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O resultado ficou abaixo das estimativas apuradas pelo Projeções Broadcast, que iam de US$ 2,000 bilhões a US$ 4,156 bilhões, com mediana de US$ 2,500 bilhões
Ainda em meio às incertezas sobre o futuro do Brasil, na esteira da segunda onda da pandemia do novo coronavírus, os Investimentos Diretos no País (IDP) somaram apenas US$ 174 milhões em junho, informou o Banco Central (BC). No mesmo período do ano passado, o montante havia sido de US$ 5,165 bilhões.
O resultado ficou abaixo das estimativas apuradas pelo Projeções Broadcast, que iam de US$ 2,000 bilhões a US$ 4,156 bilhões, com mediana de US$ 2,500 bilhões. Pelos cálculos do Banco Central, o IDP de junho indicaria entrada de US$ 2,5 bilhões.
No acumulado do primeiro semestre, o ingresso de investimentos estrangeiros destinados ao setor produtivo somou US$ 25,691 bilhões. A estimativa do BC para este ano é de IDP de US$ 60 bilhões. Este valor foi atualizado no último Relatório Trimestral de Inflação (RTI), publicado em junho.
No acumulado dos 12 meses até junho deste ano, o saldo de investimento estrangeiro ficou em US$ 46,629 bilhões, o que representa 3,02% do Produto Interno Bruto (PIB).
O investimento estrangeiro em ações brasileiras ficou positivo em US$ 2,523 bilhões em junho, segundo o Banco Central. Em igual mês do ano passado, o resultado havia sido positivo em US$ 192 milhões. No acumulado do primeiro semestre, o saldo ficou positivo em US$ 8,695 bilhões.
Já o investimento líquido em fundos de investimentos no Brasil ficou negativo em US$ 4,69 milhões em junho. No mesmo mês do ano passado, ele havia sido positivo em US$ 239 milhões. No primeiro semestre, os fundos registram saídas líquidas de US$ 284 milhões.
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O saldo de investimento estrangeiro em títulos de renda fixa negociados no País ficou positivo em US$ 2,560 bilhões em junho. No mesmo mês do ano passado, havia ficado positivo em US$ 1,948 bilhão. No acumulado do primeiro semestre, o saldo em renda fixa ficou positivo em US$ 12,095 bilhões.
O Banco Central promoveu sua revisão ordinária anual das Estatísticas do Setor Externo. Com a revisão, o déficit em transações correntes para o ano de 2020 subiu de US$ 24,1 bilhões (1,7% do Produto Interno Bruto) para US$ 25,9 bilhões (1,8% do PIB). Já o Investimento Direto no País (IDP) passou de US$ 34,2 bilhões para US$ 44,7 bilhões.
As revisões também acarretaram mudanças nos números de 2021. Para o período acumulado de janeiro a maio deste ano, o déficit em transações correntes passou de US$ 6,2 bilhões para US$ 9,8 bilhões. No caso do IDP, o acumulado no período foi de US$ 22,5 bilhões para US$ 25,5 bilhões.
As revisões agora promovidas, conforme o BC, levaram em conta dados da pesquisa de Capitais Brasileiros no Exterior (CBE) de 2020 e do primeiro trimestre de 2021; do Registro Declaratório Eletrônico - IDP e da Declaração Econômico-Financeira (DEF) dos quatro trimestres de 2020 e do primeiro trimestre de 2021; e do Registro Declaratório Eletrônico - Registro de Operações Financeiras (RDE-ROF) de 2020 e do período de janeiro a maio de 2021.
O BC promove revisões nas Estatísticas do Setor Externo nos meses de julho e novembro de cada ano. Ele pode ser acessado aqui.
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