A rima das commodities, último capítulo da novela da MP da Eletrobras e outros destaques
A história não se repete, mas rima. Se Mark Twain fosse um analista do mercado financeiro, provavelmente seria um grande especialista em ciclos econômicos. CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE Logo no começo da crise da covid-19, quem ousasse falar em investir em commodities ou ações de empresas produtoras de matérias-primas seria taxado […]

A história não se repete, mas rima. Se Mark Twain fosse um analista do mercado financeiro, provavelmente seria um grande especialista em ciclos econômicos.
Logo no começo da crise da covid-19, quem ousasse falar em investir em commodities ou ações de empresas produtoras de matérias-primas seria taxado de louco.
As cotações de todas elas — inclusive do ouro, considerado ativo de proteção — desabaram em meio ao pânico nos mercados diante da total incerteza sobre os rumos da pandemia.
No caso do petróleo, ocorreu algo inimaginável: os preços chegaram a ficar no negativo — ou seja, teve gente pagando para se livrar do óleo.
Estava claro que em algum momento as cotações iriam se recuperar. O que poucos esperavam é que a volta aconteceria tão rapidamente e com tamanha intensidade.
Os trilhões em estímulos despejados na economia pelos governos levaram a um aumento súbito da procura por produtos básicos, ao mesmo tempo em que as cadeias de suprimento estavam desorganizadas pela pandemia.
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A grande dúvida dos especialistas agora é se estamos de fato diante de um novo “superciclo” das commodities ou se a pressão sobre os preços vai arrefecer quando houver uma sinalização mais clara de que os juros vão subir lá fora.
Esse é justamente o tema da coluna do Matheus Spiess desta terça-feira. Ele traça um panorama do vai e vem das cotações e diz o que esperar das ações de empresas produtoras de matérias-primas, como a Vale.
O que você precisa saber hoje
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MERCADOS
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O que mexe com os mercados hoje? A ata da reunião do Copom deve dar o tom dos negócios, juntamente com a repercussão da aprovação da MP da Eletrobras, que deve movimentar o cenário interno. Já no exterior, a fala do presidente do Fed deve acalmar os ânimos dos investidores, preocupados com a antecipação de retirada de estímulos e alta dos juros.
Mais um banco estrangeiro resolveu melhorar a recomendação do Brasil para seus clientes. Depois do Bank of America, o suíço UBS agora classifica o mercado de ações brasileiro como “overweight” — ou seja, com recomendação de compra. Entenda o que está por trás da mudança de perspectiva.
EMPRESAS
Novela perto do fim. A Câmara dos Deputados aprovou o texto-base da MP que viabiliza a privatização da Eletrobras, e rejeitou as sete emendas que foram incluídas pelo Senado no projeto, que agora será encaminhado para sanção presidencial.
Após a “tempestade perfeita” com a paralisação de viagens durante a pandemia, que ocorreu em meio à descoberta de fraudes contábeis, a operadora de turismo CVC anunciou que fará um aumento de capital para iniciar a recuperação.
O setor de telecomunicações tem tudo para agitar o noticiário e o mercado nos próximos meses. A compra da Oi Móvel pelo consórcio formado por Claro, TIM e Vivo tem enfrentado forte resistência por parte de entidades de defesa do consumidor e concorrentes, que pedem à Anatel e ao Cade até mesmo a rejeição da operação.
ECONOMIA
O governo quer mexer no seu dividendo. Para cobrir o "rombo" previsto com a proposta de aumento da faixa de isenção do imposto de renda, o ministro Paulo Guedes sugeriu a volta da tributação dos proventos pagos aos acionistas. Confira nesta matéria o que está em jogo.
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