Recurso Exclusivo para
membros SD Select.

Gratuito

O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.

Esse espaço é um complemento às notícias do site.

Você terá acesso DE GRAÇA a:

  • Reportagens especiais
  • Relatórios e conteúdos cortesia
  • Recurso de favoritar notícias
  • eBooks
  • Cursos
decisão do copom

Pressionado pela inflação e no auge da pandemia, BC deve aumentar a Selic pela primeira vez em seis anos

Na avaliação do mercado, as expectativas de inflação e o risco fiscal devem pesar sobre decisão do Copom, anunciada no fechamento do pregão desta quarta

Homem puxa juros para cima
Imagem: Shutterstock

O Comitê de Política Monetária (Copom) deve anunciar nesta quarta-feira (17) o primeiro aumento da taxa básica de juros, a Selic, em quase seis anos. A expectativa é majoritária entre agentes do mercado financeiro, sendo que a maioria espera ajuste de 50 pontos-base, para 2,50% ao ano.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

A elevação da Selic já era esperada conforme a crise provocada pela pandemia arrefecesse, tendo em vista que a taxa básica está hoje no menor patamar da história, em 2% ao ano.

O problema é que o BC provavelmente dará início a um processo de aperto monetário no pior momento da pandemia da covid-19, que obriga a economia a fechar novamente em vários Estados.

O impacto da decisão do Copom sobre a economia real não é imediato. Por isso, deve pesar para o BC a contínua aceleração nas expectativas de inflação, na avaliação do mercado.

Na edição mais recente do Boletim Focus, do BC, as instituições financeiras projetam o IPCA a 4,60% ao final deste ano, acima do centro da meta de inflação estabelecida para 2021, que é de 3,75% — com o teto em 5,25%. Mas há também agentes no mercado projetando o indicador estourando o teto da meta e perigosamente acima do centro no ano que vem.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

O principal instrumento da autoridade monetária para perseguir a meta de inflação é taxa de juros. A alta da Selic desestimula o crédito e o consumo, o que impacta a alta dos preços. Hoje, as instituições acreditam que o BC vai aumentar a Selic até chegar 4,50% no final do ano, segundo o Focus.

Leia Também

ATENÇÃO, ESTUDANTES!

Pé-de-Meia volta a ser pago em agosto; veja quem recebe a quinta parcela e as datas de depósito

Conteúdo BTG Pactual

Copa BTG Trader abre inscrições e oferece prêmio de até R$ 1 milhão; veja como participar

O economista-chefe da Quantitas, Ivo Chermont, diz que essa precificação do ajuste na taxa e nas expectativas de inflação já é motivo para alta da Selic. “Não é desejável criar uma curva excessiva [de juros, uma diferença muito grande entre o patamar atual e a expectativa futura]”, diz.

Chermont acrescenta que o risco fiscal aumentou nos últimos meses e lembra de episódios envolvendo o governo que despertaram desconfiança do mercado, entre eles a interferência na Petrobras e o tramite da PEC emergencial, em que se considerou deixar o Bolsa Família fora do teto de gastos. A gestora espera que a Selic aumente em 0,75 pontos nesta quarta.

Já o Banco BV está no grupo majoritário que projeta uma alta de 0,50 pontos hoje. Mas o economista-chefe da instituição, Roberto Padovani, segue a mesma linha de Chermont ao dizer que há uma "desconfiança aguda" em relação à gestão sanitária, ambiental e fiscal por parte do governo.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Em uma espécie de contrapeso ao governo, o BC tentará mostrar que tem responsabilidade. "A postura pode ser bem vista e melhorar os índices de confiança", diz Padovani. O economista afirma que o ajuste não seria um aperto monetário e que, em termos reais, a Selic continuará baixa.

A última vez que o BC subiu a taxa básica de juros foi em 29 de julho de 2015, ainda no governo de Dilma Rousseff, quando foi de 13,75% para 14,25%. A queda começou em 19 de outubro do ano seguinte, a 14%.

Contra a maré

Do lado minoritário de quem defende a taxa de juros no atual patamar, a gestora Persevera afirma que a inflação não está próxima do descontrole e que a atividade econômica "não está nem perto de voltar", segundo Guilherme Abbud, sócio da gestora.

"A gente teve uma puxada [da inflação] por causa do auxílio emergencial, mas a rigor mas não tem nada de recorrente", diz. Para ele, o BC deveria manter a taxa de juros no mesmo nível e esperar por mais dois meses "para ter um ponto de vista melhor".

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Mesmo acreditando nisso, Abbud prevê o Copom já aumentando a Selic nesta quarta-feira, tendo em vista ainda o passado inflacionário do Brasil, que "deixou muitas cicatrizes".

Para o mercado, a reação imediata da provável alta da Selic deve ser de uma curva de juros menos inclinada e uma queda do dólar, com mais especuladores estrangeiros chegando no país e aumentando a oferta da moeda norte-americana.

O movimento de apreciação do real também tende a arrefecer a inflação no longo prazo, pois a alta do dólar está hoje disseminada pela economia, no preço da gasolina e dos alimentos, por exemplo.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
Antiga sede dos Correios 31 de julho de 2026 - 12:19
Bolsa Família 2025 31 de julho de 2026 - 5:38
Ilustração de pessoa assitindo chuva de meteoros 30 de julho de 2026 - 17:02
William Foster, vice-presidente da Moody's Ratings e responsável pela classificação soberana do Brasil. 30 de julho de 2026 - 12:05
Montagem mostrando cédulas e moedas de real espalhadas numa mesa; no topo, uma placa de madeira com a sigla FGTS, em verde 29 de julho de 2026 - 14:41
Pix 29 de julho de 2026 - 9:18

CONTRADIÇÃO LATINO-AMERICANA

Brasileiros usam cada vez menos dinheiro vivo — e a culpa é do Pix

29 de julho de 2026 - 9:18
Luiz Inácio Lula da Silva e Flávio Bolsonaro eleições 29 de julho de 2026 - 9:02
Matt Damon em cena do filme 28 de julho de 2026 - 14:06
Nota 100 Reais Rasgada Inflação IPCA deflação agenda econômica ipca 28 de julho de 2026 - 13:53
Pix automático 28 de julho de 2026 - 13:25
Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies

Fechar