Os melhores fundos imobiliários para investir em fevereiro segundo 7 corretoras
Sete FII empataram como os mais indicados, e um deles nunca tinha ficado entre os queridinhos antes; confira as recomendações

Apesar do início de ano positivo, os ativos de risco acabaram fechando o mês de janeiro com perdas. Ações e títulos públicos prefixados e atrelados à inflação terminaram o mês em baixa, enquanto juros futuros e dólar fecharam o período apontando para cima.
O mercado de fundos imobiliários, porém, conseguiu se salvar. O índice do setor, o IFIX, subiu 0,32% em janeiro, mantendo-se perto do topo do ranking dos investimentos do mês.
No entanto, no mercado de FII foi possível ver a mesma dinâmica que se viu nos demais mercados ao longo do mês: ativos de maior risco apanhando, e os mais conservadores se saindo bem.
A alta do IFIX deveu-se principalmente ao bom desempenho dos fundos de recebíveis, também chamados de fundos de papel. O índice da XP Investimentos que agrega esses fundos, o XPFP, teve alta de 1,08% em janeiro, enquanto o índice dos fundos de tijolo, o XPFT, recuou 0,49%.
Os fundos de recebíveis investem em títulos de renda fixa lastreados em créditos imobiliários, geralmente atrelados a um índice de inflação. A alta de 2,58% do IGP-M em janeiro beneficiou os títulos corrigidos por este índice de preços, contribuindo para manter elevados os dividend yields (retorno percentual de dividendos) dos fundos que investem nesse tipo de papel.
Leia Também
Já os demais FII se viram tomados pela cautela que assolou os mercados, em razão do risco fiscal, da lentidão na vacinação e continuidade de avanço da covid-19 e das incertezas quanto à recuperação mais robusta da economia.
Os fundos de shoppings voltaram a sofrer com a adoção de novas medidas restritivas pelo poder público a fim de conter o avanço do coronavírus no país. Mais uma vez, shopping centers em diversas cidades tiveram suas atividades suspensas ou reduzidas, o que aumentou a incerteza quanto à recuperação do segmento.
Em janeiro também foram divulgados os números referentes a 2020 do mercado de fundos imobiliários. Os FII atingiram quase 1,2 milhão de investidores até o final de dezembro. O volume negociado chegou a R$ 5,2 bilhões, uma queda de 11% em comparação como mesmo período de 2019. O patrimônio líquido dos FII atingiu R$ 124 bilhões.
Os fundos imobiliários preferidos de fevereiro
Para o mês de fevereiro não houve apenas um ou outro destaque entre os fundos recomendados pelas corretoras. As indicações foram bem variadas, e não houve um campeão absoluto. Em vez disso, sete fundos tiveram duas indicações cada, e seria possível montarmos, com eles, a carteira recomendada do Seu Dinheiro.
O queridinho do mês passado e indicação recorrente nesta matéria dos FII do mês, o BTG Pactual Logística (BTLG11), foi um desses fundos. Ele perdeu a majestade porque a corretora Ativa o retirou do seu top 3, mantendo-o apenas na sua carteira recomendada geral. Com isso, o fundo permaneceu somente entre os preferidos da Guide e do Santander.
Assim como no mês passado, o TG Ativo Real (TGAR11), o CSHG Logística (HGLG11) e o BTG Pactual Fundo de Fundos (BCFF11) também receberam duas indicações cada. O TGAR11 apareceu entre os preferidos da Ativa e da Terra Investimentos; já o HGLG11 e o BCFF11 figuraram nos top 3 de Mirae e Terra Investimentos.
Dois nomes retornaram à lista dos mais indicados: o CSHG Renda Urbana (HGRU11), um dos preferidos da Ativa e da Genial, e o RBR Alpha Multiestratégia Real Estate (RBRF11), que apareceu entre as indicações da Mirae e da Necton.
Somente um fundo foi novidade entre os mais recomendados: o TRX Real Estate (TRXF11) recebeu mais de uma indicação pela primeira vez, tendo aparecido nos top 3 de Ativa e Santander.
Confira a seguir os três fundos preferidos de cada corretora entre os FII indicados nas suas respectivas carteiras recomendadas para fevereiro. O Banco Inter não participou neste mês.

Um pouco sobre os 'novatos' do mês
TRX Real Estate (TRXF11)
Fundo híbrido (que investe em imóveis de diferentes segmentos), com 85% da sua área bruta locável (ABL) no varejo e 15% em galpões logísticos. Carteira formada por 43 imóveis, localizados em 11 estados.
Foi acrescentado à carteira recomendada do Santander neste mês, dado o seu dividend yield atrativo, de 7,5% em 12 meses. O banco cita ainda, entre os pontos positivos, a diversificação do portfólio, o fato de a maior parte da carteira estar exposta a segmentos que não estão sofrendo tanto com a pandemia (grandes redes de supermercados como Assaí, Pão de Açúcar e Extra entre os inquilinos) e o fato de todos os contratos serem atípicos e 85% deles com vencimento longo, para depois de 2035.
A Ativa também cita o dividend yield e a questão dos contratos atípicos como vantagem do fundo. "Na nossa visão o fundo tem muito potencial para ganho de capital no médio prazo", dizem os analistas da Ativa.
[captacao]
RBR Alpha Multiestratégia Real Estate (RBRF11)
O fundo de fundos têm quatro estratégias principais: fundos de lajes corporativas abaixo do custo de reposição, posições táticas, Certificados de Recebíveis de Imobiliários (CRI) e liquidez. As principais posições individuais são os fundos RBR LOG (RBRL11), Tellus Properties (TEPP11) e Rio Bravo Renda Corporativa (RCRB11).
Segundo a Necton, o fundo tem bom histórico de gestão e está bem posicionado para continuar gerando bons dividendos. "Além disso, enxergamos que com a liquidação do ativo do FBVI11, que foi aprovada pelos cotistas do fundo, a geração de dividendos será ainda mais interessante nos próximos meses", diz a corretora em relatório.
CSHG Renda Urbana (HGRU11)
Outro fundo híbrido, desta vez com imóveis alugados para varejistas (supermercados da rede Big e lojas Pernambucanas) e para uma instituição de ensino (Ibmec), localizados em São Paulo, Rio de Janeiro e Bahia.
Segundo a Genial, o fundo é atrativo pelos seus contratos atípicos, bem como o baixo nível de inadimplência da instituição de ensino locatária. "O fundo possui portfólio maduro, devendo sofrer pouca variação no preço e manter o pagamento de dividendos estável", diz a corretora.
Retrospectiva
Em janeiro, o BTLG11 fundo campeão de indicações no mês, fechou com alta de 1,85%. Veja na tabela a seguir o desempenho de todos os fundos dos top 3 das corretoras no mês passado:

Carteiras recomendadas completas das corretoras

AS 3 ESTAÇÕES
Ganho de até 50% em dólares: as ações que florescem na primavera da bolsa brasileira
22 de outubro de 2026 - 19:45MUDOU A META?
Meta (META) cai mais de 7% após balanço; veja 3 pontos para prestar atenção, segundo o Safra
22 de outubro de 2026 - 14:32PODCAST TOUROS E URSOS
Crescimento à vista? As oportunidades que podem surgir na bolsa e na renda fixa após as eleições
22 de outubro de 2026 - 11:00ENTRE CHIPS E TIJOLOS
A corrida da IA precisa de imóveis para data centers. E isso pode abrir espaço — e riscos — para os FIIs
21 de outubro de 2026 - 15:30ORGANIZANDO A CASA
Gigante à vista: Patria fica a um passo de unir quatro fundos imobiliários (FIIs) em um só
21 de outubro de 2026 - 11:20DECOLOU
SpaceX salta 10% após balanço, mas duas linhas do resultado servem para manter investidores ‘com os pés no chão’, diz BTG
21 de outubro de 2026 - 11:17É COMPRA
XP dá sinal verde para fundo imobiliário e recomenda compra — mas com uma ressalva
20 de outubro de 2026 - 15:07ESG
B3 realiza 2ª edição de toque de campainha dedicado à filantropia para levar a causa para dentro das empresas
20 de outubro de 2026 - 13:32DEPOIS DO TOMBO
Com queda de 30% em 2026, TRXF11 quer recomprar cotas, mas um ‘detalhe’ pode limitar a operação
20 de outubro de 2026 - 12:32MERCADOS HOJE
3 mil pontos em 13 minutos: o gatilho que disparou o Ibovespa antes da eleição
20 de outubro de 2026 - 12:04BILHÕES NO RALO
“O investidor trocou Vale por Petrobras”: a combinação que faz a mineradora perder R$ 24 bilhões enquanto o Ibovespa festeja
20 de outubro de 2026 - 10:29FOME RENOVADA
TRXF11 coloca maior centro de distribuição do Mercado Livre (MELI34) na carteira por R$ 250 milhões — mas volta atrás em outro negócio
19 de outubro de 2026 - 10:07'NÃO É HORA DE VENDER'
Ibovespa a 240 mil pontos? Inter explica por que ainda vê espaço para a bolsa subir
18 de outubro de 2026 - 15:30MOVIMENTOS TÁTICOS
Estrangeiros despejam R$ 19 bilhões na bolsa em outubro; desafio agora é transformar aposta eleitoral em fluxo permanente
17 de outubro de 2026 - 12:11RESUMO SEMANAL
Petrobras (PETR4) sobe mais de 6% e escapa do tombo do Ibovespa; veja o que movimentou a bolsa na semana
17 de outubro de 2026 - 9:58MUDANÇA DE ARES
Brasil é a melhor escolha na América Latina: BTG zera posição em Argentina e aposta em oito ações brasileiras
16 de outubro de 2026 - 19:27UM TEMPERO EXTRA
Não é só o rali eleitoral: BTG tem mais motivos para recomendar C&A (CEAB3), XP (XPBR31), Cyrela (CYRE3) e estas outras ações
16 de outubro de 2026 - 18:28DEPOIS DA FESTA
Ibovespa a 240 mil pontos? Mesmo após o rali eleitoral com Flávio Bolsonaro, Inter e Citi ainda veem espaço para a bolsa subir
16 de outubro de 2026 - 14:00TOUROS E URSOS #292
Juros altos vieram para ficar? Gestor da XP diz que investidor terá de reaprender a investir em um novo mundo
16 de outubro de 2026 - 12:17TARDE DEMAIS?