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2021-02-24T09:37:47-03:00
Renan Sousa
alta nos preços

Gasolina pressiona IPCA-15 e índice é o maior para fevereiro desde 2017

Mesmo vindo abaixo das projeções do mercado (0,50), a prévia da inflação teve a maior alta para o mês de fevereiro em quatro anos

24 de fevereiro de 2021
9:37
Posto de combustível em Brasília
Posto de combustível em Brasília - Imagem: Marcelo Camargo/Agência Brasil

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15) veio abaixo da mediana das expectativas do mercado, variando 0,48% no mês de fevereiro, ante 0,50% das projeções. Mesmo assim, o avanço é maior para fevereiro desde 2017, quando o IPCA-15 variou 0,54%.

Pressiona para cima

O indicador desacelerou em relação a janeiro deste ano, quando ficou em 0,78%. Quem pressionou o indicador para cima foi o preço dos combustíveis, com a gasolina subindo 3,52%, o etanol, 2,36% e o óleo diesel, 2,89%.

Com isso, o setor de transportes foi o que mais influenciou o IPCA-15, tendo elevação de 1,11% no total, impactando em 0,22 pontos percentuais o valor final do índice. O segundo maior impacto veio do segmento de Educação, variando 2,39% e contribuindo com 0,15 pontos percentuais. A retirada de descontos praticados pelas instituições ao longo de 2020 e os reajustes anuais do início do ano contribuíram para essa variação.

Pressão para baixo

Após a alta de 1,44% em janeiro, o segmento de Habitação oscilou para baixo 0,74% devido a uma queda nas tarifas de energia elétrica, que passaram da bandeira vermelha patamar 2, em dezembro, para amarela em janeiro e fevereiro, considerando o período de referência do IPCA-15.

O grupo de Alimentação e Bebidas também vem sofrendo uma desaceleração, saindo de 1,53% em janeiro para 0,56% em fevereiro. Esse setor foi impactado pela queda nos preços da batata inglesa, leite longa vida, óleo de soja e arroz. 

Por estado

Todas as regiões pesquisadas apresentaram variação positiva em fevereiro, com exceção de Goiânia (-0,03%). O maior índice foi observado na região metropolitana de Fortaleza (0,95%), principalmente por causa das altas nos cursos regulares (8,86%). Na capital goiana, o índice foi impactado principalmente pela queda na energia elétrica (-4,88%).

No acumulado dos 12 meses, o avanço foi de 4,57%

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