Menu
2020-08-04T09:04:18-03:00
Estadão Conteúdo
Entrevista ao Roda Viva

‘Não vejo nenhum crime do presidente’, diz Maia sobre pedidos de impeachment

Questionado sobre o motivo de ainda não ter “engavetado” os processos, Maia justificou que ocuparia tempo na agenda do Congresso, que deve focar em pautas sobre o coronavírus

4 de agosto de 2020
9:04
dsc_5770df
O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia. - Imagem: Marcelo Camargo/Agência Brasil

O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, afirmou na segunda-feira, 3, que não encontrou embasamento legal nos quase 50 pedidos de impeachment contra o presidente Jair Bolsonaro enviados ao Congresso até agora. "Destes que estão colocados, eu não vejo nenhum tipo de crime atribuído ao presidente, de forma nenhuma", disse em entrevista ao programa Roda Viva, da TV Cultura.

Maia destacou ainda que o impeachment não pode ser instrumento para solução e crises. "Tem que ter um embasamento para essa decisão e não encontro ainda nenhum embasamento legal", acrescentou.

Questionado sobre o motivo de ainda não ter "engavetado" os processos, Maia justificou que ocuparia tempo na agenda do Congresso, que deve focar em pautas sobre o coronavírus. "Estamos no meio de um processo de pandemia e qualquer decisão agora leva um recurso ao plenário e nós vamos ficar decidindo impeachment sem motivação para isso. É por isso que eu não decido."

Crítica a Bolsonaro na pandemia

O presidente da Câmara criticou a atuação de Bolsonaro na pandemia, fato que está no centro de alguns dos pedidos de impeachment. "O presidente errou na questão de minimizar o impacto da pandemia, a questão da perda de vidas. Vamos chegar a 100 mil vidas perdidas. Ele minimizou, criou um falso conflito."

Lava Jato

Na entrevista, Maia afirmou que a Lava Jato é uma "operação política" e que cabe ao procurador-Geral da República, Augusto Aras, junto à Corregedoria e ao próprio Conselho Nacional do Ministério Público tomar decisões que, segundo ele, não foram tomadas no passado.

"Os fatos mostraram que excessos ocorreram e cabe ao procurador-geral, e aí defendo a posição do procurador-geral, junto com a corregedoria e com o Conselhor Nacional, tomar as decisões. Não cabe a outro poder interferir na procuradoria, no Ministério Público. Mas cabem decisões contundentes por parte da corregedoria e do procurador-geral. Acho que o Aras está indo no caminho correto, organizar o processo para que esses excessos não se repitam mais no nosso País."

Sobre o projeto de quarentena para juízes, defendido por ele e pelo presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Dias Toffoli, Maia garantiu que não atingiria o ex-ministro Sérgio Moro. "Seria legítimo (a candidatura de Moro). É um direito que ele tem, como qualquer um."

O presidente da Câmara negou que o projeto tenha como objetivo impedir eventual candidatura do ex-juiz. "Claro que (o projeto de quarentena para juízes) não é para atingir o Moro. Os deputados, senadores ou o Supremo não encaminhariam uma tese de fazer uma lei para proibir uma pessoa de disputar uma eleição. Ficaria muito ruim para a democracia brasileira."

PL das fakes news

Maia afirmou que colocará a PL das fake news em votação até o final do ano e que o texto aprovado deve garantir transparência. "Não queremos votar nenhum projeto que fere a liberdade de expressão, mas não podemos continuar aceitando que novas tecnologias continuem sendo instrumento de radicais."

O presidente da Câmara relatou ter sido atacado nas redes sociais após chamar o youtuber e influenciador digital Felipe Neto para participar de uma reunião que vai discutir o PL 2630/2020. "Como se a Câmara, que é a casa do povo, não pudesse ouvir uma pessoa que é seguida por 40 milhões de pessoas."

Comentários
Leia também
A REVOLUÇÃO 3.0 DOS INVESTIMENTOS

Que pi… é essa?

Eu decidi sair do banco, mas não queria entrar em uma enrascada. Bem, acredito que eu tenha encontrado um portal para fugir dessa Caverna do Dragão das finanças. E cá estou para explicar essa descoberta.

seu dinheiro na sua noite

Petróleo, minério e tudo que há de bom

Entre o fantasma do Orçamento com pedaladas, a besta da PEC “fura-teto”, o gigante da CPI da Covid e o monstro da pandemia, o Ibovespa conseguiu hoje engatar a terceira alta seguida e fechar acima dos simbólicos 120 mil pontos, marca que o índice não via desde fevereiro. Mas como pode? Bem, mais uma vez […]

hoje não

Hering rejeita proposta da Arezzo para potencial fusão

Segundo a Cia. Hering, a proposta “não atende ao melhor interesse dos acionistas e da própria companhia”

Polêmica na privatização

CVM vai investigar CEEE por suposta omissão na divulgação de informações

A autarquia começará a apuração de uma denúncia de omissão de fatos relevantes sobre a privatização da estatal gaúcha

FECHAMENTO

Commodities em alta levam o Ibovespa acima dos 120 mil pontos pela primeira vez desde fevereiro; dólar recua

O clima incerto em Brasília segue assombrando os investidores, mas ainda assim a bolsa brasileira consegue fôlego com as commodities para se manter no azul

Combinação promete

Aura Minerals (AURA33): ouro e dividendos no mesmo investimento

Max Bohm, sócio e analista de Empiricus, enxerga um potencial enorme de crescimento na combinação oferecida pela mineradora

Carregar mais notícias
Carregar mais notícias
Fechar
Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies