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O comportamento do minério de ferro é o grande driver para as ações da Vale (VALE3) agora que os dividendos não estão mais no radar
Atenção, investidor: hoje (22) é a data de corte para receber os dividendos de R$ 8,10 por ação da Vale (VALE3) — os proventos vão ser pagos no dia 30. Mas... o que vem depois disso? O que vai influenciar a cotação da mineradora daqui em diante? No vídeo abaixo, eu trouxe alguns fatores que vão ser importantes para a tese de investimento na companhia no curto e médio prazo:
Em linhas gerais, há um grande fator a ser observado: a variação do preço do minério de ferro. A Vale é uma das maiores exportadoras globais da commodity; sendo assim, as cotações influenciam diretamente a geração de receita da empresa.
O xis da questão é que o minério de ferro tem se desvalorizado fortemente nas últimas semanas. A commodity, que chegou a ser negociada acima dos US$ 230 a tonelada em maio, já flerta com patamares abaixo dos US$ 100 — e grande parte desse movimento se deve à dinâmica de oferta e demanda pelo produto, especialmente na China.
Na primeira metade do ano, havia uma combinação explosiva para o preço do minério: com o setor de siderurgia e infraestrutura na China a todo o vapor, a demanda do gigante asiático pela commodity deu um salto; em paralelo, a oferta vinda da Austrália foi reduzida por questões climáticas e comerciais.
Ou seja: o preço do minério disparou — e a Vale era a grande fornecedora do produto à China. Um contexto que ajuda a explicar os fortes resultados da empresa brasileira no primeiro e no segundo trimestres do ano.
Só que, com a commodity nas alturas, a inflação chinesa também subiu — e as autoridades de Pequim estão agindo para reduzir os preços do minério; ao mesmo tempo, a oferta australiana se normalizou e a demanda da China caiu, com uma certa estagnação do mercado imobiliário do país. Em outras palavras, o cenário se inverteu.
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E, é claro, com o minério valendo menos da metade das máximas, é de se esperar que os resultados da Vale daqui em diante sejam impactados.
Dito isso, é importante levar em conta alguns fatores internos à Vale, como o seu endividamento bastante baixo e a forte geração de caixa dos últimos trimestres — o que dá tranquilidade à empresa num momento de queda firme no minério de ferro.
Também é importante ter em mente a dinâmica dos preços das ações VALE3: tiveram uma realização de lucro intensa nos últimos meses, apesar do valuation mais barato que a média histórica para os papéis e inferior ao das grandes mineradoras globais.
O vídeo do Seu Dinheiro explica com mais detalhes a questão dos múltiplos e do valuation:
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