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As principais bolsas da Ásia fecharam o dia em baixa, enquanto na Europa e EUA os índices operam mistos, com o otimismo com a eficácia das vacinas equilibrando os temores por novas infecções
Com uma agenda de indicadores mais esvaziada na última semana do ano, os mercados repercutem nesta segunda-feira (27) as últimas notícias sobre o avanço da variante ômicron na volta do feriado de Natal.
As principais bolsas da Ásia fecharam o dia em baixa, enquanto na Europa os índices operam mistos, com o otimismo com a eficácia das vacinas equilibrando os temores por novas infecções.
Vários países do continente já haviam iniciado uma série de restrições antes do feriado, mas, mesmo assim, Reino Unido e França renovaram os recordes diários de infecções no final de semana.
Nos Estados Unidos, os principais índices futuros operam em alta, mas o país observa uma explosão de casos de covid-19 mesmo entre os vacinados. Para evitar o avanço da nova variante, os EUA restringem voos vindos de 8 países do continente africano a partir de 31 de dezembro.
Vale relembrar que essa semana também será mais curta, com as principais bolsas pelo mundo, incluindo a B3, fechadas na sexta-feira (31). Veja o que deve movimentar os mercados:
A disseminação da variante ômicron entre os funcionários das companhias aéreas provocou o cancelamento de cerca de 5 mil viagens de avião no feriado em todo o mundo, sendo mais da metade delas nos Estados Unidos e na China.
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Nos EUA, que registraram quase 185 mil novos casos de covid-19 apenas no sábado, foram mais de 2 mil cancelamentos no final de semana.
De olho no cenário, o principal conselheiro médico da Casa Branca, Anthony Fauci, já alertou que, mesmo se confirmados os relatos de que a ômicron gera casos mais leves da doença, há o risco de que a cepa sobrecarregue o sistema de saúde norte-americano.
"Não podemos ser complacentes, porque a ômicron ainda pode levar a muitas hospitalizações. O alto número de pessoas contaminadas pode neutralizar o fato positivo da cepa apresentar menor gravidade", declarou no último domingo (26).
Em meio a notícias de que a China pode reduzir para 5,5% a 6% a meta de crescimento do próximo ano, o banco central do gigante asiático se comprometeu, em comunicado divulgado após sua reunião trimestral, a aumentar o apoio à economia real do país.
Além disso, o Banco do Povo da China (PBoC) voltou a tranquilizar os investidores sobre a situação das incorporadoras locais e afirmou que pretende promover o "desenvolvimento saudável" do mercado imobiliário chinês.
Entre os destaques da agenda econômica, na quinta-feira (30) o mercado conhecerá os índices de gerentes de compras (PMI, na sigla em inglês) de serviços e industrial da China em dezembro.
Por aqui, poucos indicadores devem chamar a atenção dos investidores na última semana do ano.
Entre os destaques estão o Índice Geral de Preços - Mercado (IGP-M) - mais conhecido como a “inflação do aluguel” -, na quarta-feira (29), e a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua), divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) na terça-feira (28).
A expectativa é que a pesquisa mostre um recuo na taxa de desemprego do trimestre encerrado em outubro. Vale lembrar que na última sexta-feira (24), o Caged apresentou saldo líquido de emprego formal positivo em 324.112 vagas em novembro.
Também amanhã, o Banco Central divulga o relatório com estatísticas sobre crédito em novembro, com o volume de empréstimos feitos ao longo do mês e a taxa de inadimplência do período.
Já nos dois últimos dias úteis da semana, o Tesouro divulga o resultado fiscal e o consolidado das contas públicas do governo central em novembro, com destaque para o superávit primário e nominal e a relação entre dívida líquida e Produto Interno Bruto (PIB).
Terça-feira (28):
Quarta-feira (29):
Quinta-feira (30):
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