Telecom em alta: Tim (TIMS3) e Vivo (VIVT3) sobem forte com decisão do STF e otimismo do Santander
As ações das teles ficaram entre as maiores altas do Ibovespa nesta sexta com a perspectiva de redução de tributos para o setor

Uma decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) a respeito da alíquota de ICMS que incide sobre o setor de telecomunicações em Santa Catarina deu impulso às ações de TIM (TIMS3) e Vivo (VIVT3) nesta sexta-feira (19). Os papéis avançaram mais de 5% e ficaram entre as maiores altas do Ibovespa, beneficiados também pela visão positiva do Santander a respeito do segmento.
À primeira vista, pode parecer que a questão do STF é menos importante e tem alcance limitado, mas suas implicações podem ser bastante benéficas para o setor de telecomunicações, com desdobramentos em nível nacional. É um tema complexo, mas vamos deixar o juridiquês de lado para entender exatamente o que está em jogo.
Atualmente, o estado de Santa Catarina conta com uma alíquota de ICMS de 25% sobre a receita bruta das empresas de telecomunicação. No entanto, uma ação movida pelas Lojas Americanas pede o enquadramento das teles como 'serviços essenciais' — e, por definição federal, essa categoria tem ICMS limitado a 17%.
Pois bem: o Supremo já formou maioria a favor do pleito das Americanas. Ou seja, a tributação sobre os serviços de telecomunicação em Santa Catarina irá diminuir por decisão das instâncias superiores da Justiça — naturalmente, essa redução não acontecerá do dia para a noite, mas, ainda assim, a notícia é animadora para o setor.
Mais do que os impactos para as operações catarinenses de empresas como Vivo, TIM e Claro, o que importa realmente é a extensão do parecer do STF. Ao decidir pelo enquadramento do setor de telecom como 'serviço essencial' em Santa Catarina, o Supremo cria uma jurisprudência que pode ser aplicada em nível nacional.
O ICMS é um imposto estadual e, assim, cada Unidade da Federação possui suas próprias regras e alíquotas incidentes sobre os diversos tipos de produtos e serviços — vem daí, por exemplo, a dificuldade para se costurar um acordo para congelamento das taxas aplicadas sobre os combustíveis no país inteiro, de modo a frear a alta nos preços da gasolina.
Leia Também
E, no caso do setor de telecomunicações, todos os Estados praticam alíquotas de ICMS acima dos 17% estipulados pelo STF para Santa Catarina — em linhas gerais, as taxas ficam entre 25% e 37%. Assim, a partir da decisão do Supremo para o mercado catarinense, as teles podem entrar com ações para cortar os impostos no resto do país.
Novamente: esse é um processo que tende a se estender por um longo período e que, provavelmente, seria feito de maneira escalonada, com baixas graduais nas alíquotas. Ainda assim, o mercado mostrou animação com a possibilidade.
As ações ON da TIM (TIMS3) fecharam o dia em alta de 5,15%, a R$ 13,48 — na máxima do dia, chegaram a avançar 8,2%, a R$ 13,87. Já Vivo ON (VIVT3) mostrou tendência semelhante e fechou em alta de 5,40%, a R$ 52,30; mais cedo, os papéis bateram os R$ 53,95, saltando 8,7%.
Santander mostra otimismo
Outro fator que deu impulso às ações das teles nesta sexta-feira foi a visão construtiva do Santander, que iniciou a cobertura do setor e mostrou-se particularmente otimista com TIM e Vivo.
Em relatório, os analistas Felipe Cheng e César Davanço dizem esperar uma aceleração na receita líquida do segmento em 2022 e 2023, considerando a dinâmica mais favorável de competição na telefonia móvel — com a saída da Oi, o mercado agora tem apenas Vivo, TIM e Claro nessa área — e uma expansão forte na rede de fibra ótica residencial
"Os valuations atuais são atrativos, com as companhias sendo negociadas abaixo de seus múltiplos históricos, apesar da perspectiva mais positiva para o setor", diz o Santander. O banco tem recomendação de compra para TIM (TIMS3) e a Vivo (VIVT3), sendo que a primeira é a top pick entre as teles; Oi (OIBR3) possui classificação neutra.
Veja abaixo os preços-alvos do Santander para o final de 2022 e os potenciais de retorno de cada um dos papéis em relação aos níveis atuais:
- TIM ON (TIMS3): R$ 18,00 (alta implícita de 34%);
- Vivo ON (VIVT4): R$ 58,00 (alta implícita de 12%);
- Oi ON (OIBR3): R$ 1,10 (alta implícita de 19%).
As ações da Oi, aliás, também fecharam no campo positivo nesta sexta, com ganhos de 4,55%, a R$ 0,92; a respeito dos papéis OIBR3, o Santander diz que a conclusão da venda da divisão de telefonia móvel para Vivo, TIM e Claro deve ser um catalisador importante no curto prazo, mas que o momento operacional da companhia deve continuar desafiador nos próximos meses.
TIM (TIMS3) e Vivo (VIVT3): na contramão do mercado
As duas gigantes do setor de telecomunicação vivem um momento relativamente positivo na bolsa, destoando do tom mais negativo e turbulento visto em grande parte do mercado acionário brasileiro nas últimas semanas.
TIM ON (TIMS3), por exemplo, sobe quase 20% desde o começo de novembro, já levando em conta o bom desempenho visto hoje; Vivo ON (VIVT3) tem ganhos mais modestos, mas também intensos: cerca de 14% neste mês. O Ibovespa, por outro lado, está no vermelho e, nesta semana, renovou as mínimas no ano.

EM BUSCA DA ESTABILIDADE
Da Petrobras (PETR4) ao BTG (BPAC11) e Embraer (EMBJ3): as ações que o Citi escolheu para enfrentar a montanha-russa das eleições
15 de setembro de 2026 - 11:17INVESTIMENTO ESG
Energia limpa na Bolsa: novo ETF da Galapagos amplia aposta em empresas brasileiras e tem apoio do BNDES
14 de setembro de 2026 - 19:47PARA ONDE VAI A BOLSA
BofA está otimista e tem nova projeção para a Selic; banco já elegeu suas ações preferidas para investir em cenário mais positivo para juros
14 de setembro de 2026 - 19:07DÍVIDA NA CARTEIRA
FIIs de tijolo estão de olho na alavancagem e reduzem endividamento — mas um segmento vai na contramão; entenda o motivo
14 de setembro de 2026 - 17:10MERCADOS HOJE
Sangria na bolsa: Ibovespa perde mais de 3 mil pontos e dólar sobe; juro do Treasury passa de 5%
14 de setembro de 2026 - 12:32MEXENDO NA CARTEIRA
TRXF11 vai às compras de novo, e mercado torce o nariz: cotas caem após FII desembolsar R$ 340 milhões por ativos corporativos
14 de setembro de 2026 - 11:06BOLSA EM DÓLARES
Ibovespa mais acessível para o gringo? Novidade na B3 a partir de hoje pode ajudar o índice
14 de setembro de 2026 - 10:01REPORTAGEM ESPECIAL
Trade eleitoral: como os tubarões do mercado estão se posicionando para ganhar com as eleições — e limitar o prejuízo se a aposta der errado
14 de setembro de 2026 - 6:12SOBE E DESCE DAS AÇÕES
Alívio nos juros favorece Assaí (ASAI3), enquanto Direcional (DIRR3) amarga a pior queda do Ibovespa. O que aconteceu?
13 de setembro de 2026 - 13:06GIGANTE DA BOLSA
Petrobras (PETR4) está mais forte nessas eleições e pode saltar 32%, diz BTG – mas 4 gatilhos podem levar a ação além
11 de setembro de 2026 - 12:46IBOV MAIS COMPLETO
BDRs de Nubank, XP, Inter e JBS podem ganhar espaço no Ibovespa; entenda por que isso importa
10 de setembro de 2026 - 15:01MAIS INTERNACIONAL
B3 muda regra do Ibovespa e BDRs de brasileiras poderão entrar no índice já a partir da próxima edição
9 de setembro de 2026 - 17:02IÇANDO AS VELAS
Por que o Bank of America voltou a recomendar a compra de ações brasileiras na contramão de JP Morgan e Morgan Stanley
8 de setembro de 2026 - 14:06MERCADOS
O combo que fez o Ibovespa saltar mais de 4.000 pontos em 50 minutos na volta do feriado
8 de setembro de 2026 - 13:12NOVA ESCALAÇÃO
Tenda (TEND3) ganha vaga no Ibovespa — mas duas ações ficaram pelo caminho; veja a nova carteira do índice
8 de setembro de 2026 - 12:46MERCADOS HOJE
Petróleo fecha em alta e se aproxima de US$ 100, e China aumenta reservas cambiais e em ouro; veja o dia nos mercados globais
7 de setembro de 2026 - 17:47TROCA-TROCA
Dividendos para setembro: Itaú (ITUB4) e Vale (VALE3) saem da carteira da Rico; veja quem entrou
7 de setembro de 2026 - 16:10SETOR DE CONSTRUÇÃO
Não é MRV (MRVE3) nem Direcional (DIRR3): Itaú BBA acredita que outra ação pode valorizar até 107%
7 de setembro de 2026 - 12:17RENDA PASSIVA
Quem mais pagou dividendos em 2026? Veja o ranking das 10 maiores pagadoras no 2º trimestre
5 de setembro de 2026 - 17:45ESTRATÉGIA DO GESTOR