produtora global de açúcar e etanol de cana já havia dito que estava avaliando a reestruturação da sua dívida e que uma recuperação extrajudicial estava entre as possibilidades
Joint venture de Cosan e Shell busca 90 dias de suspensão de pagamentos enquanto negocia reestruturação com bancos e investidores
A movimentação, que já havia sido antecipada ao mercado no mês passado, traz nomes de peso do setor financeiro para o colegiado
Analistas do Itaú BBA e do Citigroup reforçam a tese positiva para a mineradora após encontro com o CEO e o diretor de RI da companhia
No MRV Day, gestão contou os planos para acabar de vez com o peso da operação nos EUA. O objetivo é concentrar esforços no mercado brasileiro para impulsionar margens e retorno aos acionistas
Analistas dizem que o turnaround funcionou — mas o mercado já parece ter colocado essa melhora na conta; veja a tese
Banco revisa estimativas após resultados do 4º trimestre e mantém recomendação de compra para a fabricante brasileira de aeronaves
Cosan diz que modelo proposto não ataca o nó estrutural da Raízen e defende mudanças mais profundas na companhia de energia e combustíveis
Os objetivos do BRB são reforçar a estrutura de capital, fortalecer os indicadores patrimoniais e ampliar a capacidade de crescimento das operações
A rede varejista afirmou que ficam de fora dessas negociações os débitos com fornecedores, parceiros e clientes, bem como obrigações trabalhistas, que não serão afetadas
Apesar de bilionária, a cifra representa uma melhora de quase 40% em relação ao 4T24; veja os destaques do balanço
Direcional reportou lucro líquido de R$ 211 milhões em outubro e dezembro, alta de 28% na base anual, e atingiu ROE recorde de 44%; CEO Ricardo Gontijo atribui avanço à demanda resiliente e aos ajustes no Minha Casa Minha Vida