Recurso Exclusivo para
membros SD Select.

Gratuito

O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.

Esse espaço é um complemento às notícias do site.

Você terá acesso DE GRAÇA a:

  • Reportagens especiais
  • Relatórios e conteúdos cortesia
  • Recurso de favoritar notícias
  • eBooks
  • Cursos

A melhor ação para os próximos dez anos: RLOG3 (ou Cosan)

9 de fevereiro de 2021
13:34 - atualizado às 13:21
Usina da Cosan
Usina da Cosan. - Imagem: Divulgação

E se você tivesse que comprar uma única ação, para passar os próximos dez anos com ela, qual seria?

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Pergunta difícil. Também recorrente. Vira e mexe, ela aparece em minhas interações com investidores.

Evito a responsa, fugindo como o diabo da cruz. Uma ambivalência ambulante (com orgulho, pois é do embate dialético comigo mesmo que me surgem as ideias), consigo ser um defensor ferrenho e também um crítico sobre a teoria moderna de finanças.

Prezo pela diversificação. Ela permite reduzir dramaticamente o risco de seu portfólio, preservando retorno potencial. Num mundo de incerteza e aleatoriedade, concentrar numa única aposta pode render machucados insuperáveis. Perder uma grande valorização não muda a sua vida. Será apenas mais uma das oportunidades que lhe passaram — muitas delas você nem percebeu. Já se você comprar uma ação de forma muito concentrada, a suposta oportunidade errada destrói a sua vida.

Há um outro fator objetivo capaz de demonstrar o quanto a diversificação ajuda o investidor. Ela valoriza a ignorância, por mera aplicação da aritmética. Aquela velha discussão imaginária que contemplo na minha cabeça entre Warren Buffett e Nassim Taleb:

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

— A diversificação é a arma daqueles que não sabem o que estão fazendo. 

Leia Também

— Que ótimo, porque normalmente a gente não sabe mesmo.

A gente costuma atribuir competências excessivas e alimentar nosso desejo de controle, achando que sabemos o que vai acontecer no futuro, como se pudéssemos mapeá-lo e antecipá-lo para o presente. 

Então, imagine que o futuro continue impermeável. Se você investe 100% do seu dinheiro numa ação e algo inesperado acontece, você pode perder um bocado de dinheiro. 

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Agora, e se você comprar, sei lá, 30 ações diferentes, o que deve acontecer aleatoriamente depois de dez anos? Um terço deve dar errado. Supomos que vai a zero. Outro terço fica ali meio empatado. E um terço vai dar muito certo, se multiplicando várias e várias vezes, o que paga a conta de todo o portfólio consolidado. 

A diversificação é a forma inteligente de se apropriar da convexidade e da assimetria positiva (mais para ganhar do que para perder) das ações.

Outro ponto importante diante da pergunta de “qual ação comprar para os próximos dez anos?” é que uma década é muito tempo. O mundo está muito dinâmico e tudo pode mudar rápido.

Há uma certa confusão em torno do termo “buy and hold”. Alguns pensam que isso significa comprar uma determinada ação e carregá-la indefinidamente, sem qualquer tipo de reavaliação no meio do caminho. Basta comprar e sentar em cima, que teremos a garantia do sucesso. 

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Obviamente, não funciona assim. O objetivo é comprar e carregar por anos. Mas você deve reavaliar suas posições em bases frequentes. No momento em que a determinada ação atingir o determinado valor intrínseco projetado, mesmo o “buy and holder” deve vendê-la. E, também, se algo mudou no cenário e o valor intrínseco subitamente caiu muito, você também pode ter de se desfazer dela.

O “holder” pode comprar uma ação pensando em vários anos, mas, mesmo dentro de sua filosofia, se desfazer dela amanhã, seja por uma alta inesperada ou por uma mudança de cenário súbita. 

Por isso, crianças, não façam isso em casa. A ideia de “comprar uma única ação para dez anos” deve ser evitada. Ela aparece aqui apenas como uma metáfora, para demonstrar minha convicção no case.

Falo do Grupo Cosan, mais especificamente de RLOG3, que é CSAN3 com desconto. Para mim, ela reúne os elementos necessários para o que seria um ciclo longo de crescimento e valorização, com bom nível de gerenciamento de risco. Alta barreira à entrada em seus negócios, ativos irreplicáveis, management/controlador absurdamente competente e comprometido, governança corporativa alinhada, sólida estrutura de capital, posicionamento único em infraestrutura brasileira e capacidade sem precedentes de alocar capital.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

RLOG3 é a maior posição da minha carteira recomendada de ações. Pretendo mantê-la para longo prazo. Caso você ainda não assine o Palavra do Estrategista, fica aqui o convite para fazê-lo — vamos reajustar os preços de nossas assinaturas e esta pode ser a última chance de assinar por apenas R$ 5/mês. Eu ficaria muito feliz se as pessoas pudessem formar opinião sobre a Empiricus depois de comprar algum de nossos produtos, qualquer que seja.

Deixo claro: meu otimismo com o Grupo Cosan é estrutural e de longa data. Ontem, porém, ele ganhou um reforço importante. A aquisição da Biosev mostrou uma disciplina e uma capacidade de alocar capital de maneira eficiente únicas. Se é para comprarmos um ativo que não é premium, haveremos de pagar barato. Tudo tem o preço certo. O “Binho” foi lá, falou o preço que queria pagar. Acharam caro. Então, ele esperou. O negócio foi se deteriorando e a companhia alvo, endividada, foi naturalmente convergindo para o preço de compra. “Não é nada pessoal, são apenas negócios.” E, numa negociação, quem entra mais frágil acaba perdendo mesmo. 

Raízen pagou US$ 34/tonelada de capacidade da Biosev. Isso já faria uma aquisição bem accretive, quando você compra uma empresa cujos múltiplos são inferiores a seus próprios e, ao consolidar no seu balanço, acaba derrubando os seus próprios múltiplos (média entre o múltiplo já existente e o novo da empresa adquirida). Aí temos sinergias muito importantes, tanto operacionais estritas e diretas, quanto no âmbito da Rumo e das tradings. O total estimado de sinergias é de R$ 6 bilhões, que é basicamente o que pagou entre dinheiro e ações — se incluíssemos o valor presente líquido de até R$ 2 bilhões em benefícios fiscais derivados da transação, vira um negócio simplesmente brutal. No nível atual de preço do açúcar, isso vai gerar caixa muito mais intensamente do que todos poderiam supor a priori.

Eu não consigo identificar outro nome com essa capacidade de alocar capital em Bolsa e um posicionamento estratégico tão precioso. O momento para o açúcar e a excelência operacional na Raízen Energia conferem uma interessante exposição a soft commodities no momento. Raízen Combustíveis nos dá uma posição espetacular para o momento de abertura e normalização da economia, numa marca forte e com espaço para adicionar receita no nível dos postos com pé em consumo e varejo. Compass é uma brutalidade para geração de caixa e distribuição de dividendos, capaz de se beneficiar enormemente do desenvolvimento do mercado de capitais no Brasil e com um potencial de crescimento muitas vezes subdimensionado — está na cara do pré-sal e, se pegar mesmo essa história da Rota 4, vai ser uma nova multiplicação de valor.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Rumo é um caso à parte. Ativo irreplicável, demanda resiliente e inelástica, bem-posicionada para capturar desenvolvimento do modal ferroviário no Brasil e menor dependência do rodoviário, incluindo aí avanços regulatórios — claro que há toda uma questão política delicada envolvendo o assunto, mas a capacidade de negociação do time permite a confiança —, projetos de expansão importantes, exposição ao agro, redução importante do risco de execução a partir de contratos take-or-pay, estrutura de capital finalmente adequada e um valuation atrativo. Mais importante: uma possibilidade de surpreender bastante em volume neste ano, depois de certa frustração em 2020.

Sejamos honestos aqui: Rumo foi um pouco gulosa em preços no ano passado. Achou que poderia remarcar preços, sobretudo no Mato Grosso, e não encontraria grande resistência. Mas a turma se organizou e deu um “susto” de volta. Concorrência com a BR local e até com Hidrovias do Brasil começou a sugerir perda de volume. Olha, tem algumas pessoas com quem é melhor não brigar. Acho que acabou a festa. Entra em cena a famosa “estratégia Skol”. Rumo voltou a ser competitiva em preços e vai amassar a Hidrovias do Brasil — “não deixa o monstrinho crescer”. Estimo mais de 90% dos volumes do ano já contratados pela Rumo neste ano; em 2020, a esta altura, era cerca de 50%. O tema todo de 2020 para Rumo, que foi alguma frustração com volume, está sendo (pra mim, já foi!) superado e pode ter espaço para surpresa.

Gosto de Cosan. Gosto ainda mais de RLOG3, que é CSAN3 com cerca de 5% de desconto. E gosto também de um long RAIL3 x short HBSA3. 

Uns preferem os banqueiros. Outros preferem a turma da cerveja. Para mim, porém, se procuram um novo 3G ou algo parecido com isso, poderiam encontrá-lo em Rubens Ometto, Marcelo Martins e Luis Henrique.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

COMPARTILHAR

Whatsapp Linkedin Telegram
O MELHOR DO SEU DINHEIRO

A verdadeira diversificação nos FIIs, a proposta de cessar-fogo no Irã, e o que mais move as bolsas hoje

6 de abril de 2026 - 8:09

O TRX Real Estate (TRXF11) é o FII de destaque para investir em abril; veja por que a diversificação deste fundo de tijolo é o seu grande trunfo

TRILHAS DE CARREIRA

Entre o que você faz e onde você está: quanto peso dar à cultura organizacional nas suas escolhas de carreira?

5 de abril de 2026 - 8:00

Por que uma cultura organizacional forte é um ativo de longo prazo — para empresas e carreiras

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

O poder elétrico na sua carteira, as novas ameaças de Trump, e o que mais move os mercados

2 de abril de 2026 - 8:30

Axia Energia (AXIA6) e Copel (CPLE3) disputam o topo do pódio das mais citadas por bancos e corretoras; entenda quais as vantagens de ter esses papéis na carteira

EXILE ON WALL STREET

Rodolfo Amstalden: Volta da inflação? Aprenda a falar a língua do determinismo estocástico 

1 de abril de 2026 - 19:45

Com inflação no radar e guerra no pano de fundo, veja como os próximos dados do mercado de trabalho podem influenciar o rumo da Selic

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

O novo momento da Boa Safra (SOJA3), o fim da guerra no Irã e o que mais você precisa ler hoje

1 de abril de 2026 - 8:28

A fabricante de sementes está saindo de uma fase de expansão intensa para aumentar a rentabilidade do seu negócio. Confira os planos da companhia

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

Os terremotos nos mercados com a guerra, a reestruturação da Natura (NATU3) e o que mais mexe com seu bolso hoje

31 de março de 2026 - 8:37

Entenda como o prolongamento da guerra pode alterar de forma permanente os mercados, e o que mais deve afetar a bolsa de valores hoje

INSIGHTS ASSIMÉTRICOS

Da escalada militar à inflação global: o preço da guerra entre EUA e Irã não é só o petróleo

31 de março de 2026 - 7:24

Curiosamente, EUA e Israel enfrentam ciclos eleitorais neste ano, mas o impacto político do conflito se manifesta de forma bastante distinta

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

Uma nova estratégia para os juros, eleições presenciais, guerra no Oriente Médio e o que mais move os mercados hoje

30 de março de 2026 - 8:10

O Brasil pode voltar a aumentar os juros ou viver um ciclo de cortes menor do que o esperado? Veja o que pode acontecer com a taxa Selic daqui para a frente

DÉCIMO ANDAR

As águas de março geraram oportunidades no setor imobiliário, mas ainda é preciso um bom guarda-chuva

29 de março de 2026 - 8:00

Quedas recentes nas ações de construtoras abriram oportunidades de entrada nas ações; veja quais são as escolhas nesse mercado

SEU DINHEIRO LIFESTYLE

O melhor emprego do mundo: as dicas de um especialista para largar o CLT e tornar-se um nômade digital 

28 de março de 2026 - 9:02

Uma mudança de vida com R$ 1.500 na conta, os R$ 1.500 que não compram uma barra de chocolate e os destaques da semana no Seu Dinheiro Lifestyle 

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

O corte de dividendos na Equatorial (EQTL3), a guerra em Wall Street, e o que mais afeta seu bolso hoje

27 de março de 2026 - 8:17

A Equatorial decepcionou quem estava comprado na ação para receber dividendos. No entanto, segundo Ruy Hungria, a força da companhia é outra; confira

SEXTOU COM O RUY

Nem todo cão é de guarda e nem toda elétrica é vaca. Por que o corte de dividendos da Equatorial (EQTL3) é um bom sinal?

27 de março de 2026 - 6:01

Diferente de boa parte das companhias do setor, que se aproveitam dos resultados estáveis para distribui-los aos acionistas, a Equatorial sempre teve outra vocação: reter lucros para financiar aquisições e continuar crescendo a taxas elevadíssimas

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

O sucesso dos brechós, prévia da inflação, o conflito no Oriente Médio e o que mais afeta seu bolso hoje

26 de março de 2026 - 8:17

Os brechós, com vendas de peças usadas, permitem criar um look mais exclusivo. Um desses negócios é o Peça Rara, que tem 130 unidades no Brasil; confira a história da empreendedora

EXILE ON WALL STREET

Rodolfo Amstalden: Será que o Copom que era técnico virou político?

25 de março de 2026 - 20:00

Entre ruídos políticos e desaceleração econômica, um indicador pode redefinir o rumo dos juros no Brasil

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

As empresas nos botes de recuperação extrajudicial, a trégua na guerra do Oriente Médio, e o que mais move os mercados hoje

25 de março de 2026 - 8:00

Mesmo o corte mais recente da Selic não será uma tábua de salvação firme o suficiente para manter as empresas à tona, e o número de pedidos de recuperação judicial e extrajudicial pode bater recordes neste ano

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

Como se proteger do cabo de guerra entre EUA e Irã, Copom e o que mais move a bolsa hoje

24 de março de 2026 - 8:10

Confira qual a indicação do colunista Matheus Spiess para se proteger do novo ciclo de alta das commodities

INSIGHTS ASSIMÉTRICOS

Quando Ormuz trava, o mundo sente: como se proteger da alta das commodities e de um início de um novo ciclo

24 de março de 2026 - 7:25

O conflito acaba valorizando empresas de óleo e gás por dois motivos: a alta da commodity e a reprecificação das próprias empresas, seja por melhora operacional, seja por revisão de valuation. Veja como acessar essa tese de maneira simples

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

O problema de R$ 17 bilhões do Grupo Pão de Açúcar (PCAR3), o efeito da guerra nos mercados, e o que mais você precisa saber para começar a semana

23 de março de 2026 - 8:20

O Grupo Pão de Açúcar pode ter até R$ 17 bilhões em contas a pagar com processos judiciais e até imposto de renda, e valor não faz parte da recuperação extrajudicial da varejista

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

A ação vencedora no leilão de energia, troca no Santander (SANB11), e o que mais mexe com a bolsa hoje

20 de março de 2026 - 7:56

Veja qual foi a empresa que venceu o Leilão de Reserva de Capacidade e por que vale a pena colocar a ação na carteira

SEXTOU COM O RUY

Eneva (ENEV3) cumpre “profecia” de alta de 20% após leilão, mas o melhor ainda pode estar por vir

20 de março de 2026 - 6:03

Mesmo após salto expressivo dos papéis, a tese continua promissora no longo prazo — e motivos para isso não faltam

Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies

Fechar
Jul.ia
Jul.ia
Jul.ia

Olá, Eu sou a Jul.ia, Posso te ajudar com seu IR 2026?

FAÇA SUA PERGUNTA
Dúvidas sobre IR 2026?
FAÇA SUA PERGUNTA
Jul.ia
Jul.ia