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Adolfo Sachsida também citou que o avanço do IPCA reforça a necessidade de “ancoragem” das expectativas do lado fiscal da economia
O secretário de Política Econômica do Ministério da Economia, Adolfo Sachsida, disse ao jornal O Estado de S. Paulo que está seguro de que a alta do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) será passageira e que o índice terminará o ano dentro da meta de inflação, com o trabalho do Banco Central e o avanço da agenda de reformas.
Para ele, a inflação mais alta, divulgada nesta quarta-feira, reforça a necessidade de "ancoragem" das expectativas do lado fiscal (contas públicas) da economia e de avanço na agenda de reformas pró-mercado.
"A agenda de privatizações e concessões e abertura econômica é um poderoso estímulo ao aumento da concorrência, melhora da eficiência econômica e redução de preços ao consumidor", ressaltou Sachsida.
A inflação surpreendeu em maio e ficou mais alta do que o esperado. O IPCA apresentou alta de 0,83% em relação ao mês anterior. A média esperada era de 0,71%. Em 12 meses, a inflação está rodando em 8,06%.
O secretário disse que o processo de consolidação fiscal produz o ambiente necessário para ancorar expectativas e manter estável a trajetória inflacionária.
Ele contestou a avaliação de que a inflação mais alta facilita o ajuste fiscal ao turbinar as receitas. "Inflação não ajuda, sempre atrapalha. No médio prazo, isso tudo é perdido com uma estrutura produtiva prejudicada pela inflação e pela indexação dela decorrente", justificou.
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Sachsida disse ainda que a inflação vai ceder com o governo "fazendo a sua parte".
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