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Sobrevivendo ao fogo

Bitcoin é imune à inflação? Especialistas explicam como moeda pode ser usada para escapar do dragão

O dragão da inflação assusta, mas o herói dessa jornada pode salvar seus investimentos no final do dia

Bitcoin Renascimento Fênix Fogo Cidade
Imagem: Shutterstock, com intervenção de Andrei Morais

O medo inflacionário segue como um dos principais temores do mercado como um todo. No Brasil, dados inflacionários apontam que a disparada de preços deve vir para ficar, de acordo com o IBGE.

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E o dragão está aterrorizando todos os países do mundo. Tanto aqui como no exterior, ele mostra suas garras, bate as asas e engole o poder de compra das pessoas por todo o canto. Não há escapatória.

Mas existe um ativo que pode salvar a todos, um ponto de salvação, onde a besta mítica não alcança. Sim, o bitcoin pode ser considerado um ativo imune à inflação. Entretanto, é preciso levar algumas coisas em consideração.

Emissão

As criptomoedas nasceram com a ideia de ser um sistema financeiro autônomo, sem a necessidade de um banco central por trás. Dessa forma, para colocar novos bitcoins na rede, é preciso realizar o processo de mineração, que você pode conferir clicando aqui.

Esse processo basicamente lança novos bitcoins em rede, valida as transações e torna todo o processo mais seguro. Não há um lastro por trás, diferentemente do que acontece com as moedas tradicionais.

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Em teoria, os BCs só podem emitir papel moeda a partir de um lastro, em ouro ou dólar, como é mais comum. "Em teoria", porque não é exatamente assim que acontece no dia a dia.

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Os Bancos Centrais estão sujeitos às políticas monetárias, que podem mudar com o tempo. O BC pode começar a imprimir mais moeda mesmo sem ter um lastro para ela, o que diminui o poder de compra daquele dinheiro.

Traduzindo e simplificando, o Banco Central pode "criar" dinheiro, mas o bitcoin tem um limite possível de rede de 21 milhões de unidades. Por ser um ativo limitado, chamamos a criptomoeda de "deflacionária".

Isso quer dizer que o poder de compra da moeda aumenta com o passar do tempo. A partir do momento em que o último bitcoin for lançado em rede, a lei de oferta e demanda devem passar a imperar, reforçando a característica deflacionária desse tipo de ativo.

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Blindado contra inflação

O controle inflacionário é uma das questões que preocupa os especialistas com El Salvador adotando o bitcoin como uma das moedas oficiais do país.

Como o país não controla a emissão da criptomoeda, se for necessário injetar mais dinheiro na economia, como o programa de estímulos do governo americano tem feito com o dólar, não será possível, a menos que se compre mais moeda. 

Toda moeda sofre oscilações com a economia, seja de característica inflacionária ou deflacionária. Entretanto, existem situações em que o bitcoin sai ganhando no poder de compra frente a outras moedas.

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O poder de compra do bitcoin ainda é pequeno frente ao dólar, mas é mais constante do que a moeda norte-americana. O mesmo vale para o real ou qualquer outro dinheiro emitido pelo Banco Central.

Casos no mundo

Em países da África, onde as economias são constantemente abaladas por choques inflacionários, o uso de bitcoins já é comum. Mesmo a América Latina tem exemplos parecidos: Venezuela e Argentina usam criptomoedas devido ao pequeno poder de compra de suas moedas locais.

Os moradores desses países veem que, cada vez o bolívar venezuelano ou o peso argentino compra menos artigos. Por outro lado, o bitcoin segue valorizado e valendo muito, apesar das oscilações.

Na fogueira

Diferentemente de outros ativos, as criptomoedas ainda não sofreram sua “prova de fogo”, sobrevivendo a diversos cenários econômicos. Apesar disso, os especialistas seguem otimistas sobre o uso do bitcoin como uma reserva de valor e diversificação da carteira para segurar a alta da inflação dos últimos tempos. 

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Vale lembrar que o investimento em criptomoedas é altamente arriscado e os especialistas recomendam cautela na hora de colcoar dinheiro em algum projeto.

*Colaboraram com esta matéria: André Franco, especialista em criptomoedas da Empiricus, Bruno Milanello, executivo de novos negócios do Mercado Bitcoin, Guilherme Nunes, Chief Strategic Officer do Capitual.

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