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Como integrar equipes e manter a cultura da empresa após uma fusão

Fechar o acordo é só o primeiro passo de uma longa jornada. Adquirir uma empresa não é como comprar uma bicicleta, computador ou um smartphone

9 de setembro de 2021
5:31 - atualizado às 14:41
fusão e aquisição conceitos de negócios, juntar-se a empresa em peças de quebra-cabeça para integrar equipes
"Integrar empresas e pessoas é um processo longo, trabalhoso, mas, se feito com cuidado, é recompensador" Imagem: Shutterstock

Fusões e aquisições fazem parte do mercado de tecnologia. Porém, fechar o acordo é só o primeiro passo de uma longa jornada. Adquirir uma empresa não é como comprar uma bicicleta, computador ou um smartphone.

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Negócios são compostos por um ou mais produtos ou serviços criados e/ou conduzidos por pessoas que, para ter resultados, fazem isso bem. Tão bem que é interessante para a sua própria companhia essa fusão. Então como integrar e manter a sinergia de uma maneira benéfica para todos?

No geral, essa integração começa antes mesmo da compra ou fusão. Além de fazer sentido para a adquirente incluir esse novo negócio em seu ecossistema, é recomendado também considerar o fit cultural, ver se as visões das duas empresas de fato combinam.

Não falo em unificar a cultura e sim em criar sinergia entre as adquiridas, para que o bom trabalho seja mantido e aperfeiçoado com benchmarking interno e as trocas de ideias que podem acontecer.

São muitos os aspectos que precisam ser observados para uma boa integração, tanto do lado do negócio quanto das pessoas. Eles não são opostos, mas é importante separar as atividades para melhorar a coordenação e o planejamento.

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Ter um time sênior cuidando desse processo e uma abordagem metodológica robusta ajuda bastante. É importante observar o estágio de maturidade de cada empresa e adaptar a metodologia quando for necessário. Deve-se entender que metodologia é um guia, um norte. Não dá para “forçar” que todos adotem um padrão único de forma de trabalho.

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Considerando os negócios, uma das metodologias utilizadas é dividir em três pilares para a integração:

  • Backoffice, que são as incorporações dos setores financeiros, contábeis, fiscais, compras, facilities, jurídico, entre outras;
  • Tecnologia, nas frentes de microinformática, infraestrutura, redes e segurança da informação e;
  • Produto, que engloba todas as áreas relacionadas ao desenvolvimento, integração e lançamento desse produto integrado, que também envolve atividades do comercial, marketing e atendimento ao cliente.

Indo para o lado das pessoas, acredito ser de suma importância manter na empresa os seus fundadores e os seus times após a fusão. Além de melhorar o alinhamento e engajamento dos funcionários, isso ajuda a fazer com que a companhia permaneça no caminho idealizado pelos fundadores lá atrás, com um fluxo contínuo de ideias para o negócio e cultura, contribuindo para a inovação e entrega de resultados sólidos.

É preciso garantir a sinergia e comunicação fluida entre todas as partes, realizando um onboarding especial para as unidades - ajudando a despertar o senso de pertencer - mapeando as sinergias e planejando os próximos passos para proporcionar a melhor experiência possível para quem está chegando.

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Esse é um trabalho contínuo, com unificação de sistemas de gestão e equalização de cargos e benefícios - tudo sem deixar de lado a essência da cultura daquela unidade, que é muito importante que continue entre os times, somando e complementando com a que já temos, criando novas oportunidades e espaços para trocas e inovação.

Integrar empresas e pessoas é um processo longo, trabalhoso, mas, se feito com cuidado, é recompensador, pois é capaz de juntar talentos, oxigenar ideias, aperfeiçoar processos de inovação e claro, juntar mais mentes brilhantes em torno de um mesmo objetivo.

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