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Mediana das projeções para o IPCA de 2021 subiram pela décima semana consecutiva, para 4,60%, segundo Relatório Focus
Na semana em que o Comitê de Política Monetária (Copom) se reunirá para definir o rumo da política monetária, os economistas voltaram a elevar as projeções para a inflação em 2021, colocando ainda mais pressão por um aumento da taxa básica de juros (Selic).
O Relatório Focus, divulgado nesta segunda-feira (15) pelo Banco Central (BC), mostra que a mediana das projeções para o Índice Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) ao final do ano passou de 3,98% para 4,60%.
Esta foi a décima semana consecutiva que o relatório mostra uma revisão positiva das estimativas, que cada vez mais se afastam do centro da meta estabelecida para 2021 – 3,75%, com o teto em 5,25%.
A inflação está sob pressão desde o final do ano passado, com a combinação de dólar alto e dos preços dos alimentos. Na semana passada, o IBGE divulgou que o IPCA de fevereiro foi de 0,86%, acima dos 0,25% apurados em janeiro, a maior leitura para um mês de fevereiro desde 2016.
Com o resultado do mês passado, o IPCA acumula alta de 1,11% no ano e, em 12 meses, de 5,20%, acima dos 4,56% observados nos 12 meses imediatamente anteriores.
A escalada da inflação pressiona os membros do Copom a elevar a taxa básica de juros, atualmente no menor patamar da história, em 2,00% ao ano. O Relatório Focus mostra que os economistas esperam que a Selic encerre o ano em 4,50% ao ano.
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A projeção para a taxa de câmbio, fator que está pressionando a inflação, passou pela quarta revisão positiva consecutiva. Para o final do ano, a expectativa é de que a cotação do dólar atinja R$ 5,30.
O Boletim Focus apresentou ainda as novas estimativas dos economistas para a atividade econômica e a situação fiscal do país, em estado delicado.
A mediana das estimativas para o crescimento do PIB em 2021 recuou pela segunda semana seguida, de 3,26% para 3,23%. Há um mês, as projeções indicavam uma expansão de 3,43%.
Em relação ao endividamento do país, o Focus mostrou que a mediana das projeções para a dívida líquida do setor público, como proporção do PIB, avançou de 64,44% para 65%.
A expectativa para o déficit primário para 2021 foi piorada, de 2,80% para 2,90%, enquanto a projeção para o déficit do resultado nominal em 2021 foi de 7,00% para 7,10%.
O resultado primário reflete o saldo entre receitas e despesas do governo, antes do pagamento dos juros da dívida pública. Já o resultado nominal reflete o saldo já após as despesas com juros.
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