🔴 ONDE INVESTIR 2026: ESTRATÉGIAS DE ALOCAÇÃO, AÇÕES, DIVIDENDOS, RENDA FIXA, FIIS e CRIPTO – ASSISTA AGORA

Recurso Exclusivo para
membros SD Select.

Gratuito

O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.

Esse espaço é um complemento às notícias do site.

Você terá acesso DE GRAÇA a:

  • Reportagens especiais
  • Relatórios e conteúdos cortesia
  • Recurso de favoritar notícias
  • eBooks
  • Cursos

A vida imita a crônica: o dia em que a Suíça virou Brasil

Aconteceu nos últimos dias exatamente o que “nunca” deveria acontecer no mercado de capitais da Suíça: muita instabilidade, parecida com a de mercados emergentes

4 de abril de 2021
6:50 - atualizado às 13:11
Imagem: Shutterstock

Olá, seja muito bem vindo ao nosso papo de domingo que às vezes é sobre tecnologia, às vezes sobre investimentos, mas raramente sobre algo interessante. 

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Na semana passada escrevi uma pequena crônica, inventando um banqueiro chamado Noah

Primeiro, eu não imaginava que receberia (sem exageros) dezenas de e-mails, com mais de 80% deles curtindo o humor ácido que deu vida ao Noah. 

Obrigado, mas essa não é a parte mais interessante. 

O mais legal é que nesta semana que deixamos para trás, aconteceu EXATAMENTE o que "nunca" deveria acontecer no mercado de capitais da Suíça: muita instabilidade, parecida com a de mercados emergentes.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Queimou a língua, diria minha vó. 

Leia Também

Enquanto eu estiver te contando essa história, pense como teria sido a semana do Noah, se ele existisse além dessa coluna. 

Dando contornos ao óbvio

Estabilidade de retornos e diversificação são coisas que caminham lado a lado. 

Isso vale para uma carteira de ações, e vale para empresas também. 

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Nem mesmo um investidor que fez pacto com o diabo teria uma carteira composta apenas por OIBR3, COGN3 e IRBR3. O diabo não aguentaria tanto risco.

Da mesma maneira, a estabilidade de uma empresa depende da diversificação de suas fontes de receita.

Uma empresa com mais de uma linha de receitas, por exemplo a Apple, têm muito mais previsibilidade que a média das empresas.

Quando a diversificação de produtos se soma à diversificação geográfica, como no caso da Apple vendendo iPhones, iPads e tudo mais ao redor do mundo inteiro, a coisa fica ainda melhor. 

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Se uma economia emergente em que a empresa faz negócios está em completo caos econômico, certamente outras regiões estarão na ponta oposta, balanceando a coisa toda. 

Se olharmos para as principais empresas da Bolsa brasileira, veremos que isso ocorre apenas parcialmente. 

A Vale é a maior empresa do Ibovespa, e de fato, suas receitas provém do mundo inteiro, mas em especial da China.

Depois vem os bancos Itaú, Bradesco, Banco do Brasil, Santander… são também colossos, com diversas linhas de negócios, mas extremamente concentrados no Brasil. 

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

E por aí vai. 

A estabilidade que se espera na Bolsa de um país desenvolvido provém disso: as suas principais representantes tendem a ser empresas globais. 

No caso da Suíça, como brincamos na semana passada, são nomes como Nestlé, Novartis e Credit Suisse. 

A natureza desses negócios, muito mais geograficamente diversificados, com certeza é um fator poderoso para explicar a diferença de volatilidade que vemos lá e aqui. 

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Mas obviamente, sabemos que é muito mais do que isso. Como diz o economista Marcos Lisboa, o Brasil não é pobre à toa, isso aqui é um trabalho de profissionais.

Uma semana de Brasil

O que eu disse acima se aplica, digamos, 99% do tempo.

O problema é aquela 1%, que como todos sabemos, é vagabundo…

Na última segunda-feira, o Credit Suisse, que foi alvo do humor ácido de Noah na semana passada, caiu 13,47%. 

Depois, caiu 3,5% na terça e 5,95% na quarta. 

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Neste momento, o maior banco suíço negocia em patamares nominais similares aos de 1994. 

Eventos como esse são extremamente raros. 

Nos últimos 5 anos, a volatilidade média diária da ação do Credit Suisse foi de aproximadamente 0,05%. 

O desvio padrão dos retornos diários foi de aproximadamente 2,08%.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Todos sabemos que o mercado não se comporta como uma distribuição normal de probabilidades (a curva de sino), mas a grande maioria de nós acorda todos os dias esperando que o pregão de hoje seja parecido com o de ontem. 

Até que loucuras como essa acontecem.

Quem está investindo com você?

A queda do Credit Suisse não tem nada a ver com qualquer aspecto demográfico, geográfico ou econômico do país em que ele está inserido. Muito pelo contrário. 

O problema veio da China. 

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

O Credit estava entre as principais contrapartes da Archegos, um family office (que cuida de grandes fortunas) chinês que simplesmente implodiu ao longo das últimas semanas. 

Resumindo uma longa história: extremamente alavancado (uns US$ 10 bilhões em ativos e mais de US$ 50 bilhões em exposição bruta) e com posições em várias ações que o mercado chama de "Hotéis de Hedge Funds" — aqueles nomes em que vários hedge funds grandes possuem posições —, o Archegos foi stopado e recebeu chamadas de margem enormes que não conseguiu fazer frente. 

O último fato relevante que eu vi sobre o Credit Suisse falava em "perdas significativas", e os comentários em Bloomberg, Reuters e outros veículos falam de 3 até 5 bilhões de francos suíços. Dinheiro pra caramba. 

Como disse meu amigo Ruy Hungria, que também é colunista do Seu Dinheiro, se o Noah tivesse que se explicar aos seus clientes, ele diria algo assim:

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

"Caros clientes, perdemos 13% hoje. Considerando o desvio padrão das nossas bolsas e a taxa de juros negativa, esperamos recuperar a grana perdida em cerca de 25 anos. Obrigado pela confiança."

Conclusão

Gostamos de pensar em termos objetivos e métricas simples. Médias, desvios padrão, alguns indicadores gráficos… mas a realidade cisma em ser muito mais complexa do que isso. 

Mesmo dentro do próprio Credit Suisse, seus principais executivos sequer deviam ter conhecimento do que estava rolando. 

Quem dirá os investidores…

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Comprar uma ação é um processo que se dá num ambiente de informação EXTREMAMENTE imperfeita.

Não importa o quão boa seja a sua análise, ou o quanto você confie na pessoa que orienta seus investimentos, evite a concentração excessiva, mesmo naquilo que parece seguro.  

Existem muitas coisas que sequer sabemos que não sabemos. 

Contato

Se você gostou dessa coluna, pode entrar em contato comigo através do e-mail telaazul@empiricus.com.br, com ideias, críticas e sugestões. 

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Também pode seguir acompanhando meu trabalho através do Podcast Tela Azul, em que, todas as segundas-feiras, eu e meus amigos André Franco e Vinicius Bazan, falamos sobre tecnologia e investimentos.

Aproveite para se inscrever no nosso Telegram; todos os dias, postamos comentários sobre o impacto da tecnologia no mercado financeiro (e no seu bolso).

Um abraço!

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

COMPARTILHAR

Whatsapp Linkedin Telegram
TOUROS E URSOS #258

Ibovespa nos 200 mil pontos? Gringos compram tudo — mas cadê os investidores brasileiros

4 de fevereiro de 2026 - 14:00

Bruno Henriques, head de análise de renda variável do BTG Pactual, fala no podcast Touros e Ursos sobre a sua perspectiva para as ações brasileiras neste ano

BRASIL NO CENTRO DO MUNDO

Bolsa com força total: gringos despejam R$ 26,3 bilhões em janeiro na B3 e superam todo o fluxo de 2025

3 de fevereiro de 2026 - 20:00

Entrada recorde de capital internacional marca início de 2026 e coloca a bolsa brasileira em destaque entre emergentes

MAIS ENERGIA PARA A CARTEIRA

Tchau, Vale (VALE3): BTG escolhe nova “vaca leiteira” para sua carteira de dividendos — saiba qual é a ação escolhida para renda passiva

3 de fevereiro de 2026 - 18:35

A Axia (ex-Eletrobras) foi uma das ações que mais se valorizou no ano passado, principalmente pela privatização e pela sua nova política agressiva de pagamentos de dividendos

DA CIDADE PARA O CAMPO

BTAL11 migra para fiagro e terá primeiro programa de recompra de cotas; entenda os impactos para os cotistas

3 de fevereiro de 2026 - 14:02

A iniciativa faz parte da estratégia do BTG Pactual para aumentar a distribuição de dividendos e permitir uma maior flexibilidade para a gestão

MERCADOS HOJE

Ibovespa salta para históricos 187 mil pontos e dólar cai. Corte da Selic é um dos gatilhos do recorde, mas não é o único

3 de fevereiro de 2026 - 12:31

Para a XP, o principal índice da bolsa brasileira pode chegar aos 235 mil pontos no cenário mais otimista para 2026

DEPOIS DE A HOLDING PEDIR RJ

Fictor Alimentos (FICT3) desaba 40% na B3. Por que o mercado não acreditou que a empresa ficará de fora da RJ da holding?

2 de fevereiro de 2026 - 15:34

Discurso de separação não tranquilizou investidores, que temem risco de contágio, dependência financeira e possível inclusão da subsidiária no processo de recuperação

DESTAQUES DA BOLSA

Raízen (RAIZ4) dispara, volta a ser negociada acima de R$ 1 e lidera as altas do Ibovespa na semana; veja os destaques

1 de fevereiro de 2026 - 15:00

Fluxo estrangeiro impulsiona o Ibovespa a recordes históricos em janeiro, com alta de dois dígitos no mês, dólar mais fraco e sinalização de cortes de juros; Raízen (RAIZ4) se destaca como a ação com maior alta da semana no índice

CRIPTOMOEDAS HOJE

US$ 2,4 bilhões liquidados em 24 horas: Bitcoin (BTC) sofre nova derrocada e opera abaixo dos US$ 80 mil. O que explica?

1 de fevereiro de 2026 - 12:01

Queda do bitcoin se aprofunda com liquidações de mais de US$ 2,4 bilhões no mercado como um todo nas últimas 24 horas, enquanto incertezas macro voltam a pesar sobre as criptomoedas

BALANÇO DO MÊS

Ibovespa dispara em janeiro e nenhum outro investimento foi páreo — nem mesmo o ouro

30 de janeiro de 2026 - 19:34

Novos recordes para a bolsa brasileira e para o metal precioso foram registrados no mês, mas as ações saíram na frente

NÃO PERCA O PRAZO

Gol (GOLL54) vai sair da bolsa com OPA, mas adesão ao leilão não é automática; veja o que o investidor deve fazer

30 de janeiro de 2026 - 18:13

A adesão ao leilão não é obrigatória. Mas é mais difícil vender ações de uma companhia fechada, que não são negociadas na bolsa

DESCE E SOBE

Fundo imobiliário TGAR11 cai 14% em três dias, mas BB-BI diz que não é hora de vender — entenda o que pode impulsionar o FII na bolsa agora

30 de janeiro de 2026 - 12:55

O analista André Oliveira, do BB-BI, reitera a recomendação de compra, especialmente para os investidores mais arrojados

NA ROTA DO CRESCIMENTO

FIIs driblam juros altos com troca de cotas, mas há riscos para os cotistas? O BTG Pactual responde

29 de janeiro de 2026 - 15:21

O banco avalia que a estratégia de aquisição via troca de cotas veio para ficar e, quando bem executada, tem potencial de geração de valor

BUSCA POR SEGURANÇA

Ibovespa dispara no ano, mas investidores brasileiros estão receosos e tiram dinheiro da bolsa, diz XP

29 de janeiro de 2026 - 14:15

Uma fatia menor da carteira dos brasileiros está em ativos na bolsa, como ações, ETFs, FIIs e outros, e cresce a proporção dos investidores que pretende reduzir sua exposição à renda variável

VIROU PASSEIO

Ouro ultrapassa os US$ 5.500 pela 1ª vez e faz BTG elevar preço-alvo da Aura (AURA33) para US$ 87; Ibovespa alcança inéditos 186 mil pontos

29 de janeiro de 2026 - 12:39

Apetite dos BC, fuga do dólar e incertezas no Japão impulsionaram os metais preciosos a recordes, enquanto por aqui, o principal índice da bolsa brasileira reverberou a sinalização do Copom, dados e balanços nos EUA

A VISÃO DO GESTOR

BTRA11 e BTAL11: por que o BTG está convertendo esses FIIs em fiagros — e como isso pode turbinar os seus dividendos

29 de janeiro de 2026 - 6:04

Tiago Lima, sócio e head de distribuição da BTG Pactual Asset Management, conta ao Seu Dinheiro que a mudança é um marco de modernização e destravará dividendos para os cotistas

GLOW UP NA BOLSA

A troca de look da Riachuelo: Guararapes define data para a estreia do novo ticker na B3

28 de janeiro de 2026 - 19:52

Segundo a varejista, a iniciativa busca aproximar o código de negociação do nome pelo qual a marca é amplamente reconhecida pelo público

BOLSA E CÂMBIO

Uma Super Quarta nos mercados: Ibovespa bate novo recorde aos 184 mil pontos e ouro atinge marca histórica; dólar fica estável a R$ 5,20

28 de janeiro de 2026 - 19:25

Índice supera 185 mil pontos intradia em dia de decisão sobre juros nos EUA e no Brasil; Vale e Petrobras puxam ganhos, enquanto Raízen dispara 20%

REFORÇO FINANCEIRO

Raízen (RAIZ4) dispara 20% com expectativa por aumento de capital de R$ 1 bilhão; ação volta a valer mais de R$ 1

28 de janeiro de 2026 - 17:55

A forte valorização desta quarta-feira começou no dia anterior (27), em meio à expectativa de que a companhia realize uma reestruturação financeira

BOLSA EM FESTA

Recorde do Ibovespa é fichinha: bolsa brasileira pode ir a 300 mil pontos — e o investidor brasileiro pode chegar atrasado

28 de janeiro de 2026 - 17:02

Com fluxo estrangeiro forte e juros ainda altos, gestores alertam para o risco de ficar fora do próximo ciclo da bolsa

BOLSA E CÂMBIO

Dólar leva tombo e fecha a R$ 5,20 — o menor nível desde maio de 2024 — graças a empurrão de Trump 

27 de janeiro de 2026 - 20:04

Ibovespa volta a renovar máxima durante a sessão e atinge os inéditos 183 mil pontos; mas não é só o mercado brasileiro que está voando, outros emergentes sobem ainda mais

Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies

Fechar