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Dos quatro fundos de três gestoras que nós acompanhamos desde o início da nossa série, em setembro do ano passado, três bateram os indicadores de referência em janeiro
Você sabe que rentabilidade passada não é garantia de rentabilidade futura na hora aplicar em um fundo de investimentos. Mas no fim do dia é o retorno que aparece refletido no nosso extrato do banco ou da corretora, e nem sempre entendemos o que motivou a alta ou a queda no valor das cotas.
Por isso, a partir deste mês eu passo a fazer bimestralmente uma matéria para mostrar o desempenho dos gestores que passaram pela Lupa dos Fundos. A ideia é mostrar o que contribuiu para o resultado das carteiras ao longo do mês anterior.
É claro que o período de 30 dias é muito pouco para fazer qualquer avaliação sobre o gestor. É natural inclusive que os fundos de maior risco, como os de ações, registrem queda em momentos de maior incerteza no curto prazo como o atual.
O mais importante nesta análise é mostrar como os fundos se comportaram ao longo do mês, entender o que deu certo e ou errado e, principalmente, o que esperar daqui para frente.
Mas, afinal, como anda o retorno dos gestores que passaram pela Lupa dos Fundos?
Dos quatro produtos de três gestoras que nós acompanhamos desde o início da nossa série bimestral, que começou em setembro do ano passado, três superaram os indicadores de referência.
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Vamos começar pelo fundo de crédito privado da Capitânia. Com 16 anos no mercado, a gestora foi uma das poucas que escapou ilesa pela crise que viveu o mercado de debêntures ao longo do segundo semestre de 2019. Eu conto mais sobre o que aconteceu nesta matéria.
Em janeiro, o fundo Capitânia Premium, o nosso favorito, manteve a escrita e rendeu 0,63%, equivalente a 167% do CDI. Nos acumulado dos últimos dois anos, o retorno é de 14,84% (118% do CDI).
Vale a pena acompanhar o que vai acontecer com o mercado de crédito privado no atual cenário de juros nas mínimas históricas. Eu acredito que os gestores terão de assumir mais riscos em busca de papéis de empresas que paguem uma rentabilidade melhor.
Por isso, a escolha de um gestor bom e experiente é fundamental nesse tipo de produto. Nesse contexto, acredito que o fundo da Capitânia segue interessante como uma alternativa para você diversificar sua carteira de investimentos sem sair da renda fixa.
Você confere o perfil que eu escrevi sobre a gestora e mais informações sobre o Fundo na Lupa nesta matéria exclusiva para os leitores do SD Premium.
Apresentamos aqui no SD Premium em janeiro a Safari Capital, gestora que se especializou na estratégia “long biased” – que significa uma tendência, mas não uma obrigação de ficar comprada em bolsa.
Isso significa que os gestores têm liberdade para diminuir a exposição ao mercado acionário ou estabelecer proteções à carteira para amortecer os impactos dos solavancos da bolsa na carteira.
Em janeiro, mesmo com a queda de 1,6% do Ibovespa em meio ao receio dos investidores sobre os efeitos da disseminação do coronavírus na economia global, o fundo da Safari acompanhado aqui na Lupa registrou uma rentabilidade de 2,6%. O indicador de referência do fundo, contudo, é o CDI, que ficou em 0,4% no mês passado.
As principais contribuições para o resultado do fundo vieram da alta das ações da Via Varejo, Natura, B2W, Movida e Yduqs. Pesaram contra as posições na Hering, Banco do Brasil e Vale.
A gestora tinha no fim de janeiro uma posição líquida comprada da ordem de 110% do patrimônio. “Não temos hedge [proteção], mas certamente teremos ao longo do ano, como forma de minimizar eventuais perdas nas posições à vista”, escreveu a gestora, em carta aos investidores.
Na estreia da Lupa dos Fundos, nós trouxemos a popular gestora Alaska, que recentemente chegou à marca de 200 mil cotistas nos fundos.
Gostamos do estilo da gestora, que incorporou de Luiz Alves Paes de Barros, um dos sócios fundadores e um dos maiores investidores individuais da bolsa, a filosofia de carregar posições em ações por longos períodos.
De todo modo, se você tem aversão por retornos negativos na cota dos fundos nos quais investe, fique longe dos fundos da gestora. O meu alerta nem é original. O próprio Henrique Bredda, sócio da Alaska, deixa esse aviso em destaque na conta dele do Twitter.
Em janeiro, os fundos da gestora que nós acompanhamos tiveram desempenhos distintos. O Alaska Black Institucional, que aplica apenas em ações, rendeu 1,59%, apesar da queda de 1,6% do Ibovespa no período. As maiores posições da gestora hoje são Magazine Luiza e a empresa de educação Cogna (ex-Kroton).
Mas nem mesmo a forte alta das ações do Magalu neste começo de ano impediu o Alaska Black FIC FIA II, que além da bolsa investe nos mercados de juros e câmbio, de registrar um retorno negativo de 2,79% em janeiro.
A gestora possui uma posição vendida em dólar que desde o ano passado vem prejudicando os resultados desse fundo. Como o comportamento do câmbio é algo praticamente impossível de se prever, a Alaska ainda pode rir por último. Mas de qualquer forma trata-se de uma aposta de alto risco, e que o investidor precisa estar ciente ao embarcar no fundo.
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