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Ele é um fundo que atinge, na veia, a ideia do Felipe Miranda, que também é a minha: é possível que o varejo invista de forma praticamente idêntica à major league. O público geral não precisa ficar preso às armadilhas dos investimentos ruins.
No fim deste mês, o Carteira Universa faz dois anos. Como a gente já cansou de falar, ele é o nosso fundo carro-chefe. É o fundo multimercado que materializa as ideias do Carteira Empiricus, capitaneado por Felipe Miranda, João Piccioni e a talentosíssima equipe deles. Mas isso você já está cansado de saber.
O que eu queria mostrar um pouco aqui é o Universa-verso. Vim trazer alguns dados e informações para você sobre quem faz com que o Carteira Universa seja o que ele é. E quem faz isso são os cotistas. Os quase 30 mil cotistas do fundo, que hoje conta com um patrimônio líquido de R$ 1.424.695.404 (dia 16/06). Quase um bilhão e meio de reais!
Carl Sagan, em seu livro Bilhões e Bilhões, não me deixaria mentir quando visse um número desses: se chegou ao bilhão, já é todo um universo.
Para começo de conversa: rentabilidade, que é o que interessa.
(Ah, importante: a fonte de todos os dados que vou apresentar aqui é a própria Vitreo, naturalmente).
Peguei os dados da cota do dia 16/06/2021.
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Desde o início, no dia 28/06/2019, o retorno do Carteira Universa é de 17,42%. O CDI, que é o benchmark de todo fundo multimercado, subiu 6,82%. Isso é mais do que o dobro do CDI neste período. No ano de 2021, essa discrepância é ainda maior. O Carteira Universa sobe 5,20%, e o CDI sobe 1,11%.
O gráfico dessa performance fica assim:

A queda de fevereiro e março de 2020, por conta da pandemia do coronavírus, foi particularmente dolorosa com o Carteira Universa. Mas o fundo se recuperou muito bem.
Sobre isso, veja este gráfico (do início do fundo até 31/05/21):

A área azul mostra o volume de aportes financeiros no Carteira Universa nesses dois anos. No período tivemos aprox. R$ 1,6 bilhões em aportes e algo próximo de R$ 300 milhões em resgates.
A linha laranja mostra qual é a rentabilidade acumulada acima do CDI até o dia 16/06/21 de cada data de aplicação. A medida que o gráfico vai chegando perto da data atual, ele fica mais “instável” por que os retornos são acumulados em um prazo menor. A informação continua certa, mas tem um ruído por conta do horizonte mais curto.
Quem aplicou no 1º dia do fundo em 28/06/19 acumula até hoje 10,60% acima do CDI. Quem aplicou em 23/03/20 (acertou em cheio a cota mais baixa do fundo) e acumula um retorno de mais de 1.100% do CDI.
O mais importante aqui é a consistência. E a linha laranja não nos deixa mentir: ela está acima do 100% do CDI na imensa maioria do tempo. Apenas as aplicações que estão abaixo da linha de 100% estão com rentabilidade acumulada abaixo do CDI.
Sendo mais preciso, nesses dois anos, apenas os aportes feitos no seguintes intervalos não estão ganhando do CDI. Ou seja, apenas aportes feitos nesses 64 dias indicados abaixo estão perdendo do CDI. Aportes feitos nos outros 420 dias da amostra ganham do CDI (87% do tempo).

Esses R$ 371 milhões que ainda estariam perdendo do CDI representam 22,65% dos aportes totais no fundo. Eu conjuguei o verbo como “estariam” porque não sei dizer se esses investidores ainda estão com os recursos investidos no fundo.
Tenho mais a falar sobre isso. Confira o histograma do Carteira Universa: o Carteira Universa tem entregado retorno acima do CDI para seus investidores em 76,5% dos “dinheiros” aplicados.

A coluna maior indica que 44% das aplicações feitas (média dos valores aplicados) no fundo tem retorno acumulado entre 200 e 300% do CDI. E isso corresponde a R$ 703 milhões dos valores investidos no fundo.
Dentre as aplicações abaixo do CDI, 12,4% perdem do CDI mas estão positivas enquanto 11% estão negativas. Se a sua rentabilidade no Carteira Universa está; portanto, abaixo do CDI, não há motivos para você não acreditar em uma retomada. É o que o fundo tem feito historicamente (sempre lembrando que não há garantias de rentabilidade aqui, ok?).
E aqui eu vou fazer o puxão de orelha que o Kiki é o responsável por fazer: se você mantiver uma política de aporte recorrente (aportes mensais, por exemplo), as chances de você ter performance negativa em um fundo como esse diminuem sistematicamente. Como eu disse, em 87% dos dias da sua existência, uma aplicação no Carteira Universa resultou em um retorno acumulado acima do CDI até hoje. Por isso é tão importante expor seu patrimônio a mais momentos de mercado.
Quer ver? Fizemos um exercício. Se você tivesse aplicado R$ 21.000 ao todo no Carteira Universa em três cenários. Esse exercício tem como data final sempre o dia 31/05/2021.

Se tivesse investido R$ 5.000 em 31 de dezembro de 2019 e fosse aportando R$ 1.000 mensais até chegar à data final do exercício, teria no fim R$ 22.593 (brutos de impostos, como sempre), com uma TIR (taxa interna de retorno) de 8,60% ao ano.
Se tivesse investido R$ 5.000 em 28 de junho de 2019 (a primeira cota do fundo) e fosse aplicando R$ 727,27 nos meses subsequentes (para inteirar o valor de R$ 21.000 de investimento), você teria no fim R$ 23.306,20, com uma taxa interna de retorno de 9,02%.
Finalmente, a gente “forçou a barra” e pensou em um aporte inicial na pior data possível, o dia que antecedeu as quedas do coronavírus, 19 de fevereiro de 2020. O pior dia para se investir no Carteira Universa nesses dois anos. Um típico exercício de “worst case scenario” (pior caso possível).
Se você tivesse investido R$ 7.000 nessa data e fosse aportando R$ 1.000 por mês, mesmo assim, você teria uma rentabilidade positiva. Teria, no dia 31/05/2021, o equivalente a R$ 22.733,34, com uma taxa interna de retorno ainda muito interessante, de 7,80% ao ano.
Isso prova, de forma bastante pragmática, como uma política de aportes recorrentes pode fazer diferença.
Lembrando que estes resultados são uma simulação, e os resultados efetivos do fundo podem ser diferentes.
Agora vamos conhecer melhor os cotistas do fundo.
A maior parte dos cotistas do Carteira Universa tem entre R$ 300 mil e R$ 600 mil. Um pouco mais de 16% deles. Mas há uma proporção praticamente igual de cotistas com menos de R$ 100.000, o que mostra o caráter democrático e acessível do fundo.
Analisando o fundo como um todo, ele tem 30% de mulheres investidoras e 70% de homens investidores.

Tenho orgulho em dizer que 77,02% desses investidores são do público geral, enquanto 22,31% são qualificados e 0,67% são profissionais.
Acho uma boa proporção para um fundo como esse, e tenho convicção de que os investidores qualificados e profissionais estão satisfeitos com sua entrega até aqui.
Ele é um fundo que atinge, na veia, a ideia do Felipe Miranda, que também é a minha: é possível que o varejo invista de forma praticamente idêntica à major league. O público geral não precisa ficar preso às armadilhas dos investimentos ruins.
Dentro de nosso suitability, o perfil desses cotistas tem um quase empate entre os classificados como “Arrojados” (45,33%) e “Moderados” (54,35%) e a maioria (80,92%) de investidores classificados como conhecedores.
O mês de junho já bateu um recorde no Carteira Universa. E estamos no dia 17! É o mês com maior número de pessoas aportando no fundo.

São 5.034 pessoas investindo, entre cotistas aumentando sua exposição e novos cotistas entrantes. Não poderia estar mais feliz, ainda mais no mês de aniversário do fundo.
Nesses dois anos de duração, houve uma média de quase dois reinvestimentos (1,74) dentre os cotistas. Sinceramente, acho que esse número pode melhorar.
Vou lembrar, de novo, do que o Kiki sempre fala: aportando em tranches, de pedacinho em pedacinho (podem ser aportes pequenos), a tendência é que você rentabilize mais e melhor, ainda mais em um fundo como esse, que investe em toda classe de ativo e que tem uma alocação completa para seu patrimônio.
Vou encerrar relembrando um dado qualitativo importante do fundo: NENHUM fundo multimercado similar dá o nível de satisfação ao cliente que nós damos no Carteira Universa.
Em toda primeira quarta-feira do mês, às 19h, toda equipe responsável pelo fundo, tanto na parte de inspiração (Felipe Miranda e equipe) quanto na parte da execução (eu e Kiki), faz uma live só para tirar dúvidas sobre ele. Tudo respondido ao vivo, sem fugir da raia. Respondemos às perguntas mais cabeludas e não escondemos nada dos cotistas e interessados em entrar.
Eu já disse, em uma campanha publicitária passada, que investir no Carteira Universa era fazer com que eu me tornasse o Seu Investidor Profissional. E essa live tem tudo a ver com isso. É um encontro mensal com você, para avaliar como está indo a gestão de seu patrimônio alocado no fundo.
Por tudo isso, o Universa-verso é muito mais do que um numerozinho na área logada. É a materialização de uma filosofia de investimento. Com o olho no olho e a transparência exercendo uma função imprescindível nesse processo.
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