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O presidente da Câmara, Rodrigo Maia, falou sobre os inúmeros pedidos de impeachment contra o presidente Jair Bolsonaro numa live feita neste sábado
O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ) afirmou neste sábado, 6, que o ideal é que o Brasil não passe novamente por um processo de impeachment do presidente da República.
"Mas é óbvio que essas ameaças do presidente Jair Bolsonaro, que tem participado de atos considerados antidemocráticos preocupam a todos nós. E é isso que faz com que todos nós estejamos discutindo, neste momento, o fortalecimento da democracia no País", afirmou o deputado. "No momento adequado, vou ter de definir sobre os pedidos de impeachment", disse Maia.
Ele participou neste sábado de live no Instagram com o cantor Tico Santa Cruz que tem organizado uma série de diálogos com autoridades e figuras públicas sobre política e pandemia.
Maia também afirmou que a defesa do fechamento de instituições que constituem os pilares da democracia são um tipo de violência a qual deve ser combatida assim como violências de outra natureza.
"Defender fechamento de instituições é vandalismo", disse o deputado. "Propor fechamento do Congresso, do STF é violência; jogar pedra, também", comentou Maia, referindo-se ao confronto entre participantes de atos pró e contra o governo Bolsonaro e de manifestantes com a polícia no fim de semana passado.
Sobre esse embate, Maia disse que não sabe qual grupo (pró ou contra o governo) "estimulou, atiçou o outro". "Mas o fato é que confrontos em atos públicos radicalizam o ambiente, o que é ruim para nossa democracia", afirmou.
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Maia reiterou que defende o isolamento social e que observa pelas estatísticas que a curva de transmissão de covid-19 ainda não está caindo em muitas cidades e regiões.
"Sou contra qualquer manifestação neste momento de pandemia", disse o deputado, que demonstrou preocupação com o aumento do número de contaminados e vítimas do novo coronavírus.
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