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O Ibovespa terá um feriado mais do que especial, no topo, após um ano duro? Índice está a 1.600 pontos de máxima histórica
O Ibovespa terá um Natal especial após um ano duro? É o que está em jogo na penúltima semana de 2020.
O topo histórico é cada vez mais iminente, e o índice tem feito o que pode para alcançá-lo. Além do retorno às máximas históricas, que o índice já chegou a rondar nesta semana quando atingiu os 119.370 pontos, a semana que vem poderá ver o Ibovespa também finalmente superá-lo, abrindo caminho rumo aos 120 mil.
O principal índice acionário da B3 avançou 2,5% na semana passada e, com isso, adicionou aos ganhos que já chegam a 8,4% no mês. Fechou, assim, a 1.600 pontos da máxima histórica.
No ano, após custar a diminuir as perdas acumuladas em razão de impactos do coronavírus e temores sobre a trajetória da dívida pública, passou a apontar alta de 2,5%.
São ganhos ligeiros, de fato, mas apenas indicam o quanto, em um ano de pandemia, o índice se recuperou desde novembro, quando teve o melhor desempenho mensal desde abril de 2016.
Se as coisas não andaram bem durante a maior parte do ano, deverá iniciar 2021 em uma toada bem mais positiva do que a que se viu neste ano, com a vantagem de que o risco coronavírus esteja progressivamente fora do radar com uma vacina.
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Ou seja, tudo estando relativamente "comportado" na frente política e fiscal por aqui, o Ibovespa tem tudo para renovar as suas máximas históricas.
Os próximos dias são de agenda fraca, por ocasião do Natal. Ainda assim, por aqui, um dado de extrema importância ganhará publicidade: a chamada prévia da inflação, o IPCA-15 (Índice de Preços ao Consumidor Amplo-15), que fornecerá aos agentes financeiros uma visão detalhada sobre o ritmo da alta dos preços.
O Banco Central, na ata e no Relatório Trimestral de Inflação da semana passada, apontou que está confortável com o nível corrente da inflação e com as projeções para 2021, mas demonstrou que as estimativas para 2022 estão perto do centro da meta estipulada para o ano.
Sem os eventos macroeconômicos no radar, os mercados podem se voltar a Brasília para acompanhar o jogo político em torno das reformas e as articulações em torno da disputa das presidências da Câmara dos Deputados e do Senado.
Lá fora, o foco fica no PIB do Reino Unido relativo ao terceiro trimestre. Enquanto isso, os Estados Unidos divulgam a terceira leitura do seu PIB do mesmo período.
Veja os calendários para cenário doméstico e externo:
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