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2021-04-08T13:24:23-03:00
Ivan Ryngelblum
Ivan Ryngelblum
Jornalista formado pela PUC-SP, com pós-graduação em Economia Brasileira e Globalização pela Fipe. Trabalhou como repórter no Valor Econômico, IstoÉ Dinheiro e Agência CMA.
saindo da renda fixa

Montante aportado por pessoas físicas na bolsa volta a subir em março

Segundo XP, posição total cresceu 7,2% em relação a fevereiro e com chegada de mais mulheres ao mercado de capitais

8 de abril de 2021
13:24
mulher investindo investidora
Imagem: Shutterstock

Depois de desacelerar no início do ano, os investidores pessoas físicas voltaram a fazer mais aportes na bolsa em março, diante da recuperação do mercado neste período.

Segundo a XP, a posição total desses investidores cresceu 7,2% no mês passado, na comparação com fevereiro, a R$ 482,3 bilhões. Quando comparado com a posição no final de 2019 (R$344 bilhões), o aumento é considerável – 40,2%.

Olhando ao saldo por investidor, houve um avanço de 0,7% em março após uma queda de 4,2% em fevereiro. Olhando a evolução desde 2017, a XP constatou que o saldo caiu 49,4%, de R$ 267,9 mil por indivíduo para os atuais R$ 135,4 mil.

O dado pode parecer ruim, contraditório com o movimento de chegada de mais pessoas à bolsa, mas a XP afirma que, na verdade, é uma boa notícia, ao indicar uma crescente presença de pequenos investidores ao mercado de ações.

“Acreditamos que esse movimento está alinhado não apenas com a melhora da educação financeira no país, mas aos níveis muito baixos na taxa Selic, mesmo após a recente elevação para 2,75%, fazendo com que o investidor tenha que sair da renda fixa e migrar para renda variável em busca de uma maior rentabilidade nos seus investimentos”, diz trecho do relatório assinado pelo analista chefe da casa, Fernando Ferreira, a estrategista de ações, Jennie Li, e a analista de ESG, Marcela Ungaretti.

O número de pessoas indo para a bolsa não parou de subir em março, atingindo 3,5 milhões, aumento de 6,5%.

Maioria dos investidores é do jovem e do Sul e Sudeste

Os dados da XP mostram que a maioria dos investidores é da faixa etária dos 26 a 35 anos (32,6% em março, com 1.161.333 contas ativas), seguida da faixa etária dos 36 a 45 anos (27,9%, com 992.752 contas ativas).

Trata-se de uma evolução significativa ante o visto em 2013, quando a porcentagem de investidores mais jovens era de 19% contra 56% de investidores com mais de 60 anos. 

Por região, os estados que mais concentram o maior número de investidores na bolsa estão no eixo Sul-Sudeste do país, principalmente na primeira região Sudeste, com os estados de São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais juntos respondendo por 58,8% do total de investidores, 42,0 pontos percentuais (p.p.) à frente de Paraná, Rio Grande do Sul e Santa Catarina somados (16,8%).

Apenas São Paulo representa 38,4% do total de contas, quase 30 p.p. acima do segundo colocado, o Rio de Janeiro, com 10,5% do total.

Mulheres ainda são poucas, mas estão aumentando participação

O número de investidoras na bolsa alcançou 961.469 em março, segundo a XP, correspondendo a apenas 27% do número total de investidores pessoas físicas no momento.

Mas o número de mulheres investindo no mercado de capitais vem crescendo – desde dezembro de 2019, houve um avanço de 147,5%. E em relação a fevereiro, o número de mulheres cresceu 8,5%, enquanto homens avançaram 5,7%.

Olhando o saldo médio por pessoa, a XP notou que as mulheres detêm também os menores saldos. Entre os investidores oriundos do Rio de Janeiro, por exemplo, este valor é de R$ 173 mil para as mulheres, enquanto a média dos homens é de R$ 201,2 mil.

A discrepância é ainda maior em São Paulo – o saldo médio das mulheres é de R$ 129,7 mil, comparado a R$ 184,2 mil para os homens. 

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