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Victor Aguiar

Victor Aguiar

Jornalista formado pela Faculdade Cásper Líbero e com MBA em Informações Econômico-Financeiras e Mercado de Capitais pelo Instituto Educacional BM&FBovespa. Trabalhou nas principais redações de economia do país, como Bloomberg, Agência Estado/Broadcast e Valor Econômico. Em 2020, foi eleito pela Jornalistas & Cia como um dos 10 profissionais de imprensa mais admirados no segmento de economia, negócios e finanças.

VÍDEO

Vale: com os dividendos no retrovisor, o que esperar das ações VALE3? O Seu Dinheiro responde

O comportamento do minério de ferro é o grande driver para as ações da Vale (VALE3) agora que os dividendos não estão mais no radar

Victor Aguiar
Victor Aguiar
22 de setembro de 2021
18:08 - atualizado às 13:34

Atenção, investidor: hoje (22) é a data de corte para receber os dividendos de R$ 8,10 por ação da Vale (VALE3) — os proventos vão ser pagos no dia 30. Mas... o que vem depois disso? O que vai influenciar a cotação da mineradora daqui em diante? No vídeo abaixo, eu trouxe alguns fatores que vão ser importantes para a tese de investimento na companhia no curto e médio prazo:

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Em linhas gerais, há um grande fator a ser observado: a variação do preço do minério de ferro. A Vale é uma das maiores exportadoras globais da commodity; sendo assim, as cotações influenciam diretamente a geração de receita da empresa.

O xis da questão é que o minério de ferro tem se desvalorizado fortemente nas últimas semanas. A commodity, que chegou a ser negociada acima dos US$ 230 a tonelada em maio, já flerta com patamares abaixo dos US$ 100 — e grande parte desse movimento se deve à dinâmica de oferta e demanda pelo produto, especialmente na China.

Vale e o minério de ferro

Na primeira metade do ano, havia uma combinação explosiva para o preço do minério: com o setor de siderurgia e infraestrutura na China a todo o vapor, a demanda do gigante asiático pela commodity deu um salto; em paralelo, a oferta vinda da Austrália foi reduzida por questões climáticas e comerciais.

Ou seja: o preço do minério disparou — e a Vale era a grande fornecedora do produto à China. Um contexto que ajuda a explicar os fortes resultados da empresa brasileira no primeiro e no segundo trimestres do ano.

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Só que, com a commodity nas alturas, a inflação chinesa também subiu — e as autoridades de Pequim estão agindo para reduzir os preços do minério; ao mesmo tempo, a oferta australiana se normalizou e a demanda da China caiu, com uma certa estagnação do mercado imobiliário do país. Em outras palavras, o cenário se inverteu.

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E, é claro, com o minério valendo menos da metade das máximas, é de se esperar que os resultados da Vale daqui em diante sejam impactados.

VALE3: e agora?

Dito isso, é importante levar em conta alguns fatores internos à Vale, como o seu endividamento bastante baixo e a forte geração de caixa dos últimos trimestres — o que dá tranquilidade à empresa num momento de queda firme no minério de ferro.

Também é importante ter em mente a dinâmica dos preços das ações VALE3: tiveram uma realização de lucro intensa nos últimos meses, apesar do valuation mais barato que a média histórica para os papéis e inferior ao das grandes mineradoras globais.

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O vídeo do Seu Dinheiro explica com mais detalhes a questão dos múltiplos e do valuation:

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