O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.
Esse espaço é um complemento às notícias do site.
Recurso Exclusivo para
membros SD Select.
Gratuito
O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.
Esse espaço é um complemento às notícias do site.
Você terá acesso DE GRAÇA a:
Preços na bolsa estão em valores promocionais, visando um cenário de ruptura institucional. Em não havendo ruptura, os valores podem subir
Seria um novo começo ou o começo do fim? Ou não seria ponto de inflexão algum? Afinal de contas, fora das novelas e dos filmes de Hollywood, não precisamos necessariamente caminhar para um final contundente. Podemos continuar andando a esmo, perdidos no labirinto da crise interna que nós mesmos criamos.
“As pessoas que param de crer em Deus ou na bondade continuam a acreditar no diabo. Não sei por quê. Não, realmente não sei por quê. O mal é sempre possível. E a bondade é eternamente difícil.”
Entrevista com o Vampiro
Tenho tentado organizar o pensamento e a matriz de probabilidades em três cenários possíveis: um fim terrível, o terror sem fim e a trégua efetiva.
É pseudointeligente afirmar que essa é necessariamente só mais uma rodada de morde e assopra do presidente Bolsonaro. Ele já esticou e afrouxou a corda várias vezes. Essa seria só mais uma.
Como no caso do sapo e do escorpião, “é a minha natureza”. O cético na capacidade de mudança sempre soa mais profundo e austero. O pessimista é sempre percebido como mais sofisticado. A postura crítica rende dividendos intelectuais.
Da minha parte, porém, acredito que desta vez seja diferente. Sim, eu sei dos problemas dessa frase. É quase um pecado no mercado financeiro acreditar que “desta vez é diferente”.
Leia Também
Todos conhecem a piada: “As quatro palavras mais perigosas do mercado são ‘desta vez é diferente’”. Mas poucos conhecem sua réplica: “As doze palavras mais perigosas são ‘as quatro palavras mais perigosas do mercado são desta vez é diferente’”. Na média, em 20% dos casos, as coisas são diferentes mesmo.
À sua maneira, políticos têm sua racionalidade. E, como leitor de Nassim Taleb e Gerd Gigerenzer, só consigo ligar a racionalidade à sobrevivência. Não há driver maior para a mudança do que o medo.
Concretamente, já há algo diferente nesse movimento de Jair Bolsonaro. Ele é um documento escrito. Não me parece que tenha sido coincidência essa característica, que guarda paralelos, inclusive, com outra carta fatídica de Michel Temer, cujo título ostentava “verba volant, scripta manent”. A palavra falada voa, a escrita permanece.
Aquele documento foi um marco importante na catálise do processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff, tal como o atual pode ser um marco para o fim do governo Bolsonaro tal como nós o conhecemos.
Rasgar um documento escrito pode ter consequências igualmente concretas. As pessoas costumam ser cobradas por rompimentos de contratos.
Também não me parece coincidência a proximidade entre Michel Temer e Alexandre de Moraes, tampouco a representação de Temer, uma prosopopeia do establishment político brasileiro e sua institucionalização.
Recorrer a Michel Temer de maneira tão pública e explícita é ceder ao establishment (escrevo isso no sentido positivo, porque o momento requer a conciliação com o establishment, menos atrito e mais harmonia).
Dos três cenários ventilados, a hipótese do terror sem fim me parece a menos provável. Por uma razão muito simples: o Brasil não aguenta um ano e meio sob o clima da semana passada. Ou Bolsonaro mudava ou tiravam ele de lá.
O próprio Bolsonaro parece ter percebido isso. Boa parte do PIB já não está com ele. A pressão pelo acolhimento dos pedidos de impeachment cresce. Kassab já flertava com o impedimento; o PSDB rumou para a oposição.
Dado o medo do fim terrível, a hipótese da trégua efetiva emerge como a mais provável. O mesmo Kassab já veio se manifestar dizendo que a carta afasta o risco de impeachment, com a condicional “por enquanto”. Ou seja, a se continuar o clima de respeito institucional e abrandamento do ambiente belicoso, o país volta a ter um mínimo de tranquilidade.
O risco de uma ruptura diminui, o cenário de cauda sai do radar (ao menos no curto prazo). Não será fácil, muito menos temos resolvidos todos nossos problemas.
A inflação continua alta, as projeções para o PIB de 2022 seguem caindo, a crise hídrica ainda é uma questão relevante a ser monitorada, precisamos de uma solução para a peça de ficção batizada de Orçamento de 2022.
Mas a nuvem da ruptura institucional e de um país em colapso por mais de um ano começa a se dissipar. É nas horas de saída da tempestade que se ganha mais dinheiro.
Sem nuvens no céu, o sol, sendo sempre o melhor detergente, ilumina muito facilmente a realidade e permite que tudo seja visto com muita tranquilidade. Os preços estão perto do justo, sem grandes oportunidades.
Momentos de tempestade são de baixa luz do sol, por construção. Os preços são também de tempestade. E quando a chuva passa, o sol volta.
Mais uma vez, a teoria do cercadinho encontra validação empírica. Flertamos com o abismo e voltamos. Os preços ainda estão em valores promocionais, contemplando um cenário de ruptura institucional. Em não havendo ruptura, os preços devem ser outros no futuro.
Vai haver frustrações, dificuldades, frustrações, volatilidade, choro e ranger de dentes. Mas não será desta vez que o Brasil vai explodir.
Se você tem intenção de comprar barato, é nesses momentos que existem oportunidades de multiplicação. Em céu de brigadeiro, não tem muita onda.
Com intuito de apontar algumas dessas oportunidades, eu e Caio Mesquita estaremos hoje, às 19h, comentando o cenário e apontando ações para comprar agora. Você é nosso convidado.
A Equatorial decepcionou quem estava comprado na ação para receber dividendos. No entanto, segundo Ruy Hungria, a força da companhia é outra; confira
Diferente de boa parte das companhias do setor, que se aproveitam dos resultados estáveis para distribui-los aos acionistas, a Equatorial sempre teve outra vocação: reter lucros para financiar aquisições e continuar crescendo a taxas elevadíssimas
Os brechós, com vendas de peças usadas, permitem criar um look mais exclusivo. Um desses negócios é o Peça Rara, que tem 130 unidades no Brasil; confira a história da empreendedora
Entre ruídos políticos e desaceleração econômica, um indicador pode redefinir o rumo dos juros no Brasil
Mesmo o corte mais recente da Selic não será uma tábua de salvação firme o suficiente para manter as empresas à tona, e o número de pedidos de recuperação judicial e extrajudicial pode bater recordes neste ano
Confira qual a indicação do colunista Matheus Spiess para se proteger do novo ciclo de alta das commodities
O conflito acaba valorizando empresas de óleo e gás por dois motivos: a alta da commodity e a reprecificação das próprias empresas, seja por melhora operacional, seja por revisão de valuation. Veja como acessar essa tese de maneira simples
O Grupo Pão de Açúcar pode ter até R$ 17 bilhões em contas a pagar com processos judiciais e até imposto de renda, e valor não faz parte da recuperação extrajudicial da varejista
Veja qual foi a empresa que venceu o Leilão de Reserva de Capacidade e por que vale a pena colocar a ação na carteira
Mesmo após salto expressivo dos papéis, a tese continua promissora no longo prazo — e motivos para isso não faltam
Entenda por que é essencial separar as contas da pessoa física e da jurídica para evitar problemas com a Receita
Em geral, os melhores hedges são montados com baixa vol, e só mostram sua real vitalidade depois que o despertador toca em volume máximo
Saiba o que afeta a decisão sobre a Selic, segundo um gestor, e por que ele acredita que não faz sentido manter a taxa em 15% ao ano
O conflito no Oriente Médio adiciona mais uma incerteza na condução da política monetária; entenda o que mais afeta os juros e o seu bolso
O foco dos investidores continua concentrado nas pressões inflacionárias e no cenário internacional, em especial no comportamento do petróleo, que segue como um dos principais vetores de risco para a inflação e, por consequência, para a condução da política monetária no Brasil
Entenda qual é a estratégia da britânica Revolut para tentar conquistar a estatueta de melhor banco digital no Brasil ao oferecer benefícios aos brasileiros
Crescimento das despesas acima da renda, ascensão da IA e uberização da vida podem acabar com a classe média e dividir o mundo apenas entre poucos bilionários e muitos pobres?
O custo da campanha de um indicado ao Oscar e o termômetro das principais categorias em 2026
Saiba quais os desafios que a Petrobras precisa equilibrar hoje, entre inflação, política, lucro e dividendos, e entenda o que mais afeta as bolsas globais
O corte de impostos do diesel anunciado na quinta-feira (12) afastou o risco de interferência na estatal, pelo menos por enquanto