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Tesouro Direto permaneceu fechado durante o dia inteiro e pessoa física não conseguiu negociar títulos públicos
Com a alta dos juros futuros nesta quinta-feira (12), as taxas dos títulos públicos prefixados e atrelados à inflação deram um salto. Mas devido à ata volatilidade do mercado de juros, as negociações ficaram suspensas durante o dia inteiro, como é praxe nessas situações. Ou seja, o investidor pessoa física não conseguiu comprar títulos com taxas mais atrativas.
Títulos atrelados à inflação voltaram a pagar mais de 4% acima da inflação, sendo que antes os juros estavam na casa dos 2% a 3%. Já os títulos prefixados, que estavam pagando taxas nominais nas faixas dos 5%, 6% ou 7%, dependendo do prazo, passaram a oferecer taxas nas faixas dos 7%, 8% ou 9%.
Isso significa que quem já tinha esses papéis na carteira viu uma desvalorização dos seus títulos, dado que quando as taxas sobem, os preços caem. Quem tinha dinheiro na mão para investir, entretanto, poderia ter aproveitado a alta nos juros para comprar títulos com remunerações mais atrativas - se o mercado para a pessoa física tivesse funcionado, claro.
O Tesouro IPCA+ de vencimento em 2026, o mais curto oferecido no Tesouro Direto, viu sua remuneração saltar de 2,85% para 4,25% acima da inflação. Já o mais longo, com vencimento em 2055 e pagamento de juros semestrais, viu seus juros subirem de 3,76% para 5,17% acima do IPCA.
Entre os prefixados, o mais curto, com vencimento em 2023, viu sua taxa subir de 5,19% para 7,25% ao ano. Já o mais longo, com vencimento em 2031 e pagamento de juros semestrais, viu sua remuneração subir de 7,24% a 9,24% ao ano.

Os juros futuros dispararam nesta quinta-feira depois que o Congresso impôs uma derrota ao governo que inclusive ameaça o ajuste fiscal e o teto de gastos. As taxas já vinham de um movimento de alta devido ao aumento do risco-país e a disparada do dólar com a aversão a risco devido ao avanço do coronavírus e o choque do petróleo.
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