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Governo ainda não apresentou um plano claro para a vacinação e Bolsonaro segue envolvido em uma disputa política sobre qual vacina será adquirida pela União
O ministro da Economia, Paulo Guedes, disse nesta sexta-feira (11) que o custo estimado para a vacinação em massa no Brasil seria de R$ 20 bilhões. "Não vai ser por falta de recursos que vamos deixar de cumprir essa obrigação", disse.
O ministro contou que participou nesta sexta de duas reuniões com o presidente Jair Bolsonaro - de duas horas cada - sobre vacinação. "Há muitos aspectos de responsabilidade individual, exigências dos fornecedores de vacinas, responsabilidades que a União, Estados e municípios podem assumir ou não".
O governo ainda não apresentou um plano claro para a vacinação da população contra a covid-19 e o presidente Jair Bolsonaro segue envolvido em uma disputa política sobre qual vacina será adquirida pela União.
Guedes também comentou que o governo ainda precisa avaliar como chegar a um programa de renda básica - ou renda cidadã - para o futuro. Ele voltou a defender que o novo programa seja sustentável, com financiamento adequado, respeitando o teto de gastos.
"Sabemos que é um trabalho que não terminou ainda. O natural seria juntar o Bolsa Família com outros programas. Mas a confusão foi tão grande, a briga foi tão grande, que o governo achou melhor mostrar que vamos reavaliar o tema", disse.
O ministro ainda criticou o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), e cobrou que projetos e reformas sejam pautados na casa.
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Guedes citou o texto da independência do Banco Central, já aprovado pelo Senado. Segundo ele, a aprovação do texto é importante para impedir que a alta temporária dos preços se transforme em uma inflação permanente.
"O Senado já fez a sua parte e a pauta está pronta para ser votada na Câmara", afirmou, em audiência na Comissão Mista do Congresso Nacional que acompanha a execução das medidas de enfrentamento à pandemia de covid-19.
*Com Estadão Conteúdo
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