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Kaype Abreu
Kaype Abreu
Formado em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná (UFPR). Colaborou com Estadão, Gazeta do Povo, entre outros.
nova taxa básica

Banco Central confirma expectativa do mercado e eleva Selic para 5,25%

Para a próxima reunião, o Copom já contratou outro ajuste da mesma magnitude, mas enfatizou que a decisão depende da evolução da atividade econômica

Kaype Abreu
Kaype Abreu
4 de agosto de 2021
18:48 - atualizado às 19:03
Roberto campos neto, presidente do Banco Central, entidade que mexe na Selic, a taxa básica de juros
O presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto. - Imagem: Marcelo Camargo/Agência Brasil

O Banco Central anunciou nesta quarta-feira (4) a elevação da taxa Selic de 4,25% para 5,25%, conforme expectativa majoritária dos agentes do mercado financeiro.

A decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) - unânime entre seus integrantes - marca a quarta alta seguida da taxa básica de juros, em meio a uma contínua alta dos preços.

Em março, o BC tirou a Selic da mínima histórica ao elevá-la de 2% para 2,75% e subiu a taxa na mesma proporção em maio e junho.

Para a próxima reunião, o Copom já contratou outro ajuste da mesma magnitude, mas enfatizou que a decisão depende da evolução da atividade econômica, do balanço de riscos e "das projeções e expectativas de inflação para o horizonte relevante da política monetária".

Ao elevar a taxa básica em um ponto percentual, o BC mira as metas de inflação considerando o calendário o calendário de 2022 e, em menor grau, o de 2023.

"Esse ajuste também reflete a percepção do Comitê de que a piora recente em componentes inerciais dos índices de preços, em meio à reabertura do setor de serviços, poderia provocar uma deterioração adicional das expectativas de inflação", disse o BC.

O que pesou na decisão do Banco Central

O Banco Central elencou em comunicado os fatores que levaram a um aumento de 1 ponto na taxa básica de juros.

No cenário externo, a evolução da variante Delta da Covid-19 adiciona risco à recuperação da economia global, disse o BC. Para o Comitê ainda há risco relevante de aumento da inflação nas economias centrais.

"Ainda assim, o ambiente para países emergentes segue favorável com os estímulos monetários de longa duração, os programas fiscais e a reabertura das principais economias", disse em comunicado.

Em relação à atividade econômica brasileira, os indicadores recentes continuam mostrando evolução positiva, disse o BC. Para a autoridade monetária, há recuperação "robusta do crescimento econômico ao longo do segundo semestre".

Para o Copom, a inflação ao consumidor continua "se revelando persistente". "Os últimos indicadores divulgados mostram composição mais desfavorável".

"Destacam-se a surpresa com o componente subjacente da inflação de serviços e a continuidade da pressão sobre bens industriais, causando elevação dos núcleos".

O BC também ponderou que há novas pressões em componentes voláteis, como a possível elevação do adicional da bandeira tarifária e os novos aumentos nos preços de alimentos. "Em conjunto, esses fatores acarretam revisão significativa das projeções de curto prazo".

Selic: trajetória de ajustes

A autoridade monetária iniciou o ajuste na taxa básica diante da aceleração das expectativas para a inflação e o avanço do IPCA — que chega a 8,35% em 12 meses, com os dados de junho divulgados pelo IBGE.

Desde a penúltima decisão do Copom, o mercado foi ainda surpreendido de maneira positiva com um crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) de 1,2% no primeiro trimestre.

Os dados levaram os agentes econômicos a reajustar para cima as estimativas para o crescimento da economia brasileira em 2021, em meio a um avanço da vacinação no país.

Segundo o boletim Focus, o mercado espera um crescimento do PIB de 5,30% neste ano e de 2,10% em 2022. Para o próximo ano, a inflação medida pelo IPCA avançaria 3,81%. O centro da meta para o índice em 2022 é de 3,5%, com tolerância de 2% a 5%.

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