Menu
2020-05-14T12:41:17-03:00
Estadão Conteúdo
Depois de reajuste para policiais...

Vai faltar dinheiro para pagar servidor público, diz Bolsonaro

Ao falar com os jornalistas, o presidente usava uma máscara da Polícia Militar do Distrito Federal. Ao lado dele, também com máscara da PM do DF, estava o titular da Secretaria-Geral, ministro Jorge Oliveira, que é da reserva da PM do DF e também será beneficiado com o aumento

14 de maio de 2020
12:41
(Brasília - DF, 20/03/2020) Coletiva de Imprensa do Presidente da República, Jair Bolsonaro e Ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta
Imagem: Isac Nóbrega/PR

Depois de o Congresso aprovar projeto do governo que autoriza reajustes às polícias do Distrito Federal, o presidente Jair Bolsonaro disse que "não tem cabimento" o funcionalismo querer aumento salarial no momento em que o "Brasil está quebrando" e há risco até mesmo de faltar dinheiro para os pagamentos em decorrência da crise econômica causada pela pandemia do novo coronavírus.

"Vai faltar dinheiro para pagar servidor público. E tem servidor que quer ter a possibilidade de ter aumento neste ano e ano que vem. Não tem cabimento, não tem dinheiro", disse Bolsonaro, que tem até 27 de maio para sancionar a lei que autoriza o repasse direto de R$ 60 bilhões aos Estados e municípios e cumprir a promessa feita ao ministro da Economia, Paulo Guedes, de barrar a possibilidade de reajustes ao funcionalismo até o fim de 2021. Essa é uma das contrapartidas exigidas pela equipe econômica a governadores e prefeitos em troca da ajuda federal.

"O Brasil está quebrando. E depois de quebrar não é como alguns dizem a economia recupera. Não recupera. Vamos ser fadados a viver um país de miseráveis, como alguns países da África subsaariana", disse Bolsonaro nesta quinta-feira.

Ao falar com os jornalistas, o presidente usava uma máscara da Polícia Militar do Distrito Federal. Ao lado dele, também com máscara da PM do DF, estava o titular da Secretaria-Geral, ministro Jorge Oliveira, que é da reserva da PM do DF e também será beneficiado com o aumento.

Como o jornal O Estado de S. Paulo e Broadcast (sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado) mostraram, o presidente segura os vetos à possibilidade de aumento para servidores públicos para atender ao pedido do governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha (MDB), de conceder reajustes de 8% a 25% aos policiais militares e civis do DF.

Na noite de quarta-feira, 13, deputados e senadores aprovaram o projeto de lei do Congresso Nacional que autoriza a recomposição salarial das polícias do DF, pago com dinheiro da União pelo Fundo Constitucional do DF. O custo estimado é de R$ 505 milhões por ano. O texto agora depende da sanção do presidente.

O presidente diz agora que vai vetar a blindagem feita pelo Congresso a uma série de categorias, que continuaram tendo permissão para ter reajustes até 2021. No entanto, como mostrou o Estadão/Broadcast, o projeto foi aprovado com o aval do próprio presidente, que deu autorização para poupar as carreiras, principalmente as de segurança, mesmo atropelando a orientação do ministro da Economia.

Após a votação, Bolsonaro mudou de postura e fez promessas públicas, ao lado de Guedes, para vetar a lista de categorias que ficariam de fora do congelamento de salários. Para cumprir com a promessa, o presidente terá de rejeitar o aumento para todas as categorias, pois as flexibilizações constam todas em um único parágrafo do artigo 8º do projeto.

No projeto, foram poupados do congelamento servidores da área de saúde (como médicos e enfermeiros), policiais militares, bombeiros, guardas municipais, policiais federais, policiais rodoviários federais, trabalhadores de limpeza urbana, de assistência social, agentes socioeducativos, técnicos e peritos criminais, professores da rede pública federal, estadual e municipal, além de integrantes das Forças Armadas.

Apelo a governadores

A menção do presidente aos servidores públicos foi feita quando ele mais uma vez criticou medidas de isolamento que foram adotadas por governadores e prefeitos durante a pandemia do coronavírus. Bolsonaro disse que os chefes dos executivos estaduais e municipais deveriam se desculpar e fez um apelo para que eles revejam a política de distanciamento social, recomendada pelas autoridades sanitárias como forma de evitar o colapso do sistema hospitalar. "O apelo que faço aos governadores. Reveja essa política, eu estou ponto para conversar. Vamos preservar vida? Vamos. Mas o preço lá na frente serão centenas demais de vida que vão perder por causa dessas medidas absurdas de fechar tudo", disse afirmando que governadores e prefeitos deveriam "se desculpar e fazer a coisa certa."

Bolsonaro criticou o lockdown , o isolamento total, dizendo que a medida é o "caminho do fracasso". "O Brasil está se tornando um país de pobre. O que eu falava lá atrás que era esculachado, estão vendo a realidade agora aí para onde está indo o Brasil. Vai se chegar a um ponto que o caos vai se fazer presente aqui. Essa história de lockdown, vão fechar tudo, não é esse o caminho. Esse é o caminho do fracasso, quebrar o Brasil", disse.

Comentários
Leia também
CUIDADO COM OS ATRAVESSADORES

Onde está o seu iate?

Está na hora de tirar os intermediários do processo de investimento para deixar o dinheiro com os investidores

ACUSADO DE MONOPÓLIO

Departamento de Justiça dos EUA confirma ação judicial antitruste contra Google

Caso marca o maior desafio legal do país contra uma companhia dominante do setor de tecnologia em duas décadas

desafio dos 21 dias

Lição #15: Taleb x Markowitz: como diversificar a sua carteira

Na Lição #15 do Desafio dos 21 dias, Felipe trouxe aos seus seguidores dois conceitos diferentes de diversificação. De um lado, está um de seus gurus nos investimentos, Nassim Taleb. Do outro, o famoso economista americano Harry Markowitz. Os dois prezam por carteiras diversificadas, mas quem defende a melhor ideia? Para conferir as lições anteriores […]

Lava Jato

Nova fase da Lava Jato mira venda de informações privilegiadas e propinas

Denominada Sem Limites IV, operação apura supostos crimes de corrupção passiva e organização criminosa e de lavagem de dinheiro relacionados a esquema mantido na antiga Diretoria de Abastecimento da Petrobras

MAIS UMA PRA BOLSA

Grupo Big quer ficar ainda mais ‘big’ após IPO

Varejista pretende levantar recursos para expandir operações e vender as participações da Advent e do Walmart US

Títulos públicos

Veja os preços e as taxas do Tesouro Direto nesta terça-feira

Confira os preços e taxas de todos os títulos públicos disponíveis para compra e resgate

Carregar mais notícias
Carregar mais notícias
Fechar
Menu
Advertisements

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies