O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.
Esse espaço é um complemento às notícias do site.
Recurso Exclusivo para
membros SD Select.
Gratuito
O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.
Esse espaço é um complemento às notícias do site.
Você terá acesso DE GRAÇA a:
A principal lição que os gestores experientes têm a nos dar hoje quando se trata de investimentos é: se você não tem condições de interferir no futuro, a melhor reação é a serenidade.
Sabe aquela história de que, durante o naufrágio do Titanic, parte da orquestra a bordo ignorou o fato de que no curto prazo todos estariam mortos e começou a tocar seus instrumentos? Eu, que tendo a ter uma visão mais pragmática da vida, sempre tive dúvida de que isso fosse verdade.
Via nessa narrativa uma boa dose de imaginário popular, com pitadas de licença poética de James Cameron, diretor do blockbuster que transformou em romance o acidente que deixou mais de 1.500 mortos em abril de 1912.
Confesso que minha consciência pesou quando fiz uma viagem a Liverpool, alguns anos atrás, e constatei que estava errada. Foi durante uma parada no Museu Marítimo no porto da cidade, onde eram sediadas as empresas britânicas especializadas em lançar grandes transatlânticos à América do Norte no início do século XX.
Em um andar do museu dedicado à história do Titanic, pude ler com meus próprios olhos relatos de quem presenciou oito músicos dotados do dom supremo de manter a frieza e o foco absolutos, mesmo diante da mais completa incerteza — incerteza sobre a própria sobrevivência, no caso.
Antes que se assuste com o rumo dessa conversa, um aviso importante: nada indica que a disseminação do coronavírus representará uma tragédia global ou um cenário de proporções irreversíveis, como a forte queda recente das Bolsas mundiais tem sugerido. Digo isso com base em conversas que temos feito com os mais experientes gestores de fundos de investimentos deste país.
Creio que, em momentos como esses, o melhor que temos a fazer é nos inspirar nos grandes. E a principal lição que os gestores experientes têm a nos dar hoje quando se trata de investimentos é: se você não tem condições de interferir no futuro, a melhor reação é a serenidade e até uma certa frieza, por mais difícil que seja tentar alcançá-las.
Leia Também
“Ana, eu não sei nada sobre coronavírus e nem vou virar um expert em uma semana. Tudo o que posso fazer é manter proteções no meu portfólio, como sempre fiz.” Quem me disse isso foi o gestor responsável pelo fundo multimercado brasileiro mais ganhador dos últimos dois anos. Acho que é essa clareza que temos que mirar.
É claro que eles admitem; não é fácil ver o Ibovespa derretendo 7%, como na última quarta-feira de volta do Carnaval, e mais 2,5% ontem. Se é assim para quem é calejado, penso nos quase um milhão de novos investidores que entraram na Bolsa desde o início do ano passado e que estão tendo nesta semana seu batismo de sangue.
Para momentos de fraqueza, eles sugerem o seguinte exercício mental: como estará o mundo daqui a três meses? Será que o coronavírus ainda será motivo de preocupação? E em seis meses? A chance maior é de que, a essa altura, o investidor se lembre do coronavírus mais como uma janela de oportunidades que apareceu no meio de um bull market do que como uma mudança de tendência estrutural.
E antes que você pense que os grandes gestores são um poço de racionalidade e tranquilidade, não é nada disso. Eles apenas mantêm a frieza nos momentos em que não se tem muito a fazer, ao mesmo tempo em que traçam estratégias para aproveitar as oportunidades tão logo elas apareçam.
Na verdade, os melhores gestores que eu conheço são aqueles que nunca estão satisfeitos. Nos momentos de alta, estão preocupados com o que pode dar errado. Nunca baixam a guarda.
Espero que você, investidor, consiga se inspirar nos grandes gestores e manter a frieza e o foco necessários em momentos complicados de mercado como o que vivemos hoje. E saiba que nosso papel é estar ao seu lado também nessas horas, esse é o nosso trabalho e a nossa vocação.
Conheça os números da Cimed e entenda tudo o que está por trás da estratégia agressiva de inovação da companhia e qual é o preço que ela está pagando pelo seu sucesso
Nesta semana, o humor com Smart Fit finalmente começou a melhorar, após a divulgação dos temidos resultados do 1T26. Ao contrário do que se pensava, a companhia mostrou forte expansão de margem bruta.
Com a chegada da gestora Patria no segmento de shopping centers, o fundo Patria Malls (PMLL11) ganhou nova roupagem e tem um bom dividend yield. Entenda por que esse FII é o mais recomendado do mês de maio
Entre previsões frustradas, petróleo volátil e incerteza global, investidores são forçados a conviver com dois cenários opostos ao mesmo tempo
Na seleção da Ação do Mês, análise mensal feita pelo Seu Dinheiro com 12 bancos e corretoras, os setores mais perenes e robustos aparecem com frequência
Veja como deve ficar o ciclo de corte de juros enquanto não há perspectiva de melhora no cenário internacional
O quadro que se desenha é de um ambiente mais complexo e menos previsível, em que o choque externo, via petróleo e tensões geopolíticas, se soma a fragilidades domésticas
Odontoprev divulga seu primeiro balanço após a reorganização e apresenta a BradSaúde em números ao mercado; confira o que esperar e o que mais move a bolsa de valores hoje
Fiagros demandam atenção, principalmente após início da guerra no Irã, e entre os FIIs de papel, preferência deve ser pelo crédito de menor risco
Na abertura do livro O Paladar Não Retrocede, Carlos Ferreirinha, o guru brasileiro do marketing de luxo, usa o automobilismo para explicar como alto padrão molda nossos hábitos. “Após dirigir um carro automático com ar-condicionado e direção hidráulica, ninguém sente falta da manivela para abrir a janela.” Da manivela, talvez não. Mas do torque de um supercarro, […]
Para ser rico, o segredo está em não depender de um salário. Por maior que ele seja, não traz segurança financeira. Veja os cálculos para chegar lá
Para isso, a primeira lição é saber que é preciso ter paciência pois, assim como acontece na vida real (ou deveria acontecer, pelo menos), ninguém começa a carreira como diretor
Entenda como a Natura rejuvenesceu seu negócio, quais os recados tanto do Copom quanto do Fed na decisão dos juros e o que mais afeta o seu bolso hoje
Corte já está precificado, mas guerra, petróleo e eleições podem mudar o rumo da política monetária
Entenda por que a definição da Selic e dos juros nos EUA de hoje é tão complicada, diante das incertezas com a guerra e a inflação
A guerra no Irã pode obrigar a Europa a fazer um racionamento de energia e encarecer alimentos em todo o mundo, com aumento dos preços de combustíveis e fertilizantes
Guerras modernas raramente ficam restritas ao campo militar. Elas se espalham por preços, cadeias produtivas, inflação, juros e estabilidade institucional
Entenda o que esperar dos resultados dos maiores bancos brasileiros no 1T26; investidores estarão focados nos números que mais sofrem em ciclos de crédito mais apertado e juros maiores
Governo federal corta apoio a premiação internacional e engrossa caldo do debate sobre validade do Guia Michelin
Mesmo sem saber se o valor recebido em precatórios pela Sanepar será ou não, há bons motivos para investir na ação, segundo o colunista Ruy Hungria