JHSF e Plano&Plano sobem forte após divulgação de prévias operacionais
Números das construtoras agradaram o mercado; JHSF fica entre as maiores altas do Ibovespa no dia

As ações das incorporadoras JHSF (JHSF3) e Plano&Plano (PLPL3) subiram forte nesta segunda-feira (12) após as companhias divulgarem suas prévias operacionais do segundo trimestre de 2021.
Os papéis da JHSF (JHSF3) fecharam em alta de 4,91%, a R$ 7,27, quinta maior alta do Ibovespa no dia; já as ações da Plano&Plano (PLPL3), fora do índice, avançaram 4,65%, a R$ 6,30.
JHSF reporta vendas líquidas de R$ 556,8 milhões , com destaque para o Boa Vista Estates
A JHSF divulgou dados referentes apenas ao segmento de incorporação, reportando vendas líquidas de R$ 556,8 milhões no trimestre, crescimento de 63,9% em comparação ao mesmo período de 2020.
No primeiro semestre, as vendas líquidas totalizaram R$ 903,2 milhões, alta de 105,5% na comparação anual.
No segundo trimestre ocorreu o pré-lançamento do Boa Vista Estates, projeto que reunirá cerca de 200 estâncias, lotes e residências, além de espaços para atividades esportivas, como campos de golfe e polo, além de um country club com tênis.
O projeto será localizado em uma área de 6,6 milhões de metros quadrados no Complexo da Boa Vista, e tem um Valor Geral de Vendas (VGV) total de cerca de R$ 5,5 bilhões.
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No fim da tarde de hoje, a JHSF anunciou que adquiriu mais 6,1 milhões de metros quadrados contíguos ao Boa Vista Estates para implantar o quarto empreendimento do complexo.
Também foi no segundo trimestre que ocorreu a venda do terreno no Parque Catarina, em São Roque, para a XP Investimentos, por R$ 99,6 milhões, onde a empresa construirá a sua sede.
O BTG Pactual considerou fortes as vendas da divisão de incorporação da JHSF e chamou de "impressionante" a performance do Boa Vista Estates, que totalizou R$ 187,4 milhões em vendas líquidas no período.
"A JHSF ainda não divulgou informações dos seus shoppings e aeroporto, mas nós esperamos que ambas as divisões tenham uma boa recuperação no segundo trimestre, uma vez que as restrições por causa covid-19 diminuíram, assim como as medidas de distanciamento social", diz o relatório, assinado pelos analistas Gustavo Cambauva e Elvis Credendio.
O banco manteve a recomendação de compra para as ações da incorporadora, com preço-alvo de R$ 11 em 12 meses, uma perspectiva de alta de cerca de 50% em relação à cotação atual.
Plano&Plano lança sete empreendimentos no trimestre
Já a Plano&Plano divulgou vendas líquidas de R$ 361 milhões no segundo trimestre, uma alta de 133,8% em relação ao mesmo período do ano passado. Ante o primeiro trimestre, foi uma alta de 7,7%, marcando um novo recorde trimestral de vendas líquidas para a companhia.
No semestre, as vendas líquidas atingiram R$ 696 milhões, 90,5% a mais do que no mesmo período de 2020.
A construtora lançou sete empreendimentos no trimestre, totalizando um voluma de R$ 354 milhões, 42,2% superior ao realizado no segundo tri do ao passado. No acumulado do semestre, o total de lançamentos foi de R$ 456 milhões, um crescimento de 22,6% na comparação anual.
A velocidade de vendas medida pelo indicador Vendas Sobre Oferta (VSO) dos últimos 12 meses foi de 43,1%, 4,3 pontos percentuais acima do indicador do trimestre anterior e 3,9 pontos percentuais superior ao do segundo trimestre de 2020.
Em relatório, os analistas Gustavo Cambauva e Elvis Credendio notaram que as vendas líquidas vieram 20% abaixo das suas estimativas; já os lançamentos vieram 26% inferiores às suas estimativas.
Ainda assim, consideraram os números da Plano&Plano sólidos, com um bom crescimento das operações. O BTG manteve sua recomendação de compra para os papéis da incorporadora, que estaria no caminho de entregar seus planos apresentados no IPO.
A ação é negociada a 6 vezes a relação Preço/Lucro estimado para 2021 e 5 vezes a relação Preço/Lucro estimado para 2022, o que os analistas consideram um valuation atrativo. O preço-alvo é de R$ 13, uma alta estimada em mais de 100%.
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