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Giulia Lima Arduin
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Após 24 anos de lançamento, Robert Kiyosaki mostra que ‘Pai rico, pai pobre’ continua mais atual e necessário que nunca

‘Pai rico, pai pobre’ mostra a importância da inteligência financeira nos investimentos, e mostra o motivo de ser uma leitura obrigatória para investidores – mesmo após 24 anos de seu lançamento

14 de novembro de 2021
8:00 - atualizado às 16:09
Pai e filho estão vestindo roupas sociais
'Pai rico, pai pobre' mostra a importância da inteligência financeira nos investimentos, e mostra o motivo de ser uma leitura obrigatória para investidores - mesmo após 24 anos de seu lançamento - Imagem: RawPixel

Pense no seu livro favorito sobre finanças. Aquele que lhe ensinou as bases para enriquecer, criar inteligência emocional, ter mentalidade empreendedora, controlar seu salário e realizar bons investimentos. 

Na minha visão, o título “Pai rico, pai pobre” de Robert T. Kiyosaki cumpre esse papel. Ele representa a ‘molhada de pés’ no vasto mar que é o enriquecimento, e por isso, tornou-se um best-seller. 

E se você não o leu, esta é a hora de recuperar o prejuízo: não é à toa que é considerado um clássico.

Quem é o pai rico da história?

Eu não poderia estragar o enredo contando tal spoiler, ainda que ele seja quase irrelevante à trama. No entanto, é por meio dessa anedota, uma narrativa sobre dois pais - um suposto gênio cheio de dinheiro a quem todos ouviam (e que terminou cheio de dívidas), e outro homem tido pela sociedade como pouco inteligente, por não ter ensinamentos convencionais, mas muitos na escola da vida, terminando rico - que ele desenvolve seu pensamento.

Para facilitar - e simplificar - o pensamento do pai rico, Kiyosaki sintetiza os ensinamentos por ele passados em 6 lições macro, que encabeçam os capítulos homônimos. Dentro destes, ele discorre e esmiuça os pormenores dos aprendizados. As páginas ficam recheadas da sabedoria do empresário - seu pai rico -, que lhe ensinava por meio de exemplos, tal qual a vida.

“O dinheiro é uma forma de poder. Mais poderosa ainda, entretanto, é a educação financeira. O dinheiro vem e vai, mas, se tiver sido educado quanto ao seu funcionamento, você adquire poder sobre ele e começa a construir riqueza.”

Robert Kiyosaki no livro “Pai rico, pai pobre”

Lançado em 1997, ou seja,  24 anos atrás, as lições passadas pelo autor não poderiam ser mais atuais. Ainda que alguns se percam no debate entre a história ser fantasia de Kiyosaki, pois conta com ricos diálogos ainda na infância ou uma reencenação dos ocorridos, fato é que em sua essência o livro segue brilhante. 

O que é interessante é que a edição especial comemorativa de 20 anos do título, além da história original, traz notas extras sobre os assuntos abordados, além de ‘atualizar’ alguns dos fatos abordados - como por exemplo, colocar as cifras atuais da dívida americana e do crédito escolar. 

Uma lição para qualquer fase da vida

Um dos grandes méritos de ‘Pai rico, pai pobre’ é, sem dúvidas, sua capacidade de explicar conceitos complexos da economia de forma simples. Já que ele os aprendeu quando jovem, a linguagem precisava ser extremamente mais simples do que os jargões sofisticados que os adultos usam - e essa é a genialidade dentro do título. 

O pai rico, por vezes, se expressava por meio de explicações ou metáforas filosóficas, para em seguida questioná-los e quebrá-los em ideias simples. Ou, até mesmo, deixava uma lição para o garoto. Conforme a leitura avança, você se pega questionando a grande pompa com que aprendemos a lidar com dinheiro.

Para além do ensinamento sobre finanças, Kiyosaki ressalta o tempo todo um dos principais aspectos para se tornar o “pai rico”: a mudança de mentalidade. Ter o mindset correto é parte essencial de como construir seu patrimônio, lidar para que seu racional vença seu emocional, e claro, criar independência financeira no processo.

O pensamento do ‘pai rico’ versus o ‘pai pobre’

Com uma introdução dedicada a explicar o motivo que o levou a construir um patrimônio significativo em sua vida, e ainda, poder ter escolhido a quem ouvir em sua vida, Robert nos presenteia com diversos exemplos. 

São frases e expressões simples, que dizemos a nós mesmos ou que conhecemos com frequência, e que são parte do problema de nos envolvermos em comportamentos destrutivos para nosso patrimônio.

“Um pai costumava falar: ‘Não posso comprar isso.’ O outro proibia o uso dessas palavras. Insistia que eu falasse “O que posso fazer para comprar isso?” Em um caso, temos uma afirmação, no outro, uma pergunta. Um deixa você sem alternativa, o outro obriga a refletir. Meu ‘pai que logo ficaria rico’ explicava que ao falar automaticamente ‘Não posso comprar isso’ seu cérebro para de se esforçar. (...) Ele incentivava enfaticamente que eu treinasse a minha mente, o computador mais poderoso do mundo. ‘Meu cérebro fica mais forte a cada dia porque eu o exercito. Quanto mais forte ele fica, mais dinheiro ganho.’”

- Trecho do livro "Pai rico, pai pobre"

A importância do pensamento na construção do patrimônio não é nenhuma novidade. O tema já foi abordado anteriormente, em títulos como A Psicologia Financeira, Comporte-se e Psychonomics. Por isso, mais do que um clássico a decorar estantes, ‘Pai rico, pai pobre’ é uma leitura essencial e atemporal.

E se você gosta de títulos que estimulam o pensamento, além de tratar de negócios e finanças, te convido a conhecer o Empiricus Books, clube do livro da Empiricus. Nele, você recebe um título selecionado a dedo pela equipe a cada dois meses, além de outros mimos especiais para complementar a leitura.

Já foram lançados títulos imperdíveis como ‘Princípios’ de Ray Dalio, ‘O Valor de Tudo’ de Mariana Mazzucato e ‘O Efeito Halo’, de Phil Rosenzweig. Te convido a conhecer o clube, para ver mais leituras enriquecedoras.

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