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Renan Sousa

Renan Sousa

É repórter do Seu Dinheiro. Formado em jornalismo na Universidade de São Paulo (ECA-USP) e já passou pela Editora Globo e SpaceMoney.

Bitcoin para os ricaços

Milionários passam a ver bitcoin como uma proteção contra a inflação, segundo Goldman Sachs

Confira o que uma pesquisa da instituição financeira descobriu sobre o interesse de escritórios de milionários em criptomoedas

Renan Sousa
Renan Sousa
23 de julho de 2021
9:57 - atualizado às 11:01
Goldman Sachs, goldman, sachs, bitcoin, criptomoedas
Imagem: Shutterstock

O interesse pelo bitcoin não para de crescer, apesar das recentes quedas da criptomoeda e do pessimismo envolvendo a mineração e a China. Mas o Goldman Sachs vê uma procura ainda maior por uma categoria que costuma ser mais conservadora nos investimentos: os chamados super ricos. 

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Segundo uma pesquisa da instituição financeira divulgada na última quarta-feira (21), 15% dos escritórios que cuidam das finanças dos super ricos (chamados “family offices”, em inglês) já fazem investimentos em criptomoedas e 45% pretendem fazê-lo no futuro.

Esse tipo de escritório é especializado em grandes fortunas, na casa dos US$ 100 milhões ou mais. Alguns deles são selecionados para pessoas ou famílias com mais de US$ 500 milhões.

Você pode conferir aqui três bilionários que rejeitam ou apoiam o bitcoin.

Também fique de olho no nosso canal do YouTube e saiba as perspectivas do bitcoin para o próximo semestre:

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Contra o dragão

O Goldman Sachs descobriu um aspecto das criptomoedas que nós aqui do Seu Dinheiro já abordamos: o bitcoin é quase imune à inflação.

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De acordo com a instituição financeira, as criptomoedas são “uma forma de se posicionar contra uma inflação mais alta, taxas de juros baixas mais prolongadas e outros desdobramentos após um ano de estímulo fiscal e monetário global sem precedentes".

A pesquisa mostrou que 40% desses escritórios estão preocupados com os bancos centrais injetando dinheiro na economia em meio a uma alta da inflação.

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Diferenças regionais

O interesse em criptomoedas varia em cada continente, sendo que 24% dos super ricos das américas já investem em algum criptoativo. Isso é três vezes mais do que toda a Europa, Oriente Médio e África, que investem, juntos, apenas 8%, mesmo percentual da Ásia como um todo. 

Mesmo assim, 68% dos family offices pretendem alocar recursos em criptomoedas do futuro, comparado a 39% nas Américas e 35% na região da Europa, Oriente Médio e África. 

Do outro lado

Mas nem tudo é otimismo para as criptomoedas. 39% dos escritórios consultados pelo Goldman Sachs dizem que não se interessam nem pretendem investir em criptoativos. Eles destacam que a alta volatilidade, que ainda perturba o mundo cripto, não faz desse tipo de investimento uma boa reserva de valor, como o ouro, por exemplo.

Além disso, 40% disseram que não se sentem confortáveis com a infraestrutura desse modelo de investimento, como armazenamento de criptomoedas e negociação por blockchain. 

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E como anda o mercado?

Apesar de os milionários demonstrarem interesse no bitcoin, a principal criptomoeda do mercado está tendo que lidar com alguns demônios internos antes de voltar a subir. Por volta das 9h30, as cotações da moeda estavam em US$ 32.357,00, uma alta de 1,78% nas últimas 24h e de 3,01% nos últimos sete dias.

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